Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa

Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.

Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).

Plasticidade cerebral

Milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” pontuou o pesquisador.

Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.

Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.

A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.

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64 Responses to Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa

  1. Teresa Mateus 3 de agosto de 2015 at 18:06 #

    e ter dinheiro para pagar as sessões de psicoterapia

  2. Silvana Oliveira 5 de julho de 2015 at 3:53 #

    Concordo, medicação nao trata as patologias por si só, experiência vivenciada bem de perto, um bom tratamento se faz necessário antidepressivo e terapia, combinação perfeita, mas é preciso o paciente entender e fazer.

  3. Márcio Astrachan 30 de junho de 2015 at 1:17 #

    Entendo que um bom diagnóstico dissipa o debate. Agora, dizer que terapia cognitivo comportamental é a terapia indicada é um disparate. A psicanálise possui ferramentas muito, mas muito mais robustas para ajudar uma pessoa em depressão. A tcc pode ajudar apenas como um componente terapêutico em casos graves como o Dr Bruno muito bem esclareceu. Hoje não se pode abrir mão do recurso medicamentoso para tratar de casos orgânicos de depressão e em alguns casos reativos a medicação pode acelerar a recuperação da pessoa. Mas, que ela esteja num divã.

  4. Doença mental: mito ou realidade? 25 de junho de 2015 at 10:20 #

    Para quando a compreensão de que os pensamentos alteram a química cerebral, assim como alteram o sistema endócrino? Concentre-se em estudar os novos desenvolvimentos que demonstram como está tudo interligado- corpo e mente- influenciando-se reciprocamente…

  5. Selene Vilela 23 de junho de 2015 at 22:46 #

    acredito que as duas coisas ajudam melhor juntas do que separadas. O remédio ajuda na melhor eficácia da psicoterapia e a psicoterapia mantém as conquistas do remédio ao longo do tempo.

  6. Rodrigo Grassi-Oliveira 22 de junho de 2015 at 23:18 #

    Só vale lembrar que o "artigo" em questão é um Extinction Training em camundongos… Então vamos colocar as coisas no seu devido lugar. Psicoterapia é amplo demais e de maneira nenhuma pode se generalizar os dados desse estudo! Daqui a pouco estão fazendo hipnose e trabalho com argila e citando o paper do cara! Fear Erasure in Mice Requires Synergy Between Antidepressant Drugs and Extinction Training
    http://www.sciencemag.org/content/334/6063/1731.full

  7. Rodrigão Índio Bugrão 16 de junho de 2015 at 23:20 #

    Desde quando antidepressivos ou algum psicotrópico serve de alguma coisa ou melhora ou melhorou a condição do enfermo, só dão efeitos colaterais.
    Terapia e Psicologia são outras baboseiras.
    Quando vocês vão entender que o problema mental ou distúrbios são decorrentes do desequilíbrio Endócrino.
    Se concentrem nisto e o paciente terá êxito em sair disto.

  8. Psicóloga e Coach Paula Biscaro Oliveira 27 de maio de 2015 at 20:10 #

    Como psicóloga, com 20 anos de experiência, tenho a dizer que esta pesquisa é real: medicamento e terapia em conjunto funcionam melhor, e proporcionam melhores resultados sim. Como mencionou Bruno Caetano Vieira, realmente há casos mais brandos que somente a psicoterapia dá conta, principalmente a TCC (sigo esta linha), e há casos que sem medicação não tem como o paciente avançar na terapia, ou sequer, ter ânimo para vir para terapia. Então, cada caso é um caso, cada pessoa é uma pessoa. Mas acredito sim na validade desta pesquisa.

  9. Paula Cristina Biscaro 27 de maio de 2015 at 20:07 #

    Como psicóloga, com 20 anos de experiência, tenho a dizer que esta pesquisa é real: medicamento e terapia em conjunto funcionam melhor, e proporcionam melhores resultados sim. Como mencionou Bruno Caetano Vieira, realmente há casos mais brandos que somente a psicoterapia dá conta, principalmente a TCC (sigo esta linha), e há casos que sem medicação não tem como o paciente avançar na terapia, ou sequer, ter ânimo para vir para terapia. Então, cada caso é um caso, cada pessoa é uma pessoa. Mas acredito sim na validade desta pesquisa.

