Saiba agora os resultados das eleições do Conselho Federal de Psicologia!

Eleições ocorreram entre os dias 26 e 27 de agosto, com resultados próximos entre as chapas concorrentes; Destaque para a pouca participação dos psicólogos na votação.

A Chapa Fortalecer a Profissão assumirá a gestão do Conselho Federal de Psicologia. Em votação apertada, a chapa venceu com 37,32% dos votos válidos, contra 35,82 da Chapa Cuidar da Profissão – a terceira chapa concorrente, Chapa Renovação: Compromisso com a Profissão, obteve 26,85% dos votos. 

A Chapa vencedora, que tem como presidente a psicóloga Mariza Monteiro Borges, aponta a seguinte proposta em seu site:

Nossa convicção é de que, para a Psicologia avançar, é preciso de que ela seja universalista, sem desqualificar os que ousam expressar nossas diferenças. Não somos um grupo com a proposta de um modelo hegemônico de Psicologia. Contamos com a participação política das(os) psicólogas(os) brasileiras(os) compartilhando seus ofícios cotidianos e inscrevendo as tensões próprias a uma profissão plural na plenária de seu órgão de classe. Como a história da nossa profissão nos mostra é aceitar as diferenças que nos faz avançar.

A RedePsi parabeniza a Chapa 22 – Fortalecer a Profissão, e deseja sucesso durante a gestão do Conselho Federal de Psicologia.

Para acompanhar os resultados dos Conselhos Regionais e os dados completos da eleição, acessem o hotsite do Conselho Federal de Psicologia. 

A (pouca) participação dos psicólogos no processo eleitoral

As eleições para o sistema Conselhos – e particularmente os resultados da eleição do CFP – apontaram dados que vão além da escolha de cada chapa: a impressionante falta de participação dos psicólogos na eleição. Antes de apontarmos qualquer tipo de hipótese causal para baixa participação, vamos a alguns números:

.O Brasil possui atualmente 238.533 psicólogos inscritos;

.Deste total, 181.313 estão aptos a votar;

.Do total de aptos a votar, apenas 84.493 votaram nesta eleição – isso representa que 53% dos profissionais aptos para a votação não a fizeram.

Esses números refletem diversas situações que podemos questionar: a psicologia no Brasil é uma classe que não está voltada para o desenvolvimento da profissão no país? Afinal, qual oportunidade é mais clara de poder de decisão se não a eleição do Conselho Federal de Psicologia?

Os profissionais devem estar atentos à situação política e as direções tomadas para a Psicologia; A eleição para o CFP escolhe o futuro da profissão no país e, mesmo com tamanha importância, menos da metade dos psicólogos aptos participaram desta decisão – uma atuação infelizmente ínfima para uma profissão que tem ainda muito a se desenvolver.

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