Ciência brasileira ainda é melhor em quantidade que qualidade

A ciência brasileira está na 20ª colocação no ranking mundial de índice de impacto -a fórmula usada para medir a qualidade de trabalhos científicos. Um levantamento divulgado ontem pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) indica que os estudos publicados entre 2002 e 2006 atingiram uma pontuação média de 2,95.
A ciência brasileira está na 20ª colocação no ranking mundial de índice de impacto -a fórmula usada para medir a qualidade de trabalhos científicos. Um levantamento divulgado ontem pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) indica que os estudos publicados entre 2002 e 2006 atingiram uma pontuação média de 2,95.
O número foi obtido a partir de uma equação que leva em conta o número de vezes que cada artigo é citado por outros e considera a qualidade da revista onde a pesquisa é publicada.

O ranking, apresentado ontem na reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Belém, mostra que os cientistas brasileiros também melhoram em produtividade. A produção brasileira relativa a 2006 atingiu 16.872 artigos e fez o país ganhar duas posições no ranking de produtividade. O Brasil passou a Suíça e a Suécia e é agora o 15º.

Os EUA continuam disparados no primeiro lugar, dando conta de 32,3% da ciência feita no mundo. Logo depois vêm Alemanha, Japão, China e Inglaterra, nesta ordem. "Apesar de o Brasil estar atrás da China em termos quantitativos, o impacto da ciência brasileira está mais alto", disse Jorge Guimarães, presidente da Capes.

Qualidade x quantidade

O impacto de artigos científicos é medido com base no números de vezes que um mesmo artigo científico é citado. Vale apenas a publicação de trabalhos em revistas indexadas em um sistema reconhecido por todos os países, chamado de ISI. O Brasil tem 28 revistas nesse banco de dados.

O crescimento da ciência no Brasil ocorreu em várias áreas, mas algumas se destacaram. "Uma das que mais chamam a atenção no é a medicina, que cresceu quantitativamente 17% no triênio 2004-2006 em relação aos três anos imediatamente anteriores", disse Guimarães. Segundo ele, a própria Capes ajudou, adotando uma cobrança mas forte por qualidade no seu sistema de avaliação.

"Temos mais de 400 cursos de medicina hoje no país. E aqueles que estão ruins estão sendo fechados", afirmou. A área que mais cresceu em produção foi a de psicologia e psiquiatria, com índice de 70%.

Apesar de críticas, o sistema de avaliação da pós-graduação e da pesquisa que dá peso à quantidade de artigos, segundo Guimarães, é eficaz. "Tem gente que acha que não pode nem avaliar, mas não existe outra forma. A vida é uma pressão permanente. Na área acadêmica, isso é que gera as lideranças", disse Guimarães. "Claro que não podemos exagerar. Publicar por publicar não é certo."

Fonte: BOL-Notícias

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