  10. Doença mental: mito ou realidade? 17 de maio de 2015 at 18:30 #

    Pena não haver estudos que comprovem essa sua afirmação:"A depressão, do ponto de vista físico-geográfico (e metabólico) está, circunscrita, na área onde ocorrem os fenômenos neurais dos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico … Desta feita, a farmacologia elegeu uma categoria de fármacos que visam resgatar o equilíbrio nestes sistemas: os antidepressivos." Se assim fosse talvez não houvesse tanta gente que não melhora com os antidepressivos, não acha?
    Vamos ver uma coisa: as causas da depressão nunca conseguiram ser consistentemente associadas com os níveis baixos de serotonina ( que é o que motiva o uso dos inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS) ) Os estudos são contraditórios e inconsistentes. A tese das monoaminas nunca foi comprovada e a depressão não é uma doença do cérebro é uma perturbação que pode ter origem diversa sendo que a abordagem biopsicossocial é a que revela maior eficácia- pois é meu caro tem de se ter o trabalho de encontrar a causa senão as recaídas não param! É uma explicação reducionista essa: défice de serotonina, além de falsa e que grandes estragos tem feito à vida das pessoas, muitas das quais tomam antidepressivos toda a vida quando precisam, por exemplo, de se livrar de um mau casamento. O modelo médico das perturbações mentais está a prejudicar mais do que beneficiar e é isto que muitos psiquiatras- da psiquiatria biológica- não aceitam. Mas também já sabemos: para quem só tem martelo, todo o problema é prego!

  11. Doença mental: mito ou realidade? 17 de maio de 2015 at 18:17 #

    Meus caros, vocês têm necessidade de se atualizar. Leiam, por favor, o eminente investigador Dr. Peter Gotzsch sobre os efeitos adversos graves dos antidepressivos. Ele diz mesmo que, hoje, poderíamos retirar os antidepressivos pois eles estão a fazer mais mal do que bem pois os efeitos adversos são graves levando, no mundo ocidental a mais de 500 000 mortos e isto só em pacientes com mais de 65 anos. Pode também consultar a investigação do Dr. David Healey ou Dr. Peter R. Breggin, MD, ou Drª Joanna Moncrieff, Dr. Carlos Lopes Pires e tantos, tantos outros… Trata-se aqui de informar corretamente as pessoas- coisa que habitualmente os médicos não têm o hábito de fazer pois, tal como diz o Dr. David Healey, negam aos pacientes o direito de serem ouvidos nas suas queixas- relacionadas com os efeitos adversos- negam que os antidepressivos causem dependência, o que é facilmente desmentido pela experiência que as pessoas têm, não os informam que pode aumentar o risco de suicídio- como as próprias caixas advertem… e por aí vai. Poderia continuar porque a lista é extensa.
    Para o dr. Bruno só lhe tenho a dizer que claro que eu não vou ao médico por depressão, mas já fui e fiquei sempre pior e adivinhe lá a solução que me davam? Mais remédios em cima de remédios que é uma "solução" amplamente utilizada- pena que cause tanto mal- e estar a levar tanta gente num ciclo vicioso sem conseguir sair dele porque a resposta é sempre a mesma: tem de continuar o tratamento. Isso não é pôr o bem do paciente em primeiro lugar.
    Por isso esta discussão não se trata de eu ir ao médico- hoje faço exercício físico, mudei a alimentação e faço meditação( mindfulness) que as últimas pesquisas demonstram ser tão ou mais eficaz que os antidepressivos sem a agravante dos efeitos secundários- esta discussão trata de informar bem as pessoas pois quando elas souberem os riscos se, mesmo assim, quiserem essa "bengala" aí já não tenho nada a opôr.

