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Psicologia e Sexualidade Humana

Adoção por casais gays

28 Dec 2006
Paulo Bonança

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A relação entre o casal gay e a crianca adotada.

Adoção por casais gays: A relação entre o casal gay e a crianca adotada.
Entrevista concedida ao Jornal O SEXO; Rio de Janeiro
Respostas por: Paulo Bonança, autor desta coluna

Como deve ser a relação entre o casal homossexual e a criança adotada? De que forma o casal deve proceder perante o filho adotado? Essas e outras questões somente um psicólogo pode responder. Com a palavra, DR. Paulo Bonança
Pode acontecer de uma criança adotada por um casal homossexual ser homossexual devido ao convívio?
Seria muito difícil poder afirmar que uma criança adotada por um casal gay venha a ser gay devido ao convívio. Seria o mesmo que afirmar que filhos de héteros serão héteros devido ao convívio com os pais héteros.

Como o casal homossexual deve encarar a relação com o filho adotado?
Em primeiro lugar não centralizando a relação com o filho na orientação sexual dos pais. Se a orientação sexual dos pais não estiver bem trabalhada por eles, a insegurança pode ser transferida ao filho.
Em um casal hétero, os pais se beijam na frente dos filhos. Com um casal gay o comportamento poderá ser o mesmo?

Existem pais que se sentem cômodos se beijando na frente dos filhos, alguns vão a praia nudista com os filhos e caminham de roupa intima dentro da casa, já outros não se sentem cômodos com estas situações. Cada família é “um mundo em constante movimento”. Caberá aos pais decidir se eles se sentem cômodos ou não se beijando na frente do filho, o importante é não “forçar a barra”, nem para um lado nem para o outro.
Como os pais adotivos devem proceder quando a criança rejeita os pais por eles serem gays?
Interessante a sua pergunta, na minha pratica clínica já escutei muitos relatos de pais que abandonaram ou discriminaram os filhos por eles serem gays, mas até hoje nunca escutei de um filho que tivesse rejeitado o pai ou a mãe.

Qual a faixa etária ideal de uma criança ser adotada por casal gay?
Não existe idade para se entregar e receber amor e cuidados, e não se espera ser amado para amar.
O Senhor acredita que os testes psicológicos aplicados pelo Juizado de Menores conseguem realmente diagnosticar se o casal tem condições de conviver com o filho adotado?
Creio que os testes, as entrevistas, a busca de informação sobre o casal é necessária e importante em todos os casos, afinal é uma vida que esta sendo entregue aos cuidados de um casal. Ninguém pode afirmar com 100% certeza, mesmo com as avaliações, que esta criança estará protegida e bem cuidada, mas penso que este procedimento é parte importante de qualquer processo de adoção, seja por héteros ou gays.

O Senhor recomenda que o casal que quer adotar ou adotou faça acompanhamento psicológico?
Se o casal tem dúvidas sobre o tema ou está inseguro de como tratar a criança, penso que o acompanhamento de um psicólogo poderia ser útil. Com respeito à criança não temos porque patologizar a situação. Diariamente crianças vão ao psicólogo, isto independente da orientação sexual dos pais ou de serem adotadas ou não. Cada caso é um caso e deve ser observado com critério, sem patologizar a situação, mas também sem negar-la caso seja necessário o acompanhamento de um psicólogo.

Como os pais devem encarar o preconceito existente nas escolas e no dia a dia?
Infelizmente, o preconceito e a discriminação podem vir a alcançar as crianças. Frente a isto creio que manter os canais de comunicação abertos é fundamental. Dizer ao filho que eles estão dispostos e disponíveis a conversar sobre o tema e a responder as dúvidas que ele possa vir a ter. Que a orientação sexual deles não é algo tão importante, mas que para algumas pessoas pode ser. Isto ocorre porque elas não sabem, elas não entendem o que é a homossexualidade.

Escolas, empresas, comunidades entre outros estão preparados para encarar de frente um casal homossexual junto ao seu filho?
A adoção de uma criança por um casal homossexual , como tema social é algo novo, talvez a sociedade como um todo e as instituições em particular não estejam preparadas, mas a vida é feita de desafios.
O senhor acha que o casal deve omitir da criança adotada que é gay?

