A Terapia da Regressão



NOVOS PARADIGMAS

Herminia
Prado Godoy

A
TERAPIA DA REGRESSÃO


A  Terapia da Regressão
(TR) é uma terapia desenvolvida para tratar os problemas de ordem psíquica
referentes à retrocognição. Partindo do princípio de que o ser humano
é constituído por uma consciência física e “n” consciências multidimensionais;
que as memórias deste estão contidas na memória extracerebral e que
traumas vivenciados em um passado repercutem no presente, desenvolveu
técnicas, chamadas regressivas, as quais localizam o núcleo traumático
visando desativar suas repercussões negativas no aqui e agora do indivíduo.

A
Terapia da Regressão baseia-se na tese de que “todo ser humano no presente
é a somatória de experiências vividas no passado, e esse registro que
cada ser traz em si impresso, repercute de forma saudável e/ou patológica
no seu presente”(Godoy, 1992).

Os princípios básicos da TR são: a TR está sendo escrita;
traz uma complementação à Psicologia e tem um caráter psicoterápico.
(Godoy, 1992).

A
TR tem como hipóteses de trabalho: 

        
Integralidade: o ser humano é um ser físico e um ser
consciencial, e como tal obedece a leis físicas e extrafísicas;

        
Imortalidade: o ser humano possui uma consciência
que é imortal, que evolui para a perfeição; 

        
Carmalidade: cada ser pode ou não em cada vida completar
sua etapa evolutiva;  Inconsciência:
a grande maioria dos seres humanos na atualidade é inconsciente de sua
realidade consciencial; 

        
Lucidez: todo acesso às realidades extrafísicas do
ser é feito de forma consciente, e, 

        
Desperticidade: o terapeuta deve manter-se sempre
alerta em todo o detalhamento. (Godoy, 1995).

Os
autores pioneiros deste trabalho são Morris Netherton e Edith Fiore.

Edith Fiore, é a responsável pelo desenvolvimento
da Terapia Regressiva centrada no Insight. 
Os terapeutas que seguem a sua abordagem são Winafred Lucas,
Hazel Denning, Brian Weiss e Helen Wambach.

Fiore
é PHD em Psicologia e sua educação religiosa foi sempre convencional,
nunca tendo usado ou se interessado pela reencarnação. Trabalha com
material subconsciente para traze-lo a nível consciente, e dentre o
material que se apresenta podem existir experiências consideradas como
de vida passada. Considera importante a revivência da morte e pós morte,
pois “na maioria dos casos a experiência da morte é o acontecimento
responsável pelos sintomas e problemas do indivíduo”. (Fiore, 1978).
Indica a Terapia Regressiva para o tratamento de desordens emocionais,
problemas comportamentais e sintomas psicossomáticos. Não trabalha com
esquizofrênicos, devido à sua dispersão de atenção, pois na hipnose
é necessária a concentração.

Morris Netherton é responsável pela Terapia Regressiva centrada na Catarse
e tem como seguidores Hans Wolfgang TenDam, Roger Woolger e Livio Túlio
Pincherle.

Netherton, é PHD em Psicologia, USA, Califórnia, formação protestante,
trabalha com TR há mais de 30 anos. Tem formação em Gestalt Terapia
e Análise Transacional. Afirma que o objetivo da TR é 
liberar uma pessoa de um problema de Vida Passada. 
Trabalha várias vidas, com o objetivo de resolver o problema
do cliente nesta vida.

Entende o inconsciente como um  
arquivo de todos os registros existenciais, desta e de outras
vidas do Ser. Afirma que os acontecimentos não desaparecem da memória,
encontram-se gravados no inconsciente.

Para ele a terapia contem três fases cruciais: o período pré-natal,
nascimento e morte. No período pré-natal estão as raízes do comportamento
atual do cliente. Afirma que Morte e Nascimento são semelhantes, que
a morte em outra vida determina a forma do nascimento nesta vida. (Netherton,
1985).

As regras para
o trabalho regressivo estabelecidas por Netherton são: “tudo o que o
cliente diz em primeiro lugar, se trabalha”; “se você não souber o que
fazer, pergunte ao cliente”, e enfatiza que “o cliente deve experienciar
e revivenciar o trauma
”.
(Netherton, 1985).

Ambas abordagens
(Insight e Catarse) se utilizam das técnicas da hipnose onde 
é suficiente que o cliente alcance o estado hipnótico leve. A
Terapia do Insight se utiliza das técnicas hipnóticas indiretas, e a
Terapia da Catarse se utiliza das técnicas hipnóticas diretas onde a
própria queixa é usada como indução ao estado regressivo.