  12. Natercia Carneiro 14 de maio de 2015 at 21:22 #

    Realmente concordo que, em alguns casos, principalmente em casos de depressão severa ou nos casos clássicos da psiquiatria, a medicação é, sem dúvida, indiscutivelmente indispensável. Entretanto, tenho observado em minha experiência clínica, que quando a psicoterapia interage com a medicação, os benefícios psíquicos e cognitivos são visíveis, possibilitando a diminuição da medicação ou sua progressiva suspensão. Portanto, não podemos generalizar a premissa de que a terapia substitui os tratamentos medicamentosos. Precisamos respeitar e entender a individualidade de cada um através de um trabalho interdisciplinar que possa proporcionar uma melhor qualidade de vida para o paciente.

  13. Bruno Caetano Vieira 12 de maio de 2015 at 3:31 #

    Doença mental: mito ou realidade?
    Ok meu caro!
    Fique a vontade para não ir ao médico.
    É um direito seu!

  14. Bruno Caetano Vieira 12 de maio de 2015 at 3:29 #

    Ok meu caro!
    Fique a vontade para não ir ao médico.
    É um direito seu!

  15. Reinaldo Müller 11 de maio de 2015 at 17:55 #

    Concordo com o Bruno Caetano Vieira. Acho que suas teses têm fundamentação científica. O eminente Prof. Dr. Geraldo J. Ballone (Especialista em psiquiatria pela ABP e ex-professor do Departamento de Neuropsiquiatria da Faculdade de Medicina da PUCCAMP) pode endossar as teses do Bruno Caetano Vieira. Gostaria de deixar uma contribuição:

    Mecanismos neuronais e as patologias psíquicas…

    Muito blá-blá-blá sobre o emprego da Psicoterapia no tratamento da Depressão e outras patologias, gerando, confusões e conclusões precipitadas…

    Tem muita coisa a ser explicada aí. Desde já, pelo meu limitado conhecimento de Neurologia e Neurociência, adianto minhas desculpas de que as minhas explicações, aqui descritas, nunca serão definitivas. São apenas uma ilustração dentre outras de igual ou superior valia. Vamos a elas.

    Exemplo: o cérebro e os sistemas regulados pelos neurotransmissores sofrem influência inibitórias e excitatórias. Os neurotransmissores inibitórios e excitatórios regulam uma série diversificada de processos do comportamento, incluindo, sono, aprendizagem, memória e sensação da dor.

    Os neurotransmissores inibitórios e excitatórios, também, estão implicados em diversos processos patológicos, como a epilepsia e a neurotoxicidade.

    As interações entre os canais iônicos — os receptores que regulam esses canais — e os neurotransmissores e aminoácidos no sistema nervoso central (SNC) constituem a base molecular desses processos.

    A depressão, do ponto de vista físico-geográfico (e metabólico) está, circunscrita, na área onde ocorrem os fenômenos neurais dos sistemas serotoninérgico e noradrenérgico … Desta feita, a farmacologia elegeu uma categoria de fármacos que visam resgatar o equilíbrio nestes sistemas: os antidepressivos.

    Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, consequentemente, melhorando o conforto emocional e o desempenho de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade dos neurotransmissores no SNC, notadamente, da serotonina (fundamentalmente), da noradrenalina e da dopamina.

    O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica se dá através do bloqueio da recaptação da noradrenalina e da serotonina no neurônio pré-sináptico ou, ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase (MAO), que é a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores.

    Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico e no serotoninérgico com ação no Sistema Límbico (área do cérebro onde se processam as emoções…) o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade, ênfase na Depressão, reabilitando, o tônus emocional.

    Reinaldo Müller > "Reizinho"

  16. Maria Magalhães 7 de maio de 2015 at 2:53 #

    Não observei menção alguma ao fato de a depressão ser uma invenção médica ou passível de cura "no cabo da enxada". Concordo com o fato de que, em casos graves, o medicamento se faz indispensável e Principalmente qdo a apatia está num nível tão forte, que inviabiiza a intervençao terapêutica. Porém, eh válido salientar que o medicamento também não faz milagres e não abstem o individuo de seu trabalho pessoal. Melhor q uma luta de forças, acredito q as duas abordagens deveriam conversar entre si qdo necessárias, baseando-se no pressuposto de que, qualquer abordagem multidisciplinar, apresenta na maioria das vzes, mais chances de sucesso que uma abordagem isolada e autossuficiente.

