Dano psicológico é tão prejudicial e danoso quanto o dano físico, aponta pesquisa

O abuso psicológico pode ser tão danoso a saúde física, mental e emocional quanto o abuso físico, de acordo com recentes estudos; E de acordo com a Academia Americana de Pediatria, é o tipo de violência infantil mais predominante.
O abuso psicológico, entre outras situações, define-se quando há a depreciação, a exploração e a negligência frente a uma criança; Segundo Harriet MacMillan – coautora do estudo – o mesmo objetivou estudar os abusos extremos e os riscos de dano, que resultam em comportamentos que fazem uma criança se sentirem desvalorizadas, mal amadas ou não queridas, como por exemplo uma mãe que deixa seu filho no berço durante todo o dia ou um pai que envolve seu filho adolescente em hábitos de uso de drogas.

O aumento de voz do pai perante várias perguntas de seu filho não é abuso psicológico, aponta MacMillan; Porém gritar com uma criança todo dia e dizer a ela que é uma pessoa ruim e que se arrependem de tê-la trazido ao mundo, é um exemplo de uma forma de interação muito prejudicial a criança, adiciona a pesquisadora.

Segundo a pesquisa o abuso psicológico interfere no desenvolvimento da criança, sendo que tal abuso pode ser associado a transtornos de apego, problemas educacionais, de desenvolvimento e de socialização, além de comportamentos agressivos; “Os efeitos dos maus-tratos psicológicos durante os três primeiros anos de vida podem ser particularmente profundos”, conclui a pesquisadora.

Embora a quantidade de estudos acerca do tema seja pequena, grandes estudos realizados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha demonstram que 9% das mulheres e 4% dos homens  reportaram que foram expostos a abusos psicológicos severos durante a infância.

Fonte: McMaster University

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