Logoterapia







Logoterapia
Hélida Portolani
Sheila Duarte Pereira


Neste número apresentaremos a Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl, trazendo ao conhecimento de todos uma importante escola de Psicologia Contemporânea. Apesar deste sistema ser bastante conhecida na Europa e U.S.A. e existir no Brasil há mais de 20 anos, é pouco conhecido em nosso meio.

Estivemos em contato com a SOBRAL (Sociedade Brasileira de Logoterapia, SP) entrevistando sua atual presidente Iva Folino Proença, através do que pudemos elaborar este artigo, destacando algumas questões as quais acreditamos possibilitar uma breve olhada na importância e significado desta escola.

Quem foi Viktor Emil Frankl?

Viktor Frankl nasceu em Viena, no dia 26 de março de 1905. Precedeu-o um irmão chamado Walter e o seguiu uma irmã chamada Estela. Seus pais, Gabriel e Elsa, nasceram em Morávia do Sul e em Praga (Tchecoslováquia), respectivamente. A Sra. Frankl pertenceu à 12ª geração, em linha direta, dos descendentes do célebre Rabino Loew, da Alt-Neu Sinagogue de Praga (a mais antiga da Europa), e foi sobrinha-neta do escritor alemão Oskar Wiener, que aparece no romance de Meyrinks, “Der Golem”.

Viktor Frankl veio ao mundo quando Viena conheceu o apogeu cultural, científico e intelectual. Nesta década e na seguinte, a população judia de Viena se incrementou pela imigração de grupos procedentes de diversas partes do império austro-húngaro.

Durante a juventude de Frankl, foi popular o diário judeu Wiener Morgenzeitung, onde colaboraram pessoas ilustres dos grupos científicos, artísticos e intelectuais. Durante a infância e juventude de Viktor, os cientistas, músicos e escritores judeu-vieneneses chegaram à fama mundial, incluindo autores como Sigmund Freud, Alfred Adler; escritores como Stefan Sweig, Arthur Schnitzler, Franz Werfel, Richard Beer-Hofmann, Jacob Wassermann, Felix Salten; e músicos como Gustav
Mahler (pelo qual Frankl sempre mostrou um grande entusiasmo) e Arnold Shoenberg.

A infância e adolescência de Frankl se desenvolveram num ambiente rico em calor humano. Recorda Frankl que uma manhã despertou com um profundo sentimento de paz e serenidade cheia de segurança. Lentamente passou seus olhos pelo quarto até deter-se nos olhos de seu pai, que, estando de pé, o contemplava com grande carinho.

Outra viva lembrança de sua infância é aquela cena em que o pequeno Viktor despertou uma noite aterrorizado e se ergueu na sua cama. O conteúdo de sua experiência foi o Ter consciência de que ele, como todos os outros seres humanos, morreria um dia.

Viktor realizou seus primeiros estudos na mesma escola onde, muitos anos antes, estudara Sigmund Freud. Viktor manifestou uma percepção aguda da realidade humana e um interesse especial pelas ciências. A orientação científica daquele tempo foi marcadamente mecânico-organicista. Assim, um dia, o professor do curso de História Natural afirmou que “a vida humana nada mais era do que um processo de combustão e de oxidação”. Esta afirmação levou Viktor a ficar de pé e formular a seguinte pergunta ao seu professor: “Se é assim, qual é o sentido da vida humana?”.

Podemos situar a origem do interesse de Viktor pela medicina em 1921, quando ele tinha apenas 16 anos. Nesta época, começou sua correspondência com o notável médico Sigmund Freud, que era professor na Faculdade de Medicina da Unviersidade de Viena.

Em uma de suas cartas, o jovem Viktor incluiu um manuscrito em que expressava suas reflexões em torno da “origem da mímica da afirmação e da negação”. Com assombro, viu que Freud lhe respondeu imediatamente, oferecendo-lhe a publicação do seu trabalho – se Viktor achasse conveniente e não tivesse nada contra – na Revista Internacional de
Psicanálise, sob a direção do mesmo Prof. Freud. A primeira publicação se fez no ano de 1924.

