Exposição de crianças às mídias televisivas podem reduzir suas autoestimas

Recente estudo sugere que a exposição de crianças as mídias televisivas podem reduzir suas autoestimas; O estudo analisou um grupo de 400 pré-adolescentes brancos e negros durante um ano, objetivando descobrir aspectos relacionais entre o tempo gasto em frente à televisão e o impacto em suas autoestimas.
Segundo Kristen Harrison, docente da universidade, as crianças passam em média 10 horas por semana assistindo televisão; “Crianças que não realizam outras atividades além de assistir TV passam a comparar-se com as situações vistas na programação da televisão”.

“Independentemente do que se assista, se você for um homem branco, as coisas na vida parecem ser muito melhores para você” aponta a pesquisa, fazendo referencia à programação televisiva que é exibida (que por muitas vezes se utiliza de indivíduos brancos para desenvolvimento de seu conteúdo). “Você deve ascender a posições de poder, ter cargos de prestígio no mercado de trabalho, uma boa educação, belas casas, uma esposa e vários retratos de como se trabalhou para chegar ali”, pontua Nicole Martins, co-autora do estudo; Martins aponta também o fato de que a programação televisa aborda a mulher como um indivíduo sem função e propósito, relacionando-a sempre sua beleza a situações de sucesso e não a maneira como pensa ou age, sendo que essa sexualização das mulheres podem gerar diversos impactos negativos em garotas.

O estudo aponta também que, infelizmente, homens negros são frequentemente criminalizados nas programações, atribuindo a eles poucas funções ou propósitos para a sociedade; Com isso, garotos negros que assistem a TV passam a entender que não há muitas situações positivas à que possam aspirar.

 Os autores explicitam que não se pode somente focar na quantidade de tempo gasta pelas crianças assistindo a televisão, mas também nas mensagens passadas a eles por tal mídia; O estudo também conclui que, com o desenvolvimento das tecnologias, maior é o tempo gasto pelas crianças assistindo a programações televisivas.

Fonte: Universidade de Indiana e PsychCentral

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