Alguns terapeutas
mesclam as duas terapias em seus trabalhos regressivos. Iniciam a regressão
com a técnica hipnótica Indireta e quando detectado o momento traumático
conduzem a sessão visando a catarse, é o caso de Pincherle (1990).

TenDam (1997), um discípulo de Netherton, apresenta
uma proposta metodológica para a TR, e Woolger (1994), também seguidor
de Netherton, apresenta uma reescrita da TR correlacionando-a com a
Terapia Analítica de Jung, Psicodrama e Terapia Corporal.

  A
TR nos trouxe uma nova forma de compreensão e entendimento do ser humano
que não se incompatibiliza com as demais teorias psicológicas existentes.
Nos fornece um grande arcabouço de técnicas regressivas que podem ser
usadas de forma isolada, como complemento ou como aprofundamento, às
técnicas utilizadas pela Teoria Psicológica da Gestalt, Teoria Comportamental,
Bioenergética, Psicanálise, Análise Transacional, Psicodrama dentre
outras.

O conhecimento da teoria da TR
pode ajudar o terapeuta que adota uma abordagem convencional a ampliar
sua compreensão dos problemas apresentados pelo seu cliente e facilitar
a aplicação das técnicas convencionais.

Pode ser usada por qualquer psicoterapeuta quando este:

        
Deparar-se com bloqueios, barreiras ou resistências
do cliente;

        
Estiver perante um cliente que sempre apresenta cansaço,
desânimo, se posiciona na vida como vítima ou doenças de forma crônica;

        
Receber um cliente que apesar de ter sido tratado
psicologicamente e fisicamente ainda apresenta um determinado sintoma
físico, sentimento, imaginação ou pensamento persistente;

        
Estiver  diante
de um cliente que diz ver, ouvir e conversar com pessoas mortas. Pode
não se tratar de um caso de alucinação e sim o cliente pode ser uma
pessoa que usa com amplitude o canal da percepção.

Estas são algumas das indicações
do uso da TR e algumas formas como pode ser o complemento do trabalho

com outras abordagens terapêuticas.

É
imprescindível que todo psicoterapeuta que pretenda estudar, aplicar
e utilizar-se das técnicas advindas da TR, saiba que a mesma:

        
não está finalizada, ainda está sendo escrita;

        
conta com terapeutas das mais diversas linhas terapêuticas
que tem buscado demonstrar empiricamente que a TR complementa e amplia
a bagagem tradicionalmente adotada por eles;

        
sintetiza, engloba e integra as diversas abordagens
psicológicas do ser, fornecendo uma nova visão para à Psicologia.

Seria
muito bom se contássemos com mais terapeutas, dispostos a investir seu
tempo trazendo à TR seus conhecimentos psicológicos visando ajudar-nos
a construí-la em vez de marginalizá-la, segregá-la e excluí-la de sua
prática.

REFERÊNCIAS
BibliogrÁFICAS:

1. Fiore, Edith. Você já viveu antes. Rio de Janeiro:
Record, 1978.

2. GODOY, Herminia Prado. Aulas do Curso de Terapeuta da Regressão.
S. Paulo: HPG, 1992 a 1995.

3. Netherton, Morris & Shiffrin; Vida passada: uma abordagem psicoterápica.
S. Paulo: Summus, 1997.

4. NETHERTON, Morris. Seminários conduzidos em 1985. S. Paulo.

5. Pincherlle, Livio Túlio e outros. Terapia de vida passada:
uma abordagem profunda do inconsciente. S. Paulo: Summus, 1990.

6. TenDam, Hans Wolfgang; Panorama sobre a reencarnação:
uma investigação recente e sua relação com
a TVP. Volume I e II. S. Paulo: Summus, 1993.

7. _________. Cura profunda. S. Paulo: Summus, 1997, 2 volume.

8. Wambach, Helen. Recordando vidas passadas. 4 ed. São Paulo
: Pensamento, 1993.

9. Woolger, Roger. As várias vidas da alma. S. Paulo: Cultrix,
1995.

Herminia
Prado Godoy:
Psicóloga, CRP/06-8568, Membro Fundador (ex-sócia
e ex-Didata) da ABEP-TVP (Associação Brasileira de Estudo e Pesquisa
em Terapia de Vivências Passadas); Membro Profissional da APRT (The
Association for Research and  Past
Lives Therapy); Membro Certificado pela IBRT (The International Board
for Regression Therapy); Membro Associado da ITAA (The International
Association of Transacional Analisys); Estudante do Curso de Mestrado
em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie, e Diretora
Presidente do CDCT-HPG (Centro de Difusão Científica e Tecnológica –
Herminia Prado Godoy S/C Ltda).

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R. Áurea, 226
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Mariana – S. Paulo
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