Foi discípulo de Freud e de Adler. Com 21 anos, sendo estudante de Medicina, participou do III Congresso Internacional de Psicologia Individual. O tema da sua participação foi a relação entre o sentido da vida e a situação social concreta em que vivia a geração de homens e mulheres do pós-guerra 14/18. Esse trabalho falou acerca do sentido da neurose como expressão e como meio através do qual se manifesta, também, a necessidade e a busca do significado da vida.

Em 1930, com 25 anos, Viktor Frankl graduou-se médico pela Universidade de Viena e passou a exercer a medicina na sessão de neurologia da mesma Universidade até 1936, quando recebeu a dupla qualificação em neuro-psiquiatria.

Em 1933, Hitler sobe ao poder e começam as hostilidades contra os judeus na Alemanha. Em 1938, Hitler anexa a Áustria à Alemanha e os judeus austríacos passam a sofrer perseguições e discriminações. Em 1939, a Polônia é invadida e a guerra é claramente declarada. Milhares de judeus são transportados para os campos de concentração (Nisko, no distrito de
Lublin, Theresienstad, Auschwitz-Birkenau).

Em dezembro de 1941, Frankl casa-se com Tilly Grosser, em Viena. Nos primeiros anos de guera, Frankl tratou de conseguir visto para os Estados Unidos, com a intenção de continuar sua especialização e seu trabalho. Esse vissto só saiu em 1941, quando já não havia dúvida sobre o que aconteceria a quem não conseguisse fugir. Seus pais insistiam que
fosse embora, contentes até pela oportunidade que ele tinha de se salvar.

Frankl guardava toda essa inquietude dentro de si, sem saber que atitude tomar. Por esse dias, teve um estranho sonho.

“Sonhei com pessoas em fila, pacientes psicóticos, para serem levados para as câmaras de gás. Senti uma compaixão tão profunda que decidi unir-me a eles. Senti que devia fazer algo, trabalhando como psicoterapeuta num campo de concentração, oferecendo-lhes um apoio que seria incomparavelmente mais pleno de sentido do que somente ser um
psiquiatra em Manhattan”.

Como se verá mais adiante, aqui se manifesta o conteúdo existencial dos sonhos, que aponta para uma dimensão de sentido que está além de si mesmo.

“Como disse, eu não sabia o que fazer. Assim, pois, com a minha pasta, cobri a estrela amarela que tinha que usar na manga do meu casaco e me sentei, numa noite, na catedral maior, no centro de Viena. Havia um concerto de órgão e pensei: ‘Senta, escuta a música e considera toda a sua pergunta. Descansa, Viktor, pois estás muito distraído. Somente
contempla e medita longe da agitação de Viena’. Então me perguntei o que fazer. Deveria  eu sacrificar a minha família pelo bem da causa a que havia dedicado a minha vida, ou deveria sacrificar essa causa pelo bem dos meus pais? Quando alguém está confrontado dentro dessa classe de perguntas, anseia que a resposta venha do céu”.

Viktor experimentou a confrontação direta entre si mesmo e a pergunta de como realizar aquilo no que ele dizia acreditar. Terminado o concerto de órgão, sucedeu que:

“Eu deixei a Catedral e fui para casa. Aí, sobre o aparelho de rádio, estava um pedaço de mármore. Perguntei a meu pai o que era aquilo. Ele era um judeu piedoso e havia trazido aquilo dos escombros da maior sinagoga de Viena. Esta pedra foi parte das tábuas que continham os Dez Mandamentos. Nela estava gravada em dourado uma letra do alfabeto hebraico. Meu pai me disse que essa letra só aparecia uma vez nos mandamentos, no quarto, que diz: ‘Honra teu pai e tua mãe, e tu estarás na Terra Prometida’. Depois disso, decidi permanecer na Áustria e deixar que o meu visto americano caducasse”.