  17. Dulcineia Fares 5 de maio de 2015 at 0:19 #

    Bruno Martins ja tentei ficar sem o medicamento mas infelismente nao consegui concordo com vc oque seria de nos sem esses remedios se e ruim com eles pior sem eles!

  18. GaBy Felix 4 de maio de 2015 at 18:31 #

    Obrigada Bruno vivo 10 anos com depressão, sem acompanhamento só com remédios vivo super mal, já estive em vários consultórios que psiquiatra mandaram e visitar o inca,não desfazendo da dor de ninguém mais para mim a Depressão e a pior mazela da dor Humana

  19. Pércia Jaqueline 4 de maio de 2015 at 16:57 #

    Parabéns Dr. Bruno, concordo plenamente, estando na condição de paciente.

  20. Doença mental: mito ou realidade? 16 de abril de 2015 at 22:20 #

    Rosane Rodrigues , qual é a depressão química? Não conheço nenhuma. Pode indicar-me as fontes?

  21. Doença mental: mito ou realidade? 16 de abril de 2015 at 22:16 #

    Bruno Caetano Vieira, quando você diz: " Medicina trabalha com evidência. O Psiquiatra não gosta de remédio. Passamos medicação porque funciona"- está a negar toda uma série de evidências científicas que apontam o dedo à forma como os ensaios clínicos são feitos. Leia Ben Goldacre – Bad Science, sobre isso. Pode ler também uma meta-análise levada a cabo por Irvin Kirsh sobre o facto de o efeito dos antidepressivos ser comparável ao efeito placebo- muitos outros estudos se lhe seguiram com resultados idênticos. Também não nos podemos esquecer que eficácia não é o mesmo que eficiência e quanto a isso a farmacoterapia perde em toda a linha. Quanto à terapia cognitivo-comportamental você demonstra visão curta porque se em alguns- dúbios- estudos ela parece menos eficaz sozinha- em comparação com o uso concomitante com os psicofarmacos- a verdade é que em termos de recaídas; ou seja a longo prazo é bastante mais eficaz e também eficiente porque as pessoas recaem menos. O que faz sentido porque os antidepressivos só atuam nos sintomas, enquanto a psicoterapia vai às causas. Sabendo tudo isto os psiquiatras só só receitam medicamentos porque muitos não conhecem outras ferramentas de trabalho. Convém não esquecer também os efeitos adversos graves que muitos pacientes apresentam. Informe melhor as pessoas…

  22. Rosane Rodrigues 14 de abril de 2015 at 15:40 #

    bacana Márcia mas sua depressão era reativa. Se fosse química não daria provavelmente para sair se medicação.

  23. Rosane Rodrigues 14 de abril de 2015 at 15:38 #

    é bacana sua frase mas quem tem depressão braba como disse o colega Bruno caetano Vieira não dá para levantar da cama e nem para participar desse nosso diálogo. Ao médico e ao psicólogo porém pode ser levado pela família até que possa ir por si só.

  24. Rosane Rodrigues 14 de abril de 2015 at 15:36 #

    Olá João. Sua resposta seria legal se vc tivesse experimentado com psicoterapia e sentiu que deu no mesmo. Mas desculpe dizer que se não experimentou não sabe se seria melhor ainda do que vc está. As minhas observações com 35 anos de janela é que a pesquisa confirma o que a gente percebe a olho nu.

  25. Bruno Caetano Vieira 14 de abril de 2015 at 1:55 #

    A nossa visão clínica é nível E de evidência, ou seja o pior que existe… Nosso ponto de vista é altamente enviesado… Os pacientes que não melhoram geralmente nos abandonam e nem ficamos sabendo!