Omitir que é gay é instalar um segredo dentro do convívio familiar, é negar uma situação que pode ser obvia, é negar os avanços sociais que levaram o casal a possibilidade de adotar esta criança, é colocar a homossexualidade dos pais dentro de um contexto obscuro. Talvez antes de negar ou afirmar algo, seja melhor averiguar o que a criança já sabe e o que pensar sobre a situação.

Entrevista concedida ao Jornal O SEXO; Rio de Janeiro
Respostas por: Paulo Bonança C.R.P 05-30190
Psicólogo e Sexólogo
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales- Chile-
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
Membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana)
Rio de Janeiro, Copacabana (21) 2236-3899, 9783-9766
www.paulobonanca.com
paulopsi2000@yahoo.com.br
Psicologia e Sexualidade Humana: Paulo Bonança é psicólogo, diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales do Chile. É autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.


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Enviado por Tópico
adalbertotripicchio
Publicado: 4/7/2007 15:11  Atualizado: 4/7/2007 15:26
Da casa...
Usuário desde: 11/10/05
localidade: São Paulo-SP
Mensagens: 1417
 Adoção por gays...
Penso que em uma Cultura - macro ou micro - onde a condição homossexual for minoria, e, como tal, via de regra excluída, esta criança adotada deverá entrar em confronto com uma maioria sufocante, agressiva e cínica. Entendo que a adoção por gays e lésbicas seja uma ótima experiência para esses pais e mães, porém péssima para a criança. Por outro lado, isto também acontece com filhos naturais ou adotados por casais héteros. A conclusão que tiro - nesta e em todas as demais situações, que dependem da reação dos "homens de boa vontade" em expressar aceitação, generosidade e afeto - é crer que o final será sempre infeliz, pois, estou convencido que nós, seres humanos somos essencialmente Procuradores Universais do Mal.
adalbertotripicchio
Publicado: 26/8/2007 20:55  Atualizado: 26/8/2007 20:55
Da casa...
Usuário desde: 11/10/05
localidade: São Paulo-SP
Mensagens: 1417
 Evolução para a androginia?
<p class="itemText"><br /><br /><strong>Matéria transcrita da Secção de Notícias da RedePsi.</strong><br /><br /><br /><br />Um conhecido cientista italiano está causando grande polêmica na Itália depois de ter apresentado uma teoria dizendo que a espécie humana está caminhando para a bissexualidade. <br /><br />Durante uma conferência neste fim de semana na região da Toscana, Umberto Veronesi, que é médico e ex-ministro da Saúde, afirmou que a espécie humana deve caminhar para a bissexualidade "como resultado da evolução natural das espécies".<br /><br />"O homem está perdendo suas características e tende a se transformar numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está se tornando mais masculina. Desta forma a sociedade evolui para um modelo único", afirmou Umberto Veronesi, que é oncologista.<br /><br />Na opinião do médico, o sexo no futuro será apenas um gesto de demonstração de afeto e não terá fins reprodutivos. Por esta razão, defende, poderá ser praticado entre pessoas de sexos opostos ou não.<br /><br />Em entrevista a jornais italianos, Veronesi reafirmou sua teoria, apontando o fator hormonal como indicador da evolução rumo à bissexualidade.<br /><br />"Desde o pós-guerra a vitalidade dos espermatozóides diminuiu 50% porque as mudanças das condições de vida estão fazendo com que a hipófise (glândula responsável pela produção dos hormônios) produza cada vez menos hormônios andrógenos (masculinos)", afirma o oncologista, pioneiro no tratamento de câncer de mama na Itália.<br /><br />"O homem não precisa mais de uma intensa agressividade física para sobreviver", diz ele.<br /><br />Com as mulheres, que tem papel cada vez mais ativo na sociedade, acontece o mesmo.<br /><br />Segundo o médico, as mulheres vem produzindo cada vez menos hormônio femininos ao longo dos anos.<br /><br />"É o preço que se paga pela evolução natural da espécie, que é positivo porque nasce da busca pela igualdade entre os sexos", afirmou o oncologista ao jornal Corriere della Sera.<br /><br />A menor produção de hormônios acabaria atrofiando os órgãos reprodutivos e criando uma espécie de "preguiça reprodutiva", na avaliação de Umberto Veronesi. Para o médico o sexo deixou de ser a única forma para procriar desde que novas técnicas foram criadas, como fecundação artificial e a clonagem.