Terapia Comportamental pode reduzir drasticamente sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Recente estudo sugere que a terapia comportamental, em conjunto com a administração medicamentosa, pode auxiliar pacientes com transtornos de estresse pós-traumáticos graves.
A terapia tradicionalmente usada no tratamento de tal transtorno é um tipo de terapia comportamental, onde os pacientes confrontam seus medos em um ambiente controlado; Ao passo que tal terapia é geralmente efetiva, muitos pacientes desistem do tratamento enquanto outros convivem com os sintomas após o mesmo.

No estudo apresentado, os pesquisadores se utilizaram de uma intervenção utilizada em animais para o tratamento de transtornos de ansiedade; Os autores examinaram que o impacto da psicoterapia poderia ser aumentado com a administração de determinado medicamento (D-cycloserine), que atua no aumento da capacidade de transmissão de informações dos circuitos neurais.

Durante a pesquisa, os indivíduos com o transtorno supracitado receberam 10 sessões semanais de terapia, recebendo – aleatoriamente- doses da medicamentação ou placebos antes de cada sessão, porém sem o conhecimento de tal fato; A severidade dos sintomas fora aferida antes e depois do tratamento.

Todos os participantes obtiveram redução dos sintomas devido à terapia, independentemente se os mesmos receberam o medicamento ou o placebo; Entretanto percebeu-se que a droga aumentou os efeitos da terapia em um grupo específico de pacientes, sendo que tal grupo era caracterizado por indivíduos com sintomas mais graves do transtorno. Notou-se a grande redução dos sintomas ao uso do remédio em comparação aos pacientes que receberam o placebo.

“O estudo demonstra que os pacientes com tal transtorno responderam bem e rapidamente a terapia, sem a necessidade do uso da droga; Porém, os pacientes com sintomas mais graves e que falharam à exposição da terapia podem se beneficiar do uso do medicamento para potencializar os efeitos da mesma”, aponta um dos autores da pesquisa.

Os mesmos concluem que o medicamento é benéfico para os paciente mais graves, que não responderam a primeira etapa do tratamento; Aponta-se que estresses psicológicos graves podem atrofiar determinadas conexões neurais e reduzir o volume  cerebral das regiões envolvidas no processos de memória e emoção e é exatamente neste ponto onde  o remédio deve atuar.

A pesquisa conclui que futuros estudos devem desenvolver a combinação da terapia comportamental e o uso medicamentoso, para concretizar tal processo como uma intervenção efetiva no tratamento do transtornos de estresse pós-traumático.

Fonte: Elsevier

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