  26. Bruno Caetano Vieira 14 de abril de 2015 at 1:47 #

    As leis da seleção natural demoram mais de 2 mil anos para atuar… Você não poderá saber se a Depressao é um fenótipo adaptativo ou desadaptativo… Assim como não podemos saber se evolutivamente a medicina está fazendo um bem ou um mal para humanidade! E isto aqui? O Facebook que você tanto adora! Será adaptativo?! E quando um familiar seu estiver com apendicite? Vai deixar morrer? Seleção natural!!! E se a Psicoterapia não der resultado? Vamos encorajar nossos entes queridos a pularem dos prédios?! A seleção natural agradece!

  27. Bruno Caetano Vieira 14 de abril de 2015 at 1:37 #

    Pessoal, na boa… Medicina trabalha com evidência. O Psiquiatra não gosta de remédio. Passamos medicação porque funciona. Quando falamos em evidêcia, envolvemos níveis de evidências A,B,C e D. Um simples estudo como este é muito pouco para formular consenso. Os estudos precisam ser replicados inúmeras vezes. Precisamos de ensaios clínicos randomizados do tipo duplo-cego, metanalises, extensas casuístas… Existe consistência de eficácia comprovada no tratamento de depressão. Nos casos leves a eficácia da psicoterapia cognitivo-comportamental tem sido igual à medicação… Nos casos moderados e graves a medicação foi mais eficaz… Este estudo aí não comprova nada! Metodologia ruim! Sabemos já com estudos bem desenhados e metodologia consistente dos resultados da medicação e de algumas formas de Psicoterapia… Outra coisa! A medicação muda o ambiente! Um paciente com depressão grave fica de cama, não consegue trabalhar, não consegue ir à academia, não consegue se quer ir ao Psicólogo… Você medica-o e ele volta pra vida… Consegue sair do quarto escuro e ir ao parque! Por favor, parem de levar este assunto pelo lado moral e achar que depressão é invenção e que pode ser curada no cabo da enxada… Por causa deste preconceito estas pessoas têm sofrido demais… Depressão não é invenção nossa… É doença e mata muito… Gera um prejuízo enorme… É principal causa de invalidez no mundo!

  28. João Biazim 12 de abril de 2015 at 4:49 #

    uai , eu faço tratamento para depressão e nunca fiz psicoterapia e nem terapia …e vivo bem comigo msm , nada a ver

  29. Genivaldo Gutierres 10 de março de 2015 at 13:51 #

    Infelizmente com atual governo tem aumentado nr. de pessoas com depressão e como diz o texto se a pessoa tomar o medicamente e não ter mudança em seu ambiente não funciona e como mudar algo se a crise não permite

  30. Matilde Pereira 7 de março de 2015 at 22:48 #

    O amor é básico no ser humano, eu fiz terapia, e aprendi amar, a dar, a escutar, e dar respostas às minhas próprias perguntas, é algo que aconselho, sou uma pessoa diferente, saboreio a vida de outra forma..

  31. Valdiwilson Monteiro 18 de setembro de 2014 at 19:35 #

    Verdade, Márcia cordeiro!
    As palavras têm poder! Sendo que isto faz-me lembrar um antigo versinho popular, o qual diz assim: "O espinho de uma flor, pode causar tanta dor! Mas, uma palavra de amor, pode CURAR um sofredor.

    bye..

  32. Enilson Júnior 18 de setembro de 2014 at 1:08 #

    Fonte?

  33. Poly Ana Castilho 18 de agosto de 2014 at 13:13 #

    Hugo , mas é isso. O psiquiatra te encheu de antidepressivo , e ..?! o que mudou ?! e a terapia, é bom encontrar um psicologo com o qual se identifique e que consiga trabalhar e entender o que deixa as pessoas sem vontade de viver

  34. Francisco Silva Dirce Arroyo 26 de junho de 2014 at 1:05 #

    Caros Rodrigo meazzi e Tania Rodrigues, a especulação ou pesquisa de artigos nos mostra caminhos surpreendentes e até não trilhados ainda. Entretanto, na prática clinica existe uma máxima que diz: "A clinica é soberana". Portanto a Dra. Marcia Arantes certamente tem bagagem de sobra para apresentar tais afirmações com toda certeza de quem tem muitos casos tratados da forma apresentada nesse artigo, e isso soberano.