<br /><br />Na opinião do médico, num futuro não muito próximo, a sociedade poderia ser organizada como o mundo das abelhas. A maior parte de seus membros seria praticamente assexuada e só uma pequena parte se dedicaria à reprodução.<br /><br />"A diferença é que os homens são inteligentes e isto produz reações sentimentais, além de fisiológicas", afirmou Veronesi.<br /><br />A professora de sexologia da Universidade La Sapienza de Roma, Chiara Simonelli, concorda com as previsões de Umberto Veronesi.<br /><br />Ela define este processo como resultado da evolução genética e da mudança de mentalidade, fenômenos que são interligados e se influenciam reciprocamente,<br /><br />"Mas este fenômeno está no começo. Para que tenha uma certa consistência é preciso esperar duas ou três gerações", afirmou Simonelli em entrevista ao Corriere della Sera.<br /><br />O antropólogo Fiorenzo Facchini, da Universidade de Bolonha, discorda com a teoria da evoluçao natural para a bissexualidade.<br /><br />"Do ponto de vista antropológico, a orientação sexual é definida a nível biológico pela espécie e isto não pode ser alterado".<br /><br />Para Facchini, a separaçao entre reprodução e sexualidade humana não é positiva.<br /><br />"Separar a reprodução da sexualidade e do núcleo familiar não pode ser visto como uma vantagem para a espécie humana. A reprodução nao é apenas encontro de gametes, implica relação entre duas pessoas", declarou Facchini ao Corriere della Sera.<br /><br /><strong>Fonte: </strong><a href="http://noticias.bol.uol.com.br/cienci ... 20/ult4729u467.jhtm" target="_blank"><font color="#000000"><strong>BOL Notícias</strong></font></a></p>
adalbertotripicchio
Publicado: 12/9/2007 20:03  Atualizado: 12/9/2007 20:03
Da casa...
Usuário desde: 11/10/05
localidade: São Paulo-SP
Mensagens: 1417
 ONU e a Identidade Sexual
<p class="itemText"><br /><strong>Esta matéria foi transcrita da Seção de Notícias da RedePsi</strong><br /><br />A Reduc - Rede Brasileira de Redução de Danos assinou a Declaração da ONU sobre Orientação de Identidade Sexual e Gênero visando acabar com as violações aos Direitos Humanos por orientação sexual e identidade de gênero, com o objetivo de garantir o direito da pessoa humana de viver sem violência e sem tortura<br /><br />Declaração da Noruega em português<br /><br />Tenho o orgulho de fazer esta Declaração em nome dos seguintes Países:<br />(seguirá a lista dos paises signatários, até agora temos 53 países)<br /><br />Em sua recente sessão, o Conselho de Direitos Humanos recebeu amplas<br />evidencias de violações aos direitos humanos por orientação sexual e<br />identidade de gênero; entre elas, as de privar uma pessoa de seu direito a<br />vida e de seu direito de vive-la sem violência e sem tortura.<br /><br />Elogiamos a atenção prestada a estes assuntos por parte dos Procedimentos Especiais, os órgãos dos tratados e a sociedade civil. Fazemos um chamado a<br />todos os Procedimentos Especiais e aos órgãos de tratados que sigam<br />incluindo as violações dos direitos humanos por orientação sexual e<br />identidade de gênero entre as preocupações de seus pertinentes mandatos.<br /><br />Expressamos nossa mais profunda preocupação por estas violações continuas<br />aos direitos humanos. Os princípios de universalidade e de não discriminação<br />exigem que esses assuntos sejam atendidos. Por ele, instamos o Conselho de<br />Direitos Humanos a outorgar a devida atenção as violações de direitos<br />humanos por orientação sexual e identidade de gênero, e pedimos ao<br />Presidente do Conselho que outorgue uma oportunidade dentro de alguma sessão<br />futura do Conselho para a discussão destes importantes assuntos de direitos<br />humanos.<br /><br />Para verificar a declaração completa, basta clicar no link: <a href="http://www.reduc.org.br/files2/DeclaracionONG.doc" target="_blank"><font color="#000000">http://www.reduc.org.br/files2/Declar ... /font></a><br /><br /><strong>Fonte: </strong><a href="http://www.reduc.org.br/pages.php?recid=264" target="_blank"><font color="#000000"><strong>Rapidinhas da Reduc</strong></font></a></p>

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