O conflito ético e sua possível solução no behaviorismo radical skinneriano

8ª Jornada de Análise do Comportamento – UFSCar – 2009

Marina Souto Lopes Bezerra de Castro
Departamento de Filosofia, Universidade Federal de São Carlos

Apresentação Oral

O objetivo deste trabalho é apresentar como o behaviorismo radical de B. F. Skinner provê ferramentas conceituais para a análise de certos fenômenos que tradicionalmente são considerados como pertencentes ao campo da Ética. O método utilizado foi o epistemológico-hermenêutico e o resultado foi uma análise teórica detalhada de alguns conceitos e argumentos presentes nos textos do autor publicados entre os anos de 1953 e 1989. Apresentaremos os fundamentos da filosofia da ciência do comportamento e como ela pode interpretar esse tipo de fenômeno. Segundo B. F. Skinner, a filosofia de ciência do comportamento é o behaviorismo radical. De acordo com ele, estabelecemos o nosso objeto de estudo como sendo o próprio comportamento e o modo como esse objeto deve ser abordado e explicado. O modelo explicativo que a teoria skinneriana elaborou para o comportamento se fundamenta no modelo de seleção por conseqüências. Ao derivar o bem da cultura de seu modelo explicativo, Skinner fundamenta sua Ética. O autor estabelece que a sobrevivência da cultura deve ser o valor que norteia alguém que esteja na posição de planejar práticas culturais. Nesse sentido, o bem da cultura pode ser incompatível com alguns bens pessoais. Tal fato pode levar ao conflito entre suscetibilidades filogenéticas herdadas do processo de evolução da espécie – e necessidades culturais. A solução ética para esse conflito dada por Skinner parece ser a escolha pelo bem da cultura. Segundo o autor, uma cultura bem planejada garante a sua própria sobrevivência e, ao mesmo tempo, garante o bem-estar dos indivíduos que a compõem.

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