Ensino de estimulação cognitiva para cuidadores de idosos com demência – Andréia Rosana Andrade Dornelles; Elizabeth Joan Barham; Francine Náthalie Ferraresi Rodrigues Pinto; Maria Fernanda Jorge Lorenzini; Mônica Ferreira da Silva

O envelhecimento populacional vem acompanhado do aparecimento de um número crescente de casos de demência. Considerando que a maioria dos idosos brasileiros reside em suas próprias residências e que há poucos serviços que os auxiliam, é a família que precisa descobrir como cuidar deste idoso. Por isso, objetivou-se com esse estudo desenvolver e avaliar um programa de intervenção que ensinava o cuidador a realizar atividades de estimulação cognitiva. Os participantes foram cinco pares formados por um cuidador e um idoso com demência. Para avaliar os impactos da intervenção, antes e ao final do programa, foram aplicados os seguintes instrumentos: (a) testes de aprendizagem (para avaliar a aquisição de conceitos novos ao final de cada módulo de treinamento); (b) um questionário complementar (para identificar comportamentos dos idosos considerados como problemáticos pelos cuidadores, como eles os manejavam e o que estes faziam para manter os idosos ativos); (c) o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) (para avaliar o desempenho cognitivo dos idosos) e (d) a Escala de Pfeffer (para avaliar a funcionalidade dos idosos). Os resultados indicaram melhora no desempenho médio dos cuidadores nos testes de aprendizagem, e pode-se observar que a intervenção apresentou uma eficácia de 57% no que dizia respeito à melhora das estratégias usadas pelos cuidadores para lidar com os comportamentos difíceis dos idosos, e de 100% em relação ao objetivo de tornar os cuidadores capazes de fazer atividades de estimulação cognitiva com os idosos. Com relação aos idosos, ao comparar os dados de forma individual, observou-se que três idosos melhoraram os seus escores no MEEM e dois idosos mantiveram a mesma pontuação. Comparando o escore médio dos idosos em relação ao seu desempenho nas atividades instrumentais da vida diária verificou-se que houve uma diferença estatisticamente significativa nos resultados obtidos antes (M = 25,6; dp= 1,82) e depois da intervenção (M = 23,6; dp = 2,30). Desta forma, a intervenção mostrou-se eficaz na aquisição de novos conhecimentos para os cuidadores, já que apresentaram melhoras nas habilidades ao realizar atividades de estimulação cognitiva.

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