QS como instrumento da Logoterapia – Parte I

Primeiro "Q": Em 1905, Binet e Simon apresentam um teste de inteligência, o Ql (Quociente de Inteligência), que se tornou tema das conversas psi da época. Pretendia-se medir nossa inteligência intelectual, ou racional, isto é, aquela que usamos para solucionar problemas lógicos.
Psicólogos desenvolveram a proposta inicial, e assim, esses testes tornaram-se meios para classificar pessoas em graus de inteligência, que supostamente lhes indicariam suas habilidades ou talentos. Quanto mais alto o Ql do indivíduo, dizia a teoria, maior sua inteligência.  

Segundo "Q": Em meados da década de 1990, Daniel Goleman popularizou pesquisas realizadas por neurocientistas e psicólogos, demonstrando que a inteligência emocional, o QE (Quociente Emocional), reveste-se de suma importância. Ele dá-nos a percepção dos sentimentos nossos e dos outros. Dá-nos empatia, compaixão, motivação e capacidade de reagir apropriadamente à dor e ao prazer. Conforme observou Goleman, o QE constitui requisito básico para o emprego efetivo do Ql. Se estão lesionadas as áreas cerebrais com as quais sentimos, pensamos com menor eficiência cognitiva. 
 

Terceiro "Q": Danah Zohar e seu marido Ian Marshall, em fins do século XX, lançaram o livro, que coletou o conjunto de dados científicos existentes até então, e ainda não plenamente assimilados, e que nos mostrou um terceiro "Q". A descrição total da inteligência humana ficava, assim, completa com a discussão da inteligência espiritual, o QS – Quociente Espiritual (Spiritual Quocient), título do livro. Este artigo é uma adaptação desta Obra. 

O QS refere-se à inteligência com que se aborda e se soluciona problemas de sentido de vida e valores (éticos, estéticos, lógicos e religiosos). É a inteligência com a qual podemos pôr nossos atos e nossa vida em um contexto mais amplo, mais rico, mais gerador de sentido. É a inteligência com a qual podemos avaliar que um curso de ação, ou caminho na vida, faz mais sentido que outro. O Quociente Espiritual (QS) é o fundamento necessário para o desempenho mais eficiente do QI e do QE. É a nossa inteligência final.
 

Howard Gardner, de Harvard, em seu livro Multiple Intelligences, argumenta que há pelo menos sete tipos de inteligência, incluindo a musical, a espacial, a esportiva, além da racional e da emocional. Contudo, argumentamos que nossas inteligências, possivelmente infinitas, podem estar ligadas a um dos três sistemas neurais do cérebro (QI, QE, QS). Os tipos de inteligência que Gardner descreve seriam, na verdade, suas variações e configurações neurais associadas. 

O Dicionário Webster define espírito como "o princípio animador ou vital; aquilo que dá vida ao organismo físico, em contraste com seus elementos materiais; o hálito de vida". Os seres humanos são essencialmente criaturas espirituais, porque somos impulsionados pela necessidade de fazer perguntas "fundamentais", ou "finais".  Por que nasci? Qual o significado de minha vida? Por que devo continuar a lutar quando estou cansado, deprimido, ou me sinto derrotado? O que torna a vida digna de ser vivida?  

Somos impulsionados, na verdade definidos, por um anseio especificamente humano, o de encontrar sentido e valor naquilo que fazemos e experimentamos. Sentimos o anseio de ver nossa vida em um contexto mais amplo, que lhe confira sentido, seja a família, a comunidade, o clube de futebol, o trabalho, as convicções religiosas ou o universo em si. Ansiamos por algo pelo qual possamos aspirar, por algo que nos leve além de nós mesmos, e do momento presente, por alguma coisa que nos dê, ou dê aos nossos atos, um sentido de transcendência.  

