Recuperação de relações emergentes em classes de equivalência de diferentes tamanhos – Julio César de Camargo; Verônica Bender Haydu; Juliana Barboza Caetano de Paula

O presente estudo teve como objetivo investigar o efeito do número de membros das classes sobre a probabilidade de recuperação de relações emergente. Participaram da pesquisa 12 estudantes universitários, que foram distribuídos em dois grupos e submetidos a um procedimento de escolha de acordo com o modelo, controlando-se a ordem de formação de classes e o número de apresentações das relações nos testes. Foi utilizado um computador e o software Equivalência. Trinta e seis figuras familiares monocromáticas cujos nomes eram palavras dissílabas foram usadas como estímulos. As etapas do procedimento eram: 1) nomeação dos estímulos; 2) história experimental de formação de classes de equivalência; 3) formação de classes com três e seis estímulos, para o Grupo 1, e na ordem inversa para o Grupo 2; 4) reteste; 5) teste de manutenção após intervalo de 6 semanas. Todos os participantes formaram as classes com três e com seis estímulos. Na primeira apresentação do teste de manutenção, verificou-se que 11 participantes demonstraram manutenção das classes com seis estímulos e 6 demonstraram manutenção das classes com três estímulos. O tempo médio de reação foi menor no teste de manutenção das classes maiores para 10 dos 12 participantes. A média de erros na primeira apresentação do teste de manutenção foi maior para as classes menores, sendo que, independentemente do tamanho das classes, as relações foram recuperadas ao longo da sessão, havendo um número de erros relativamente maior no primeiro terço do teste e um menor número de erros no último terço. O tipo de erro mais frequente durante o teste de manutenção foi de relações de Equivalência, havendo um menor número de erros nas relações de Linha de Base e de Simetria. Conclui-se que a probabilidade de manutenção das classes com seis estímulos é maior do que das classes com três estímulos, que a recuperação das relações ocorre ao longo do teste de manutenção e que as relações de Linha de Base e Simetria são as mais facilmente recuperadas do que as relações de Equivalência. Essa conclusão é comprovada pela diferença no número de respostas que estavam de acordo com as classes especificadas pelos experimentadores, pela diferença no tempo de reação e pela análise dos dados distribuídos nos terços da sessão e do tipo de relação errada. Sugere-se que esses resultados são importantes para o desenvolvimento de recursos de ensino que visem a manutenção e a recuperação de comportamentos previamente aprendidos.

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