Intervenção comportamental junto a uma paciente adulta com queixa de transtorno misto de ansiedade e depressão

7ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar. 2008

Benato, L.[1]; Zamariola¹, N. C.; Baptista, A. S. D.[2]
ligiabenato@yahoo.com.br
 
[1]Centro Universitário Hermínio Ometto – Uniararas
[2]Centro Universitário Hermínio Ometto – Uniararas
A terapia comportamental é um processo que envolve a aplicação de procedimentos ou técnicas comportamentais, visando mudar  exemplos particulares dos comportamentos da queixa apresentada pelo paciente ou por pessoas importantes do ambiente social em que o sujeito está inserido. Para tanto, este trabalho tem o objetivo de apresentar um relato de experiência de atendimento psicológico em uma Clínica-Escola de Psicologia, tendo como base a abordagem comportamental. Vale ressaltar, que os atendimentos psicológicos realizados, possibilitam a prática clínica para  os alunos do último ano do curso de psicologia. A paciente em questão é do sexo feminino, com 34 anos. Foi encaminhada para atendimento por meio de um Serviço de Saúde Mental da cidade. Durante o processo de coleta de dados foram identificadas as seguintes queixas: dificuldades no relacionamento com a família, preocupação com o futuro, não conseguir separar-se do marido, além do sentimento de sentir-se sozinha e desejar um companheiro a fim de manter uma relação afetiva. No início do processo terapêutico foram trabalhadas as queixas de dificuldades no relacionamento familiar – um filho, uma filha e o marido – e preocupação com o futuro, considerando que ambas foram identificadas  em excesso. Desta forma, foram utilizadas técnicas de discriminação em que paciente junto à terapeuta começou a identificar quais as variáveis mantenedoras de seus comportamentos-problema, sendo que terapeuta pontuou a importância de modificar estes comportamentos por meio da técnica referida. Em relação às queixas de não conseguir se separar do marido, e de precisar de um companheiro para se relacionar afetivamente, a paciente discriminou a dificuldade de encontrá-lo, já que continuava casada legalmente, embora não mantinha relações afetivas e sexuais com seu marido, e não tinha atividades sociais que possibilitasse conhecer alguém para assumir um relacionamento amoroso. Desta forma, nas sessões observou-se que os comportamentos da paciente eram governado por auto-regras “Preciso dar conta de tudo” “Se acontecer algo de errado com os filhos, vou sentir-me culpada, então não largo do meu marido”. Estas auto-regras estavam mantendo o comportamento inassertivo de  lidar com seus filhos e marido. Assim, foram utilizadas técnicas de modelação, visando a aprendizagem da paciente para determinado comportamento por meio da observação do outro, e modelagem, sendo esta, o uso do método de aproximações sucessivas  ou mudanças graduais, em que algumas respostas foram reforçadas quando se aproximavam das respostas desejadas. Considerou-se que paciente obteve avanços significativos na modificação de seu repertório comportamental, uma vez que a mesma atualmente está em processo terapêutico,com o intuito de aumentar seu repertório comportamental relacionadas  às queixas trazidas, lidando de forma mais assertiva na relação  familiar, assim como apresentando mais facilidade em discriminar os comportamentos adequados e inadequados que emite frente a alguns estímulos.
 
Palavras-chave: terapia comportamental, clínica-escola, auto-regra. 

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