Poder-se-ia dizer que estamos diante de uma “prova projetiva”, mas também estamos diante de algo maior do que isso.

Conta o Dr. Frankl, vivamente, que tinha tomado sua decisão desde o mais profundo de seu coração já há muito tempo, mas que foi projetada nesse pedaço de mármore que, sem deixar de ser carbonato de cálcio (CACO3), foi o lugar onde se manifestou o sentido da situação. Esse sentido está aí, se “des-cobre”, não se cria nem se inventa. Viktor estremeceu. A
decisão estava tomada e nela arriscou tudo, com a consciência plena daquilo que é o substrato das decisões humanas: essas decisões não são tomadas com pleno conhecimento de todos os fatores, nem com o conhecimento de todas as consequências. Tomar uma decisão é arriscar-se a dar o salto apoiado na vivência interior de uma esperança. A esperança
do médico Frankl apoiava-se na convicção de sentir que sua vida era uma missão que devia ser levada a termo, e que sentia a sua vida estreitamente ligada pelo afeto a muitos seres humanos.

 
Logoterapia e Análise Existencial

A Logoterapia é um sistema téorico-prático de psicologia, criado pelo psiquiatra vienense Viktor Emil Frankl, que se tornou mundialmente conhecido a partir de seu livro “Em Busca de Sentido” (Um Psicólogo no Campo de Concentração), no qual expõe suas experiências nas prisões nazistas e lança as bases de sua teoria. De acordo com Allport, trata-se do movimento psicológico mais importante de nossos dias.

A Logoterapia é conhecida como a Terceira Escola Vienense de Psicoterapia, sendo a Psicanálise Freudiana a primeira e a Psicologia Individual de Adler a Segunda.

Uma tradução literal do termo “logoterapia” é “terapia através do significado”, diferentemente de “sentido através da terapia”, da psicoterapia tradicional.

Por que vivo? Tem sentido a minha vida? Tem sentido a vida? Sobreviver para quê?


O homem sempre procurou dar um sentido à sua vida e aprofundar-se em sua existência. A frustração dessa necessidade é um sintoma de nosso tempo. O sofrimento e a falta de sentido configuram o vazio existencial que muitos experimentam. Para esse mal, Frankl vem desenvolvendo, há décadas, a Logoteoria e a Logoterapia.

Frankl não pretendeu suplantar a psicoterapia vigente, mas complementá-la e completar, também, o conceito de ser humano – maios indispensável às ciências do homem do que o método e técnica corretas. A Logoterapia busca restituir a imagem do homem superando reducionismos, faz uma proposta que não se limita à Psicologia, mas abrange todas as
áreas de atividade humana, e busca resgatar aquilo que é especificamente humano na pessoa.

Divulgada, conhecida e respeitada em todo o mundo, a obra de Viktor Emil Frankl ainda é pouco conhecida no Brasil. Por esse motivo, a SOBRAL vem se esforçando em divulgá-la, através de palestras, Cursos Introdutórios, Cursos de Formação, etc., por todo o país, no intuito de dar oportunidade para que, também em nosso meio, a Logoterapia ocupe o espaço de importância que merece e ofereça a possibilidade de ajuda à qual se propõe.

Voltada para uma compreensão do ser humano a partir de sua incessante busca  de um sentido, a Logoterapia e Análise Existencial trazem uma imagem de homem que supera reducionismos e uma proposta de trabalho em áreas que não se limitam à Psicologia, buscando resgatar aquilo que é especificamente humano na pessoa.

O SENTIDO DA VIDA

Ainda pouco difundida no Brasil, a Logoterapia apenas pode ser compreendida a partir da vida de seu fundador. Assim como milhões de judeus, Frankl amargou longos dias em campos de concentração na 2ª Guerra Mundial, inclusive no famoso e temido Auschwitz.