  35. Marcia Duarte Furtado 10 de junho de 2014 at 17:52 #

    Entrei em depressão na época do meu divórcio e superei , sem tomar remédios , apenas com psicoterapia . Recomendo a todo mundo , mesmo quem não tenha depressão . Fiz outra psicoterapia , na época em que minhas filhas adolesceram e foi a melhor coisa que fiz , pois soube me conduzir , deixando de sofrer , na fase de " deixar ir " .

  36. Thanatos O-Yama 9 de junho de 2014 at 1:50 #

    Rodrigo, muitos espalham essa matéria como se fosse uma verdade absoluta sem ao menos verificar a pesquisa original. E dentro disso querem validar uso da homeopatia, caso que acontece aqui:

    https://www.facebook.com/groups/218797878169736/672733979442788/?notif_t=group_comment_reply

    Como graduando em Psi, fico MUITO feliz em saber que existem pessoas sérias e comprometidas em analisar as informações de forma racional e criteriosa e não simplesmente repassando meias-verdades para que se adequem ao que poderá favorecer financeiramente.

  37. Beatriz Paiva 8 de junho de 2014 at 22:41 #

    Com ou sem a necessidade de medicação fazer terapia é uma oportunidade, uma viagem interna que vale a pena e que exige de ante mão uma certa humildade de quem a procura! O problema não é usar ou não medicação mas sim o significado real disso. Vivemos numa época onde a maioria das pessoas procuram medicação para se livrar rapidamente dos sintomas e perdem a chance de entender a razão de cada sintoma. Procuram milagres, se livram da angustia e não modificam seu padrão de funcionamento. Nesse sentido acredito que sem terapia isso não acontecerá. A terapia não precisa ser comprovada pela ciência precisa ser vivenciada por cada pessoa que validará ou não seu benefício.

  38. Sil Ribeiro 8 de junho de 2014 at 21:58 #

    falta só um professor de portugues hahahha

  39. Ana Paula Ribeiro 13 de abril de 2014 at 21:43 #

    A mim cheira-me a mais uma lavagem ao cerebro. Falar repetidamente nos antidepressivos e a Psicoterapia até parece uma gravação para que as pessoas tenham que recorrer a mais um extra que implica desembolsar o dinheiro que estas pessoa não tem. Lamento mas estou numa fase da minha vida em que já tenho uma certa dificuldade em acreditar. Tudo está interligado doente-receita-tratamento – medicinas novas -Milagre-e assim sucessivamente sem parar. É uma bola de neve que não conseguimos sair dela porque somos leigos no assunto e acabamos por confiar nos médicos que contornam como lhes convem. Tambem ás vezes preciso deles mas………….ficamos por aqui.

  40. Samuel Gomes 28 de março de 2014 at 17:56 #

    Amigos eu tomava muito depressivos chegava a andar dormindo em pe, ai larguei o psiquiatra e o fisioterapeuta, hoje o meu remedio é a minha fe e nosso Senhor Jesus… entregue sua a vida a ELE e vera o resultado de coraçao

  41. Hugo Segurado 25 de março de 2014 at 23:47 #

    A noticia original fala de roedores e quando feita a traducao passam a ser humanos….
    Que raio de noticia e esta?
    http://www.helsinki.fi/neurosci/groups/castren.html

    Ja para nao falar dos especialistas todos que aqui deixam mensagens, e bom falar quando se estuda e se usam os outros como cobaias, queria ver estes especialistas a terem que passar por urgencias de hospitais por tentativas de suicidio ou por pensamentos suicidas e terem de esperar horas para serem vistos,ou passarem semanas sem tomarem banho porque simplesmente perderam a vontade de viver, so porque o psiquiatra deles insiste que eles devem continuar a tomar o antidepressivo para controlar a serotonina. Vao a merda e comecem a falar na mesma linguagem dos doentes e comecem a andar nos sapatos deles e a tratar as pessoas como seres humanos.

