Problemas e discussões parentais podem exercer efeitos negativos de longo prazo em crianças

Pesquisadores da Universidade de Notre Dame e da Universidade de Rochester desenvolveram uma pesquisa onde descobriram que discussões maritais na presença de crianças podem levar a problemas emocionais de longo prazo e contribuir para futuras dificuldades no período da adolescência.
O estudo analisou 235 mães, pais e crianças com mais de sete anos, objetivando relacionar os conflitos maritais com infantes, a insegurança emocional da criança nos primeiros anos escolares e os problemas subsequentes quando tais crianças se encontravam na adolescência.

Os autores apontam que a segurança emocional acerca dos laços familiares está relacionada ao senso de proteção e segurança, e possui implicações na maneira de como se relacionam socialmente e emocionalmente.

Durante o estudo, os pesquisadores observaram pais discutindo tópicos por eles definidos como incômodos, atentando-se a comportamentos conflituosos específicos e perguntando aos pais para explanarem acerca de seus conflitos.

Concluiu-se que os conflitos entre os pais quando seus filhos são jovens predizem a insegurança emocional futura na infância que, consequentemente, predizem problemas ocorridos na adolescência, incluindo depressão e ansiedade.

Segundo Mark Cummings, um dos autores do estudo, os resultados destacam a possibilidade de ocorrência de persistentes efeitos negativos nas crianças decorrentes de experiências precoces relacionadas a conflitos entre os pais, tendo em vista que tal conflito resulta em um aumento da insegurança emocional das crianças; “A insegurança emocional é uma possível explicação para os efeitos de conflitos maritais relacionados aos problemas futuros das crianças, sendo que o impacto destes permanecem inclusive em períodos da infância e adolescência”, conclui Cummings.

Fonte: Society for Research in Child Development

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