Alguns antropólogos e neurobiólogos argumentam que foi esse anseio por sentido, e o valor evolutivo que ele confere, que puxaram os seres humanos das árvores para o chão há cerca de dois milhões de anos. A necessidade de sentido teria gerado a imaginação simbólica, o aparecimento da linguagem e o crescimento extraordinário do cérebro humano. Nem o QI e nem o QE, separadamente ou combinados, seriam suficientes para explicar a enorme complexidade da inteligência humana, nem a riqueza imensa da alma do homem e de sua imaginação.
 O QS dá-nos a capacidade de escolher. Dá-nos o senso do valor ético-moral, a capacidade de temperar normas rígidas com compreensão e compaixão e igual capacidade em saber de quando a compaixão e a compreensão chegaram a seus limites.
Usamos o QS (Quociente Espiritual) para lutar com questões acerca do bem e do mal, do belo, do certo e do errado, da esperança, e imaginar possibilidades irrealizadas – sonhar, aspirar, nos erguermos da lama. E é principalmente esse poder transformador que diferencia o QS do QE. Daniel Goleman define a inteligência emocional como a instância que nos permite julgar em que situação nos encontramos e, em seguida, a comportarmo-nos apropriadamente ante ela. Isso significa trabalharmos dentro dos limites da situação, permitindo que ela nos oriente.

A inteligência espiritual permite-nos perguntar, de inicio, se queremos estar nesta situação particular. Não poderíamos mudá-la, criando outra melhor? Isso implica trabalharmos com os limites da situação em que nos encontramos, e permitir dirigirmos tal situação. Finalmente, ao analisarmos a base neurológica do QS, esta opera literalmente a partir do centro do cérebro – das funções neurológicas unificadoras do cérebro – e integra todas as nossas inteligências. O QS nos torna criaturas plenamente intelectuais, emocionais e espirituais que somos.

Em condições ideais, as três inteligências básicas funcionam juntas e se apoiam mutuamente. Nosso cérebro é construído de modo a permitir que elas possam fazer isso. Mas todas elas – os QI, QE e QS – possuem uma área própria em que são mais fortes, mas podem também funcionar separadamente. Isto é, não somos necessariamente fortes ou fracos em todas as três ao mesmo tempo. Não precisamos ter um poderoso QI ou QS para termos um alto QE. Podemos ser fortes em QI e fracos em QE e QS, e assim por diante. 

Toda psicologia ocidental tem por fundamento dois processos. A inteligência espiritual introduz um terceiro e, portanto, exige expansão da psicologia como ciência e uma compreensão mais profunda do eu humano. Inicialmente, Freud definiu os dois processos psicológicos como primário e secundário. O primeiro, associado ao id, aos instintos, ao corpo, às emoções, e ao inconsciente. O segundo, ao ego, à mente consciente, racional. Para Freud, este último era o mais alto, superior: "Onde o Id era, o Ego poderá ser." Outros autores, seguindo Freud, enfatizaram ocasionalmente a maior importância do processo primário. Toda a psicologia subsequente, porém, incluindo a ciência cognitiva, manteve a estrutura dos dois processos. O processo primário poderia ser denominado de QE (baseado na "circuitaria neural associativa") e, o secundário, de QI (com base na “circuitaria neural serial" do cérebro). 

Fundamentada como está sobre esses dois processos, a psicologia ocidental, na verdade, coloca um espaço vazio, um buraco, no centro do Eu. Os processos primário e secundário rivalizam entre si por controle e expressão. Nem a razão nem as emoções podem apelar para qualquer outra coisa além de si mesmas. Não possuem origem comum, através da qual possam ser integradas e transformadas. Não incluem uma dimensão transpessoal. O Eu junguiano, ou "função transcendental" junguiana, constituiu uma tentativa de estabelecer uma ponte entre as duas margens. A neurobiologia, porém, ainda não havia se desenvolvido o suficiente durante a vida de Jung (falecido em 1961) e não podia oferecer base cientifica para a sua psicologia avançada. 