  42. Igor Teixeira Brito 22 de março de 2014 at 13:15 #

    Rodrigo Meazzi vc botou p f*****. Realmente seria um bom trabalho quantificar/dimensionar o efeito da terapia. Mas depois do que vc falou não tem nada p acrescentar

  43. Alohalost Sauber 19 de março de 2014 at 20:37 #

    Sim que vc acompanha…O olho do dono q engorda o gado!

  44. Alohalost Sauber 19 de março de 2014 at 20:35 #

    Sim pesquisa públicada em revista de psicologia, será q é tendenciosa? psicobobos e suas soluçoes! aff

  45. Ana Rita Noné 11 de fevereiro de 2014 at 21:56 #

    Rodrigo Meazzi não dá para ter acesso ao artigo original? Não consegui.

  46. Bruno Martins 7 de fevereiro de 2014 at 10:07 #

    Rodrigo Meazzi na verdade ele mostra que existe um aumento melhorado na plasticidade quando existe o efeito combinado dessa medicação com a psicoterapia.

    "We have subsequently shown that fluoxetine treatment induces juvenile-like plasticity in the amygdala, which may explain the enhanced effect of combined antidepressant drug treatment and psychotherapy in the treatment of traumatic memories."

    No Seu primeiro comentário deu a entender que apenas a droga fazia esse efeito.

    Mas concordo com você, a notícia do site rede psi está muito exagerada, pois dizer que a droga não faz efeito sozinha talvez seja demais. Acredito que há sim algum efeito em algumas pessoas, mas que ele pode ser potencializado pela psicoterapia. Pelo menos foi assim que entendi.

    Agradeço também pelo link do artigo original, coisa que o site deveria fazer.

  47. Tito Henrique 4 de fevereiro de 2014 at 14:58 #

    É dai que vem a terapia. Para ajudar o paciente a adaptar-se a essas mudanças.

  48. Bianca Sartori 27 de janeiro de 2014 at 0:01 #

    MENTIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mostra os estudos, diga onde estão publicados! SE não tem fonte é cascata desse povo da medicalização. Voltemos a idade medica. Só ervas, xamãs e curandeiros

  49. Renato Fortuna Machado 25 de janeiro de 2014 at 13:59 #

    Sim, as drogas são por vezes um auxílio, por outras só iludem quem quer resultados desesperados e por outras são indispensáveis sim. Mas não resta a menor dúvida também de que ninguém quer viver dependendo de drogas até para se levantar pela manhã. Creio que a busca deve ser sempre a de reduzir o máximo o uso de drogas e buscar na mente o máximo de sua potencialidade para a solução de problemas. O problema é a tendência a procurar resultados rápidos alimentando cada vez mais a indústria dos fármacos. E o movimento do círculo é auto-alimentado. As pessoas muitas vezes querem ir ao psicólogo e em apenas uma seção ouvir uma palavra mágica, quando na verdade uma possível solução é alcançada pelo próprio paciente em um processo de autoconhecimento construído por ele e o terapeuta.

  50. Rodrigo Meazzi 24 de janeiro de 2014 at 13:52 #

    Tania Rodrigues, estudei sim neurociência. Mas principalmente ciência. Pra isso existe o conceito de falseabilidade, que seria sempre tentar buscar alguma fragilidade na hipótese, demonstrando que ela não eh aplicável ao universo da pesquisa. No caso desta, o estudo esta a nível de camundongos… não se cita humanos em lugar nenhum, portanto não eh aplicável a eles, a não ser que você se considere no mesmo nível de sistema nervoso e de rede social que esta especie. As causas da recuperação são multifatoriais, mas podem melhorar sem terapia também, através de muitas variáveis, como um bicho de estimação, um filme, uma morte em família… Não como sugere o artigo, que sem terapia não tem efeito. Seria uma bela tese de doutorado saber a porcentagem da terapia por si só, já que estabelecer um grupo controle seria antiético. Portanto o Artigo eh tendencioso e sensacionalista, fazendo um serviço para racionalização dos psicólogos no sentido da terapia como essencial, quando não o eh, somente em determinados casos. Por favor, estude mais antes de falar besteira. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22194582