O que para muitos significou o fim – seja literalmente, nas câmaras de gás, seja pela incapacidade de reagir a tamanha crueldade, para Frankl significou a oportunidade única de desenvolver a sua “terapia do sentido”. Primeiro, porque entrou no campo de concentração determinado a não deixar-se abater. Segundo, porque Frankl constatou que seus companheiros que tinham alguma missão ou esperança sobreviviam melhor às adversidades, incluindo a capacidade de manter a sanidade diante de situação tão absurda.

A essa altura, a aniquilação de Hitler pelas forças aliadas era apenas um sonho distante e os trabalhos forçados, a fome, a humilhação e a morte de parentes e amigos faziam parte do dia-a-dia dos prisioneiros.

Descobrir algum sentido naquela barbárie não era fácil. No entanto, muitos se apegaram a fiapos de esperança: uns de reencontrar os familiares, outros de sobreviver a mais um dia e, quem sabe, sair do campo de concentração com vida.

“Tal era o sentido da vida, concluiu Frankl, e aí estava o segredo da força em alguns homens. Os outros, privados de uma razão para suportar o sofrimento exterior, eram acossados desde dentro pelo sentimento de viver uma futilidade absurda”, escreveu o ensaísta Olavo de Carvalho em artigo na revista Bravo! A propósito da morte de Viktor Frankl em setembro do ano passado.

Guardadas as devidas proporções, a logoterapia tenta orientar as pessoas sobre como superar suas temporadas em “campos de concentração” individuais. Ela procura despertar em cada um a busca do sentido de sua vida, que é exclusivo e intransferível. A superação do vazio existencial, sensação ilustrada pela doutora Roseana como “bode de Domingo”, seria alcançada com a descoberta e a consciência de que existem tarefas que só podem ser feitas e realizadas por cada um de nós individualmente.

Sem reconhecimento científico no Brasil, poucos conhecem a Logoterapia. Dois psicólogos e um psicanalista foram procurados pela Revista dos Bancários para falar sobre a Logoterapia. Nenhum deles jamais tinha ouvido falar da teoria, apesar de serem profissionais conceituados e com vários anos de profissão. Alunos do 5º e 6º semestres de Psicologia da
PUC São Paulo também não sabiam do que se tratava.

A doutora Roseada tem uma explicação para o fenômeno: “o grande argumento é que a Logoterapia não é uma ciência, já que a dimensão espiritual não pode ser comprovada. Mas a psíquica também não pode e nem por isso há questionamentos sobre se a psicanálise é ciência ou não”.

Com um ambiente acadêmico tão refratário às teorias de Viktor Frankl, a Logoterapia tem pouco espaço e divulgação no Brasil. A especialização só pode ser feita através de cursos e estudos alternativos. No entanto, a Universidade de Viena mantém a Logoterapia como disciplina curricular e em Munique, na Alemanha, funciona um centro de formação da teoria. Nos Estados Unidos, ela experimenta um boom, principalmente na Califórnia.

Onde Viktor se diferencia de Freud e Adler

  O fundador da Logoterapia, participou ainda como estudante, do grupo de estudos de Psicanálise dirigido por Freud e depois do grupos de estudos de psicoterapia de Adler, participando inclusive do Jornal de Psicoterapia Individual que divulga as idéias deste último. Em seu livro “Em busca de sentido” ele mesmo define: “A Logoterapia diverge da Psicanálise na medida em que considera o ser humano um ente cuja preocupação principal consiste em realizar um sentido e não mera
gratificação e satisfação de instintos, ou na mera reconciliação das exigências conflitantes de id, ego e superego, ou na mera adaptação e no ajustamento à sociedade e ao meio ambiente. Apesar desta explicitação, considera o processo de tornar o logos consciente um processo analítico, mas que não se restringe aos fatos instintivos, na realidade amplia e
acrescenta a Freud e a Adler.

