Estórias que curam

Todo nós em um momento ou outro da vida conta sua história a alguém, muitas vezes com o intuito de ajudar ao ouvinte a entender algum conflito, confortá-lo em alguma situação desagradável, ou mesmo para se fazer conhecer pelo outro.

Todo nós em um momento ou outro da vida conta sua história a alguém, muitas vezes com o intuito de ajudar ao ouvinte a entender algum conflito, confortá-lo em alguma situação desagradável, ou mesmo para se fazer conhecer pelo outro.

Independentemente da época em que nascemos, nós sempre recorremos ao ato de contar como forma de passar conhecimentos, normas sobre o que é certo e errado, sobre o que é perigoso e sagrado. Esse habito de narrar casos e causos desenvolve nas pessoas um espaço para a criação de mitos, lendas e contos de fadas.

Os contos de fadas, diferentemente de outros estilos literários, falam de dificuldades  que fogem do campo pessoal, referem-se a questões comuns a todos os seres humanos, revelam medos, angústias e tristezas. Essas questões despertaram em psicólogos como Carl Gustav Jung um grande interesse na possível função terapêutica das estórias.

Jung acreditava que os contos de fadas são representações dos arquétipos, que para ele seriam as tendências de comportamento herdadas que fazem com que os indivíduos se comportem de forma semelhante aos seus antepassados que passaram por situações parecidas.

Dessa forma, Jung entendia que os contos de fadas auxiliariam na manutenção de um estado psicológico saudável das pessoas, ajudando-as a lidarem com os problemas do cotidiano, uma vez que as historias permitissem ao ouvinte imaginar ou se colocar no lugar do personagem. Assim a pessoa poderia utilizar-se das estórias como algo para o desenvolvimento pessoal.

Podemos então ver que os contos de fadas  são uma fonte de autoconhecimento, e que o fato de imaginar a estória ou se colocar no lugar do personagem faz com que o sujeito projete suas dificuldades cotidianas em algo externo, o que facilita o entendimento e a vivencia desse aspecto antes não compreendido.

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