Estudo: ninar bebê no lado direito é sinal de estresse

Uma pesquisa realizada na Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, indica que mães que ninam seus bebês no lado direito do colo podem estar sofrendo de estresse extremo. O estudo, publicado na versão online da revista Journal of Child Psychology and Psychiatry, analisou 79 mães e seus bebês, estes em média com sete meses de idade.
Uma pesquisa realizada na Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, indica que mães que ninam seus bebês no lado direito do colo podem estar sofrendo de estresse extremo. O estudo, publicado na versão online da revista Journal of Child Psychology and Psychiatry, analisou 79 mães e seus bebês, estes em média com sete meses de idade.
As participantes, que foram observadas em casa, tinham de segurar as crianças no colo e embalá-las em um dos braços. Além disso, também tinham de completar um formulário com questões sobre saúde mental. Os estudiosos perceberam que 86% das mães que não apresentavam sinais de estresse ou depressão preferiram segurar seus bebês no lado esquerdo.

Em contrapartida, 32% das que manifestaram estresse naturalmente ninaram seus bebês no lado direito. Pesquisas anteriores já haviam indicado que a maioria das mães prefere segurar seus bebês no lado esquerdo do colo, independentemente de serem destras ou canhotas.

A coordenadora da pesquisa, Nadja Reissland, explica que a maneira pela qual as mães interagem com seus bebês é um dos melhores indicadores de seus estados mentais. "Muitas mães não percebem que estão sofrendo de estresse ou não querem admitir", acredita.

"Para elas, tudo o que o bebê faz é encarado de forma negativa. Por exemplo, quando ele está chorando, elas podem achar que está fazendo de propósito, quando na verdade é um comportamento normal", explica. Ainda para a pesquisadora, "este tipo de sentimento pode ter um grande impacto na relação entre mãe e filho e dentro da família como um todo".

"E se o estresse evoluir para depressão pode ser pior ainda", alerta Reissland. Para os estudiosos, mães estressadas podem se tornar deprimidas, o que pode prejudicar o bem-estar e o desenvolvimento mental do bebê. Pelo menos uma em cada dez mães apresentam depressão pós-natal, estimam os estudiosos.

Eles esperam que os resultados da pesquisa possam ajudar os profissionais de saúde a identificarem mulheres que necessitam de apoio para evitar que o estresse evolua para depressão.

Fonte: Terra

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