Teste detecta Alzheimer no princípio da doença

Um novo teste deve identificar, de forma precisa, o mal de Alzheimer no estágio mais inicial da doença, antes de aparecerem os sintomas de demência e do avanço se tornar irreversível e impossível de frear, informaram cientistas dos Estados Unidos.

Um novo teste deve identificar, de forma precisa, o mal de Alzheimer no estágio mais inicial da doença, antes de aparecerem os sintomas de demência e do avanço se tornar irreversível e impossível de frear, informaram cientistas dos Estados Unidos.

Os resultados da pesquisa, realizada por uma equipe de cientistas do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia, foram publicados nesta terça-feira (17) na edição digital da revista americana "Annals of Neurology".

Por meio do novo exame, que analisa os níveis de proteínas no líquido espinal, os cientistas conseguiram prever com uma exatidão de 87% em que pacientes com problemas de memórias em estágio inicial e outros sintomas de deterioração cognitiva, sintomas pelos quais se diagnostica o mal de Alzheimer.

"Com este teste, podemos detectar de maneira confiável o mal de Alzheimer e fazer o acompanhamento desta doença", afirmou Leslie Shaw, do Departamento de Medicina da Universidade da Pensilvânia.

Ela considera que o exame permitirá submeter a um tratamento em uma fase adiantada os pacientes com o risco de desenvolver a doença, e facilitará a busca de soluções que adiem ou freiem a degeneração neurológica.

Shaw e seus colegas se propuseram a criar um teste padrão que se centre nos níveis de duas proteínas "clássicas" associadas com o Alzheimer: os peptídeos betaamilóide e tau.

O acúmulo excessivo no cérebro de proteínas beta (em forma de placas betaamilóide) e tau (em forma de nós de tau) representa a manifestação física do Alzheimer.

A equipe analisou exames de líquido espinal de 410 pacientes de 56 lugares dos Estados Unidos e do Canadá, que faziam parte de um extenso estudo sobre o mal de Alzheimer. Também estudou a análise de voluntários com um estado cognitivo normal e autópsias de pessoas que tinham sofrido o mal de Alzheimer.

Em 95,2% dos casos, o teste descartou as possibilidades de desenvolver o mal de Alzheimer, e em 81,8% informou que as pessoas com uma deterioração cognitiva leve desenvolveriam a doença.

Atualmente, 26 milhões de pessoas sofrem com mal de Alzheimer. Especialistas calculam que, até 2050, o número aumente para 106 milhões.

Fonte: Folha Online

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