Estudo mostra declínio no uso de contraceptivos

O uso de contraceptivos diminuiu bastante na última década, particularmente entre as mulheres pobres, tornando-as mais suscetíveis à gravidez indesejada e a abortos, de acordo com um relatório lançado na quinta-feira pelo Instituto Guttmacher.
O uso de contraceptivos diminuiu bastante na última década, particularmente entre as mulheres pobres, tornando-as mais suscetíveis à gravidez indesejada e a abortos, de acordo com um relatório lançado na quinta-feira pelo Instituto Guttmacher.
O declínio parece ter diminuído a redução da taxa de aborto nacional que teve inicio em meados dos anos 1980. “Isso está fazendo o relógio retroceder em todos os ganhos que as mulheres obtiveram nas décadas recentes”, afirmou Sharon L. Camp, presidente do instituto.

Entre as mulheres sexualmente ativas que não tentavam engravidar, a percentagem daquelas que não usavam contraceptivos aumentou de7% para 11% de 1994 a 2001, a última informação disponível de acordo com os números da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar, um estudo federal, analisados pela Guttmacher.

O aumento foi mais perceptível entre as mulheres que vivem abaixo da linha da pobreza: 8% não usavam contraceptivos em 1994 e 14% em 2001. Mulheres em situação melhor – que faturam mais de duas vezes a taxa de pobreza – também são usam menos os métodos contraceptivos: 7% não usavam em 1994 e 10% em 2001.

O número de mulheres brancas que não usam contraceptivos subiu de 7% para 9%, já entre as mulheres hispânicas o aumento foi de 9% para 12%, e as entre mulheres negras que não usam método algum de contracepção a percentagem passou de 10 para 15.

O índice de gestações indesejadas, que caiu 18% entre os primórdios dos anos 19801 e meados dos anos 1990, se nivelou desde 1994. Isso reflete uma tendência contrária: entre as mulheres pobres, a taxa aumentou 29%, mas entre as que vivem melhor, decaiu 20%.

A taxa de nascimentos indesejados – gestações indesejadas que são levadas adiante – aumentou 44% entre as mulheres pobres de 1994 a 2001, mas caiu 8% entre as mulheres mais ricas.

O Guttmacher e outros grupos que trabalham para prevenir a gestação indesejada dão crédito ao uso de contraceptivos nos primórdios dos anos 1980 para a grande queda na taxa de abortos, que agora é menor desde que o direito constitucional foi estabelecido em 1973.

Um número um pouco maior de mulheres usa contraceptivos agora do que em 1982, quando 12% não o faziam. Mas o declínio do aborto parece ter estabilizado. Ainda que o índice de abortos tenha caído em média 3.4% anualmente nos primórdios dos anos 1990, declinou uma média de apenas 0.% entre 2000 e 2002.

“Tanto o aborto quanto a contracepção foram melhorados, mas a tendência parece ter sido revertida em meados dos anos 1990”, disse Lawrence B. Finer, autor do relatório.

Fonte: [url=http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/nytimes/2363001-2363500/2363475/2363475_1.xml]http://ultimosegundo.ig.com.br/nytimes[/url]

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