O QS (baseado no terceiro sistema neural, vale dizer, às oscilações neurais sincronizadas que unificam dados em todo o cérebro, oferece-nos, pela primeira vez na evolução, um terceiro e viável processo. Este unifica, integra e reveste-se do potencial de transformar o material surgido dos outros dois processos. Facilita um diálogo entre razão e emoção, entre mente e corpo. Fornece um centro para crescimento e transformação, dá ao eu um centro ativo, unificador, gerador de sentido. 

O QS não implica em ser religioso O grande problema na mente do homem moderno é o do sentido de vida. Numerosos escritores afirmam que a falta de um sentido mais profundo na vida é a crise básica de nossa época. Aonde quer que se vá, quando nos reunimos com amigos, familiares, colegas de trabalho, o assunto acaba por chegar a Deus, sentido, visão, valores, anseios espirituais. Hoje em dia, numerosas pessoas atingiram um nível sem precedentes de bem-estar material, e mal-estar anímico. As primeiras, ainda assim, querem mais. Muitas falam de um vazio "aqui", apontando para o abdômen. O "mais" que preencheria o vazio raramente tem qualquer ligação com a religião formal.

Na verdade, a maioria das pessoas que busca realização espiritual nenhuma relação vê entre seus anseios e a religião formal. O QS não mantém nenhuma conexão necessária com religião. Para algumas pessoas, o QS talvez encontre um modo de expressão através da religião tradicional. Ser religioso, porém, não garante um alto QS. Numerosos humanistas e ateus possuem um QS muito alto; muitos indivíduos ativa e iradamente religiosos possuem um QS baixíssimo. Estudos realizados pelo psicólogo Gordon Allport há cinquenta anos demonstraram que mais pessoas passam por experiências religiosas fora do que dentro dos limites das instituições religiosas A religião convencional é um conjunto de regras e crenças impostas dogmaticamente de fora. Opera de cima para baixo, foi herdada de sacerdotes, profetas, livros sagrados, ou absorvida através da família ou das tradições.

O QS, da forma descrita neste artigo, é uma capacidade interna, inata, do cérebro e da psique humana, extraindo seus recursos mais profundos do âmago do próprio universo. É um instrumento desenvolvido ao longo de milhões de anos de evolução, que habilita o cérebro a descobrir e usar sentido na solução de problemas. As mudanças rápidas ocorridas no mundo ocidental nos últimos três séculos lançaram as religiões convencionais numa luta para continuar a fazer sentido para o homem. Hoje, teremos de usar nosso QS inato para abrir novos caminhos, descobrir novas manifestações de sentido, alguma coisa que nos toque e que possa guiar-nos a partir de dentro de nós mesmos. 

A inteligência espiritual é a inteligência da alma. É a inteligência com a qual nos curamos e com a qual nos tornamos um todo íntegro. Um número grande demais de homens leva hoje em dia uma vida de dolorosa fragmentação. Ansiamos por mais comunhão, mas poucos recursos encontramos em nosso ser limitado pelo ego, nos símbolos, ou nas instituições existentes em nossa cultura. O QS repousa naquela parte profunda do Eu conectada com a sabedoria que nos chega de além do ego, ou mente consciente. É a inteligência com a qual reconhecemos não somente valores existentes, mas com a qual, criativamente, descobrimos novos valores.  

O QS independe da cultura ou de valores. Não evolui a partir de valores existentes. Para começar, cria, em vez disso, a própria possibilidade de termos valores. Através da história humana, todas as culturas conhecidas tiveram algum conjunto de valores, embora eles diferissem de uma cultura a outra. O QS, portanto, é anterior a todos os valores específicos e a qualquer cultura determinada. E, assim, anterior também a qualquer forma que a expressão religiosa possa assumir. Torna possível (e, talvez até mesmo necessário) o religioso, mas independe de religiões. 

Provas científicas do QS 

O QS é uma capacidade tão antiga quanto a humanidade, embora seu conceito tenha sido desenvolvido plenamente, e pela primeira vez, apenas recentemente. Até agora, a ciência e a psicologia científica têm andado à deriva quando discutem o papel do sentido e dos valores, que desempenha em nossa vida. A inteligência espiritual tem sido tópico embaraçoso para acadêmicos porque a ciência não está preparada para estudar coisas que não possa medir objetivamente. 

