A Influência do Ambiente na Saúde dos Colaboradores

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE ORGANIZACIONAL NA SAÚDE DOS COLABORADORES

Ismael dos Santos,

Graduando em Psicologia e acadêmico do curso Lato Senso Gestão em

Gestão em Saúde do Trabalhador e Segurança do Trabalho


RESUMO     

            Este trabalho tem como objetivo apresentar a relação existente entre ambiente organizacional, saúde e produtividade dos colaboradores. Sabe-se que, atualmente, a empresa que não investe em programas de melhoria e qualidade de vida de seus colaboradores acaba não alcançando seus objetivos e até mesmo não sobrevivendo. Um Ambiente Organizacional favorável à satisfação dos colaboradores, por exemplo, faz toda diferença no que diz respeito à saúde e produtividade do mesmo. Portanto é de suma importância que os gestores se atentem a este aspecto e coloquem em prática programas que contribuam para que a organização tenha um clima organizacional satisfatório.

            A elaboração deste trabalho foi realizada através de leitura, análise e compreensão dos textos científicos, pois se trata de um estudo bibliográfico.

Palavras-chave: Colaborador; Saúde; Ambiente Organizacional.

As empresas atualmente buscam obter vantagens competitivas e profissionais cada vez mais qualificados, para isso é necessário que as mesmas invistam em treinamentos, desenvolvimento, conhecimento, capacitação e acima de tudo um ambiente que motive as relações interpessoais entre seus colaboradores, para que assim possa alcançar um ambiente organizacional satisfatório. Portanto é de grande importância que as organizações saibam como o ambiente organizacional influencia o desempenho, a satisfação e o comprometimento dos colaboradores com a mesma, e que se preocupem cada vez mais com o bem estar dos mesmos, hoje entendido como condição essencial o alcance de objetivos e metas.

A Interação entre Pessoas e Organizações

            As pessoas passam a maior parte de seu tempo vivendo ou trabalhando dentro das organizações. A produção de bens e serviços não pode ser desenvolvida por colaboradores que trabalham sozinhos, pois quanto mais industrializada for a sociedade, mais numerosas e complexas se tornam as organizações. Estas passam a criar um tremendo e duradouro impacto sobre as vidas e sobre a qualidade de vida dos indivíduos. As pessoas nascem, crescem, são educadas, trabalham e se divertem dentro de organizações. Sejam quais forem os seus objetivos – lucrativos, educacionais, religiosos, políticos, sociais, filantrópicos, econômicos etc. -, as organizações envolvem tentacularmente as pessoas que se tornam mais e mais dependentes da atividade organizacional.

            Uma organização de acordo com Chiavenato (2001, p.126), "é um sistema de atividades conscientemente coordenadas de duas ou mais pessoas. A cooperação é essencial para a organização", segundo o autor citado uma organização só existe quando: Há pessoas capazes de se comunicar entre si (interação); Elas estão dispostas a contribuir com ação (cooperação); Elas cumprem um propósito comum (objetivos).

            Segundo Maximiano (2000, p. 92-93), em uma organização, "cada pessoa e cada grupo de pessoas têm atribuições especificas que contribuem para a realização de um objetivo […] além das pessoas, as organizações empregam dinheiro, tempo, espaço e recursos materiais, como instalações, máquinas, móveis e equipamentos".

            Portanto, levando em consideração os parágrafos acima, percebe – se que não existe organização sem pessoas com suas contribuições estruturadas, contínuas e planejadas coletivamente, através da divisão do trabalho e da hierarquia, sempre visando alcançar um objetivo comum ou um conjunto de objetivos.

Satisfação e Saúde no Trabalho

            De acordo com Tamayo (2004), uma das mais citadas definições para a satisfação no trabalho é a de Locke (1976), que denominou tal fenômeno como um estado emocional positivo decorrente de avaliações acerca do próprio trabalho, incluindo-o, dessa forma, no rol das reações afetivas. Segundo o autor, o grau de satisfação no trabalho resulta do grau de justa posição entre os resultados obtidos pelo indivíduo com seu trabalho e os resultados que ele valoriza e, conseqüentemente, espera receber como, por exemplo, salário, plano de carreira, benefícios, oportunidades de promoção, etc. Assim quanto mais ele receber aquilo que valoriza, mais satisfeito ficará.

            Segundo Maximiano (2007), as teorias convencionais da motivação preocupam-se predominantemente com a satisfação das pessoas, sem abordar explicitamente o stress. O autor afirma que:

"Atividades que requerem exaustivo esforço físico, ou que são alienantes, ou realizadas em ambiente de tensão, produzem efeitos psicológicos negativos, mesmo que a pessoa esteja fisicamente bem" (Maximiano, p. 62, 2007).

            Percebe-se que a relação entre stress e trabalho são evidentes. O equilíbrio entre a tarefa do colaborador e sua capacidade de realizá-la proporciona o bem estar do indivíduo. Sem este equilíbrio, as pessoas se sentem inseguras, em conflito, com a sensação de desamparo, em fim, insatisfeitas com sua atividade laboral.

Considerações Finais

            Segundo Zanelli (2008), o trabalho é forte elemento na construção da identidade do ser humano que convive bem consigo mesmo, acredita em si e sente-se digno. Conclui-se então que o bem-estar e a satisfação são fatores da mais alta valia no que diz respeito à saúde e produtividade, dado que um colaborador satisfeito com seu trabalho produz mais e com qualidade

            O ambiente organizacional, assim como os problemas de saúde vivenciados em função do trabalho e o nível de satisfação dos colaboradores são aspectos que devem ser analisados com muita atenção por parte dos administradores/gestores, pois estes são aspectos que interferem de maneira significativa na saúde e produtividade dos colaboradores e conseqüentemente no desempenho da empresa.

Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. – 6ª. ed. – 2. reimpr. – São Paulo: Atlas, 2007.

________________________ Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

FIORELLI, José Osmir. Psicologia para administradores: integrando teoria e prática / José Osmir Fiorelli. – 5. ed. – São Paulo: Atlas, 2006.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. São Paulo, Ed. Atlas, 2000.

TAMAYO, Alvaro. Cultura e saúde nas organizações. – Porto Alegre: Artmed, 2004.

ZANELLI, José Carlos. Intereção humana e gestão: a construção psicossocial das organizações de trabalho. – São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008.

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