Vídeo feedback como recurso de capacitação em Análise do Comportamento Aplicada – Silvia Aparecida Fornazari; Maria Beatriz Carvalho Devides; Giuliana Inocente; Francislaine Flâmia Inácio; Carolina Martins Rizardi

Comportamentos inadequados como agressão, autolesão, birra, estereotipia e comportamento aberrante relacionado à sexualidade, são emitidos com frequência por pessoas com deficiências múltiplas, gerando a necessidade de redução desses comportamentos e instalação de novas habilidades ditas adequadas que as ajudem no seu desenvolvimento físico, social e cognitivo. Os procedimentos utilizados neste estudo que visam tal manejo comportamental são: análise funcional e Reforço Diferencial de Comportamentos Alternativos (DRA). O objetivo do trabalho, resultado do projeto de extensão, é capacitar profissionais da área da saúde de um instituto especializado de Londrina, PR, para que possam trabalhar de maneira a atender as necessidades já citadas. O procedimento consistiu em capacitar os profissionais através do software “Ensino a Professores” e realizar sessões de vídeo-feedback, onde eram discutidos os conceitos aprendidos pelo software e observadas as filmagens feitas dos atendimentos antes, durante e depois da capacitação. A análise dos resultados foi realizada a partir das gravações, transcrições e categorizações dessas sessões, de acordo com o relato verbal dos participantes. As categorias levantadas sobre os assuntos discutidos foram: Impressões sobre o software, Análise Funcional, DRA, Especificidades de cada usuário, Conceitos de análise do comportamento, Estratégias/dicas, Mudanças de comportamento durante o atendimento, Generalização do conteúdo da capacitação a outras situações e Outros. O resultado da análise das transcrições das duas sessões de capacitação dos profissionais indica progresso na utilização dos conceitos propostos pelo software. Na primeira sessão de vídeo-feedback houve a descrição de medo de reprovação e dificuldade por parte dos participantes devido a aprendizagem de novas nomenclaturas e alternativas para se lidar com os pacientes nos atendimentos, havendo então, o início do entendimento e da aplicação dessa aprendizagem, nos pacientes. Já na segunda sessão, analisou-se: o aumento do domínio do que foi aprendido; a utilização da analise funcional e o procedimento de DRA para a criação de estratégias por parte dos profissionais nos atendimentos, seguindo a proposta da capacitação; e, consequentemente, a percepção de melhor desenvolvimento dos pacientes.  Conclui-se que a capacitação é válida, pois proporcionou aos profissionais a capacidade de elaborar alternativas eficazes para um desenvolvimento adequado dos pacientes no decorrer dos atendimentos.

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