Existe de fato um grande volume de prova científica do QS em estudos neurológicos, psicológicos e antropológicos recentes da inteligência humana e em estudos sobre pensamento humano e processos linguísticos. Cientistas já realizaram a maior parte da pesquisa básica que revela os fundamentos neurais do QS no cérebro. 0 paradigma dominante do QI, no entanto, eclipsou pesquisas ulteriores sobre seus próprios dados.

Este artigo reúne quatro correntes específicas de pesquisa que até então permaneceram separadas devido à natureza altamente especializada da ciência. Em primeiro lugar, em princípios da década de 1990, tivemos a pesquisa realizada pelo neuropsicólogo Michael Persinger, e depois, em 1997, pelo neurologista Vilayanu Ramachandran e sua equipe na Universidade da Califórnia, sobre a existência de um "ponto divino" no cérebro humano. Esse centro espiritual interno localiza-se entre conexões neurais nos lobos temporais do cérebro. Em escaneamentos realizados com tomografia por emissão de pósitrons (TEP), essas áreas se iluminam em todos os casos em que os pacientes em pesquisa participam da discussão de tópicos espirituais ou religiosos.  

Esses tópicos variam segundo as culturas. Ocidentais respondiam à menção da palavra "Deus", ao passo que budistas e outros reagiam a símbolos que tinham sentido para eles. Essa atividade do lobo temporal tem sido ligada há anos às visões místicas de epilépticos e de indivíduos que tomam LSD-25. 0 trabalho de Ramachandran foi o primeiro a demonstrar que o centro em causa está ativo em pessoas normais. 0 "ponto Deus" não prova a existência de Deus, mas, de fato, demonstra que o cérebro evoluiu para fazer as "perguntas finais", para ter e usar sensibilidade a sentido e a valores mais amplos. E, se Deus existir, estaríamos preparados para percebê-lo. 

Em segundo lugar, o trabalho do neurologista austríaco Wolf Singer na década de 1990 sobre "o problema da aglutinação". Ele mostra que há um processo neural no cérebro dedicado a unificar e conferir sentido às nossas experiências. Um processo neural que literalmente as "aglutina".  Antes do trabalho de Singer sobre as oscilações neurais sincronizadas através de todo o cérebro, neurologistas e cientistas cognitivos só reconheciam duas formas de organização neural do cérebro.
 Uma delas, as conexões neurais seriais, que constitui a base de nosso QI. Tratos neurais conectados serial e logicamente permitem que o cérebro siga regras, pense lógica e racionalmente, dê um passo após o outro. Na segunda forma, a organização neural em rede, feixes de até cem mil neurônios são conectados de forma acidental a outros cachos maciços. Essas redes constituem a base do QE, a inteligência ativada pela emoção, reconhecedora de padrões, formadora de hábitos.

Existem computadores seriais e paralelos que têm capacidades diferentes, mas nenhum dos dois tipos pode trabalhar com sentido. Nenhum computador ora existente pode perguntar "Por quê?" O trabalho de Singer na unificação das oscilações neurais oferece o primeiro indício de um terceiro tipo de pensamento, o pensamento unitivo, e um concomitante terceiro modo de inteligência, o QS, que pode lidar com essas questões. 

Em terceiro, como fruto do trabalho de Singer, a pesquisa realizada por Rodolfo Llinas, em meados da década de 1990 sobre consciência no sono e em estado de vigília, e aglutinação de eventos cognitivos no cérebro, foi multo aperfeiçoada pela tecnologia MEG (magnetoencefalográfica), que permite estudos dos campos elétricos oscilantes do cérebro e de seus campos magnéticos associados.  