 
Novos Conceitos

  Frankl acrescenta aos conceitos neuro-psiquiátricos sobre patologias, a definição de Neurose Noogênia que descreveremos um pouco a seguir:

  É a neurose do espírito. Nem todos os sofrimentos se explicam pela psicossoma ou pelas psicopatogenias. As sintomatologias da neurose noogênica não surgem de conflitos entre impulsos e instintos, mas de problemas existenciais, entre estes a frustração da “vontade de sentido” que desempenha um papel central. Certa dose de conflito é normal e sadia, bem como o sofrimento não é sempre um fenômeno patológico, este pode emanar de frustração existencial. O terapeuta não deve soterrar o desespero existencial de seu paciente debaixo de um monte de tranqüilizantes e sim guia-lo através de suas crises existenciais de crescimento e desenvolvimento, ajudando-o a encontrar sentido em sua vida. Lembramos aqui que Viktor defendeu sua tese de doutorado em filosofia que tem  o título de “O Deus Inconsciente”, publicada em português com o nome de “A Presença Ignorada de Deus”.

  Chega-se ao sentido de vida realizando-se valores. Esses valores são: os criativos, os de experiência e os de atitude, onde os criativos são os de realização, coloca-se algo no mundo; os de experiência, o que se recebe do mundo e os de atitude são os de situação limite onde só resta uma saída mudar de atitude diante da situação.

  Outro conceito de que se utiliza é o de “Auto transcendência” onde “eu transcendo a mim porque você existe”. Ser humano é ser responsável. Viktor Frankl fala do homem bio-psico-espiritual.

  “O sentido não é moldado pela mente, mas a mente pelo sentido”.

  O sentido não teria o menor poder curativo se fosse apenas uma esperança inventada. A mente não poderia encontrar dentro de si a solução de seus males, pela simples razão de que o seu mal consiste em não ir além de si mesma. O sentido não tem de ser moldado pela mente, mas a mente pelo sentido. O sentido da vida, enfatiza Frankl, é uma realidade ontológica, não uma criação cultural. O sentido da vida simplesmente existe: trata-se apenas de encontrá-lo. Universal no seu valor, individual no seu conteúdo, o sentido da vida é encontrado mediante uma tenaz investigação na qual o paciente, com a ajuda do terapeuta, busca uma resposta à seguinte pergunta: “Que é que eu devo fazer e que não pode ser feito por ninguém, absolutamente ninguém exceto eu mesmo?” O dever imanente a cada vida surge então como uma imposição da estrutura mesma da existência humana. Nenhum  inventa o sentido: cada um é, por assim dizer, estimulado pela vontade de sentido, o sentido da própria vida, o qual demarca e fixa num ponto determinado do espaço e do
tempo o centro da sua realidade pessoal, de cuja consciência emerge, límpido e inexorável, mas só visível desde dentro, o dever a cumprir.

  Em vez de dissolver a individualidade humana mediante análises que arriscariam perder-se em detalhes irrelevantes, a Logoterapia busca fixar o paciente, de imediato, no ponto central do seu ser, que é, e não por coincidência, também o ponto mais alto. Eis aí por que é inútil buscar provas teóricas do sentido da vida: ele não é uma regra uniforme,  válida para todos – é a obrigação imanente que cada um tem de transcender-se. Discutir o sentido da vida sem realizá-lo, já não é preciso discuti-lo, porque ele se impõe com uma forte evidência.

  SER LOGOTERAPEUTA

  Segundo Iva, nossa entrevistada, só pode ser Logoterapeuta quem é Logovivente, pois não há um modelo. O processo não deixa de ser um processo analítico, onde confluem várias alternativas técnicas de acordo com a necessidade individual de cada paciente.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA

A Sociedade Brasileira de Logoterapia – SOBRAL – foi fundada em 30 de abril de 1984, em Porto Alegre – Rio Grande do Sul, por ocasião da primeira visita de Viktor Emil Frankl ao Brasil, quando da realização do I Encontro Latino Americano – Humanístico Existencial – Logoterapia, na Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

A SOBRAL é uma sociedade civil, sem fins lucrativos. É uma instituição filosófica e cultural, de cunho científico e de interesse geral, com o objetivo de congregar psicólogos, psiquiatras, educadores, assistentes sociais e outros profissionais interessados no estudo e/ou prática da Logoterapia e de promover o estudo, desenvolvimento e divulgação da Logoterapia dentro dos princípios norteadores do Dr. Viktor Emil Frankl.

