Estudo sugere que crianças rebeldes possuem maior risco de desenvolver abuso e vício em substâncias

Recente estudo desenvolvido pela Universidade de Montreal sugere que crianças que possuem comportamentos rebeldes estão mais propensos a se tornarem viciados em nicotina, maconha e cocaína.
Os pesquisadores apontam que sintomas de desatenção são associados a um risco específico adicional de vício em nicotina; Porém, contrariando recentes descobertas, a hiperatividade são pode ser associada a nenhum tipo específico de risco de vício ou abuso de substâncias.

As conclusões foram tomadas a partir de um estudo de 15 anos, que analisou o comportamento de 1,803 crianças entre seis e doze anos a partir de conversas com suas mães e professores.

Sendo mais da metade dos participantes femininos, o estudo descobriu que aos vinte e um anos 13,4% dos participantes estavam adictos ou abusando de álcool, 9,1%  de maconha e  2% a cocaína; O vício ao tabaco se viu presente em 30.7% dos participantes.

Estudos posteriores apontavam uma conexão entre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade na infância e o abuso de substâncias na fase adulta; Porém os pesquisadores perceberam que poucos estudos objetivaram estudar sintomas comportamentais específicos – como a oposição – e associa-los ao Transtorno.

Os pesquisadores descobriram que frequentes comportamentos de oposição que estão associados ao abuso de substâncias podem ser reconhecidos através de traços de irritabilidade, desobediência, recusa a compartilhar bens materiais, falta de consideração com o próximo e atribuir culpas aos mesmos; A criança extremamente rebelde possui risco 1.4% maior de abuso de tabaco, 2.1% em relação à maconha e 2.9% ao abuso de cocaína quando comparado a crianças com comportamentos pouco opositores. Os autores do estudo apontam também o risco 1.7% maior de abuso de tabaco em crianças desatentas.

O estudo sugere também que a prevenção ou tratamento para crianças com sintomas rebeldes ou inatentas podem reduzir o risco de abuso futuro de fumo ou drogas na fase adulta.

Fonte: Universidade de Montreal

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