Em quarto, o neurologista e antropólogo biológico Terrance Deacon, da Universidade de Harvard, que publicou trabalhos sobre as origens da linguagem humana (The Symbolic Species, 1997). Demonstrou Deacon que a linguagem, exclusivamente humana e simbólica, é uma atividade centralizada em sentido que evoluiu juntamente com o rápido desenvolvimento dos lobos frontais do cérebro. Nem os computadores ora existentes e nem mesmo os macacos mais desenvolvidos (com raras e limitadas exceções) podem usar linguagem simbólica, porque carecem dos recursos do lobo frontal para lidar com o sentido.  

Em termos evolutivos, o trabalho neurobiológico de Deacon sobre a linguagem e a representação simbólica demonstra que, literalmente, usamos do QS para desenvolver nosso cérebro. O QS instalou em nós a "fiação" necessária para nos tornarmos quem somos, e nos fornece o potencial de instalar "nova fiação". Para crescimento, transformação, e evolução ulterior de nosso potencial humano. Utilizamos o QS para ser criativos. Recorremos a ele quando precisamos ser flexíveis, visionários ou criativamente espontâneos. Nós o usamos para lidar com problemas existenciais – problemas em que nos sentimos pessoalmente num impasse, na armadilha de nossos velhos hábitos, nas neuroses (nooses), ou quando temos problemas com doença ou sofrimento.

O QS nos torna conscientes de que temos problemas existenciais e nos dá meios para resolvê-los, ou pelo menos para encontrar paz no trato com eles. E nos dá um sentido "profundo" do que significam as lutas da vida. Podemos usá-lo para nos tornar espiritualmente inteligentes sobre religião. O QS nos leva ao âmago das coisas, a unidade por trás da diferença, ao potencial além de qualquer expressão concreta. Pode colocar-nos em contato com o sentido e o espírito fundamental subjacentes a todas as grandes religiões. O individuo com alto teor de inteligência espiritual pode praticar qualquer religião, mas sem estreiteza, exclusividade, fanatismo ou preconceito. De igual maneira, pode possuir qualidades extraordinariamente espirituais sem ser absolutamente religioso. 

O QS nos permite integrar o intrapessoal e o interpessoal, a transcender o abismo entre o eu e outro. Daniel Goleman escreveu sobre as emoções intrapessoais e interpessoais – as que compartilhamos com outras pessoas e usamos para nos relacionar com elas. O mero QE, porém, não pode ajudar-nos a transpor o abismo. Precisamos do QS para compreender quem somos, o que as coisas significam para nós e como elas dão aos outros e aos seus sentidos um lugar em nosso próprio mundo.
 

Utilizamos o QS para nos projetarmos mais completamente na direção das pessoas desenvolvidas que temos o potencial de ser. Todos nós formamos nosso caráter através de uma combinação de experiência e visão, de uma tensão entre o que realmente fazemos e as coisas maiores e melhores que poderíamos fazer. No nível puro do ego somos centralizados, egoístas, temos ambição de coisas materiais, e assim por diante. Mas temos, também, visões transpessoais de bondade, beleza, perfeição, generosidade, sacrifício etc. O QS nos ajuda a superar nosso ego imediato e nos estendermos para aquelas camadas mais profundas das potencialidades ocultas existentes dentro de nós. Ajuda-nos a levar a vida em um nível mais profundo de sentido. 

E, finalmente, podemos usá-lo para enfrentar os problemas do bem e do mal, os problemas da vida e da morte, as origens mais profundas do sofrimento humano e, não raro, do desespero. Com excessiva frequência, tentamos racionalizar e eliminar problemas com argumentos levianos ou, então, somos por eles emocionalmente envolvidos. Para entrarmos de posse de nossa inteligência espiritual precisamos, em algum ponto no tempo, ter visto a cara do inferno, ter conhecido a possibilidade do desespero, da dor, do sofrimento profundo, da perda, e de ter realizado nossa paz com essas condições. 

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About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

One Response to QS como instrumento da Logoterapia – Parte I

  1. CarlosEduardo CGomes 10 de março de 2015 at 11:21 #

    Excelente!