Está vinculada às demais sociedades nacionais e internacionais de Logoterapia. Já esteve sediada em Porto Alegre – RS (1984 – 1985); Brasília – DF (1986 – 1987); Belo Horizonte – MG (1988 – 1989); São José dos Campos – SP (1990 – 1991); e São Paulo – SP (1992 – 1999).

Sua sede é itinerante – ela está onde o presidente está. No momento, sua sede é em São Paulo, à Rua Comendador Elias Zarzur, 1461, CEP 04736-002, Fone/Fax (0xx11) 541 7439; e-mail: sobralog@zaz.com.br.

   Viktor Frankl faleceu em 02.09.97, deixando uma vasta bibliografia e várias organizações Logoterapeuticas por todo o planeta.


BIBLIOGRAFIA:

*1. Em Busca de Sentido. Viktor E. Frankl. Coleção Logoterapia. Ed.Vozes/Sinodal
2. Psicoterapia Para Todos. Viktor E. Frankl. Coleção Logoterapia. Ed.Vozes
3. A Questão do Sentido em Psicoterapia. Viktor E. Frankl. Papirus Editora
4. Um Sentido para a Vida. Viktor E. Frankl. Editora Santuário
5. Sede de Sentido. Viktor E. Frankl. Ed. Quadrante
*6. Psicoterapia e Sentido da Vida. Viktor E. Frankl. Ed. Quadrante
7. A Psicoterapia na Prática. Viktor E. Frankl
8. A Presença Ignorada de Deus. Viktor E. Frankl
9. Dar Sentido à Vida. Vários autores. Ed. Vozes
10. Mentalização e Saúde. Elizabeth Lukas. Ed. Vozes
11. Assistência Logoterapêutica. Elizabeth Lukas. Ed. Vozes
12. Prevenção Psicológica. Elizabeth Lukas. Ed. Vozes/Sinodal
13. Logoterapia. José Carlos Vitor Gomes. Ed. Loyola
14. A Prática da Psicoterapia Existencial. J.C.V. Gomes. Ed. Vozes
15. A Psicologia do Sentido da Vida. Izar Aparecida de Moraes Xausa. Ed. Vozes
16. Fundamentos da Logoterapia. Roberto Rodrigues. Ed. Vozes
17. A Busca do Significado. Joseph Fabry. Ed. ECE
18. A Força Desafiadora do Espírito. Elizabeth Lukas. Leopoldina Editora e Ed. Loyola

Em Espanhol:

– La Idea Psicológica del Hombre. Viktor E. Frankl. Ed. Rialp – Madrid
– Viktor E. Frankl – Comunicación y Resistencia. Guillermo Pareja. Premiá Editora – México
– De Freud a Frankl. Eugenio Fizzotti. Ediciones Universidad de Navarra
– Pamplona
– Viktor Frankl y la Logoterapia. Juan A. Etcheverry. Editorial Almagesto
– Logoterapia y Analisis Existencial. Viktor E. Frankl. Ed. Herder – Barcelona
– La Voluntad de Sentido. Viktor E. Frankl. Ed. Herder
– Guia de la Logoterapia. Fizzotti/Bazzi. Ed. Herder

Obs: Os livros numerados são os indicados para uma leitura inicial da Logoterapia. O sinal * indica os livros utilizados para o início do estudo em Logoterapia.

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One Response to Logoterapia

  1. CarlosEduardo CGomes 10 de Março de 2015 at 11:24 #

    Excelente!