Análise funcional do término de um relacionamento amoroso: sentimentos predominantes e impactos na vida diária após a separação – Thiago de Almeida; Katiane C. S. Goulart; Luciana Lazarini; Bianca C. Bronini; Ana Paula Parada; Elisângela M. M. Pratta

O término de um relacionamento amoroso pode ser experienciado pelos indivíduos ao longo de sua vida, embora, o rompimento desta relação possa vir a ser a melhor solução para um casal, essa situação pode ser vivenciada de maneira aversiva, até que o comportamento entre em extinção. As variáveis do rompimento, pode contingenciar tanto eventos públicos (vida profissional e familiar), como privados (saúde física e psíquica). O presente estudo tem por objetivo investigar como os gêneros vivenciam o processo de dissolução da relação conjugal, e busca compreender o comportamento sentimental advindo do término do relacionamento amoroso. Este estudo foi realizado com seis sujeitos, de ambos os sexos, na faixa etária de 21 a 30 anos. Todos são discentes da Universidade Camilo Castelo Branco na cidade de Descalvado, dos cursos de Letras, Fisioterapia e Pedagogia. Referente aos relacionamentos amorosos pode-se citar que houve pontos em comum entre os entrevistados. Todos relataram que os primeiros relacionamentos foram significativos e o termino foi vivenciado com intenso sofrimento, embora tenham relatado percepções agradáveis no início do relacionamento, ou seja, comportamentos bem sucedidos a ponto de entrar para o repertório comportamental de tais sujeitos.

Os resultados obtidos demonstraram que as mulheres entrevistadas vivenciam o processo de separação buscando isolamento e experenciando a perda, enquanto os homens entrevistados procuram o contato social como forma de se livrarem do sofrimento causado pela separação, ou seja, por meio de atividades de lazer com amigos ou vivenciando outras experiências que não realizaram durante o relacionamento anterior, tentando extinguir o comportamento vivenciado com o término. No que se refere às mulheres entrevistadas, pode-se averiguar que o comportamento emitido pode ser vivenciado com sofrimento, devido ao fato de idealizarem a relação com expectativas irreais. Verificou-se que os homens entrevistados tendem a emitir comportamentos públicos, não tão evidentes como as entrevistadas. Frente a esses dados, pode-se concluir que homens e mulheres vivenciam a perda percebida pela separação, porém, por meio de estratégias de enfrentamento diferenciadas, o que pode estar ligado à própria expectativa em relação aos gêneros.

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