O contexto das relações humanas

Quando fui convidada a escrever algo para esta coluna, pensei sobre algum assunto o qual pudesse discorrer a respeito e não me ocorreu nada mais oportuno do que falar sobre o próprio ser humano.

Como psicóloga, ainda em início de carreira, fico surpreendida com o que se apresenta como “males do comportamento humano”. Parece bastante complexo e, na verdade o é! Felizmente me conforta saber que não faltam oportunidades de cura para tais males.

Passamos hoje por rápidas e profundas transformações em todos os setores da sociedade. Vivemos crises econômicas, sociais, desagregação política e civil, guerras localizadas, discriminação, entre outros. Todos estes fatores nos fazem persistir na crença de que o respeito pelo ser humano ainda é o melhor recurso para responder esta problemática.

É certo que todo ser humano é dotado de muitas qualidades, são características pessoais e, portanto, limitadas e restritas. A variabilidade humana (tanto no plano físico como psicológico) leva as pessoas a se comportarem e perceberem situações diferentemente, de acordo com a sua própria capacidade.

Pessoalmente, acredito que as crises enfrentadas hoje no Brasil, não só marcam a nossa sociedade como também podem ser encaradas como produto destas limitações humanas. O comportamento das pessoas é orientado para a satisfação de necessidades pessoais e para o alcance de seus objetivos e aspirações e, é natural que assim seja.

Acho que todos vocês já ouviram a velha frase “A COMUNICAÇÃO É UMA VIA DE MÃO DUPLA”, não é mesmo? Partindo daí, em qualquer relacionamento humano, se você procura ter uma visão clara sobre a outra pessoa, você deve oferecer um relance de si mesmo. Se não estivermos conscientes de nossas próprias necessidades e não decidirmos o que queremos de um amigo, de um companheiro, de um patrão ou de um colaborador, não será justo culpa-lo por nos desapontar.

Uma vez que você saiba o que está procurando, você terá mais chances de reconhecer quando o encontrar. E talvez, esse seja um bom ingrediente para tentarmos entender o que nos perturba a ponto de estarmos dispostos a ignorar ou desrespeitar ao próximo.

Lembre-se que você precisa avaliar muita informação sobre as pessoas antes de encontrar os padrões que o tornarão capaz de entendê-las.
Esses são apenas os primeiros passos no caminho de compreender e respeitar todo e qualquer tipo de ser humano.
Não pare por aqui, continue a jornada.

Ana Paula Polato.
Psicóloga.
CRP: 78309/06.
E-mail: anapolato@bol.com.br

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