Maus tratos crônicos na infância podem impactar no comportamento e saúde do adulto

Recente estudo publicado no periódico Pediatrics desenvolveu como os maus tratos crônicos impactam na saúde futura e comportamento de crianças e adultos.
O estudo categorizou os maus tratos infantis de acordo com as informações relatadas pelas próprias crianças participantes do estudo, sendo que as mesmas foram acompanhadas até sua entrada na fase adulta, até mesmo quando alguns do indivíduos se tornaram pais.

A pesquisa objetivou determinar como os maus tratos infantis influenciam em comportamentos inadequados na adolescência, como a delinquência, o abuso de substância em dez anos ou a contração de alguma doença sexualmente transmissível, por exemplo; Segundo os autores, para cada medição realizada um histórico cada vez mais crônico de maus tratos indicava seus efeitos.

Segundo Jonson-Reid, autora do estudo, “para a maioria dos efeitos observados, receber maus tratos individualmente eleva seu risco de 20% a 50% quando comparados com crianças não maltratadas”;  Em adição a isso, uma série de efeitos na vida adulta foram aferidos para perceber se a cronicidade dos maus tratos ainda exercia funções mesmo após seu controle na adolescência, sendo que tais efeitos percebidos na fase adulta incluíam o uso de substâncias ou maltratar seus próprios filhos.

“Em padrões de efeitos na fase adulta, crianças com relatos de quatro ou mais maus tratos são no mínimo duas vezes mais propensas a maltratar seus próprios filhos, mesmo quando durante a adolescência tais efeitos são sentidos”, completa Reid, que aponta também a necessidade de investimento em recursos de prevenção; “Interromper os maus tratos crônicos infantis podem reduzir o risco de outros custosos problemas comportamentais e de saúde em crianças e adolescentes”.

O estudo demonstra também que tais maus tratos, além de desenvolver efeitos danosos na adolescência, acarretam efeitos ainda piores na vida adulta. “Nossas descobertas devem ser interpretadas como suporte a diversas intervenções existentes que procuram melhorar o funcionamento comportamental e social de crianças e adolescentes que tiveram experiências traumáticas (como o abuso) ou foram negligenciadas.”.

Fonte: Science Daily

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