  51. Tania Rodrigues 24 de janeiro de 2014 at 10:19 #

    Ai vai estudar mais sobre neurociencias e suas vertentes!!! Afff!!

  52. Rodrigo Meazzi 23 de janeiro de 2014 at 17:36 #

    Psssss… Copiar e colar uma noticia eh fácil… difícil eh comprovar. Noticia tendenciosa. Na verdade ele não sugestiona nada disso, o que ele fala somente que a flouxetina (so foi estudado essa droga) abre a mente numa forma de plasticidade. E soh isso. http://www.helsinki.fi/neurosci/groups/castren.html

  53. Rodrigo Meazzi 23 de janeiro de 2014 at 17:36 #

    Psssss… Copiar e colar uma noticia eh fácil… difícil eh comprovar. Noticia tendenciosa. Na verdade ele não sugestiona nada disso, o que ele fala somente que a flouxetina (so foi estudado essa droga) abre a mente numa forma de plasticidade. E soh isso. http://www.helsinki.fi/neurosci/groups/castren.html

  54. Ana Alice Custódio 23 de janeiro de 2014 at 13:51 #

    Vdd

  55. Luis Fernando Scozzafave Souza-Pinto 23 de janeiro de 2014 at 12:40 #

    Bom dia, Poderia passar a referência completa da pesquisa em questão?

  56. Fatima Castro 23 de janeiro de 2014 at 2:56 #

    Realmente, tomo depressivos e ansiolíticos á muito tempo, e sem o acompanhamento terapêutico não surtem o efeito esperadoy!

  57. Maria Aparecida Souza 22 de janeiro de 2014 at 19:20 #

    POIS EU TOMO ANTEDEPRECISSIIVOS POR ALGUM TEMPO MAS PARO UM PERIUDO,E TENHO ME MANTIDO MAIS OU MENOS,AS VEZES FICO COMO IOIOO,JÁ TIVE CRISES DE FICAR SEM ME LEVANTAR DURANTE QUINZE DIAS MAS GRAÇAS A DEUS TENHO SAÍDODAS CRISES COM A AJUDA DOS MEUS MÉDICOS

  58. Alessandro Felippe 22 de janeiro de 2014 at 2:32 #

    Na última frase desse texto se lê: "Se o ambiente e a situação do paciente PERMANECEREM INALTERADOS, a droga não tem capacidade para INDUZIR MUDANÇAS no cérebro, e o paciente não se sente melhor."

    Darwin.. O velho Darwin das tartarugas centenárias sobre o qual lhe atribuíram à autoria da seguinte frase: "Não é o mais forte que sobreVIVE, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta as mudanças." – coincidentemente ou não, mais ironicamente sem dúvida – parecia prever esses estudos mais recentes, pois que mudanças poderiam ser essas, se não as mudanças internas que passamos ao longo da vida.

    É necessário mudar. É necessário saber adaptar-se a essas mudanças. Conteste-se-se quem puder… ou então assuma o risco de permanecer inalterado.

  59. Márcia Cordeiro 21 de janeiro de 2014 at 23:54 #

    Não apenas os antidepressivos, mas todo tratamento medicamentoso ou afins. Enquanto o tratamento for embasado nas consequências e a exposição as causas de toda e qualquer doença continuar da mesma forma, a recuperação desejada não aparecerá. Tudo passa a ser apenas um mercado manipulador de usuários de "drogas prescritas". Vamos nos amar mais, por favor. Nossa saúde de fato agradece e o sorriso a enobrece . #AcordapovodeDeus.

  60. Claudinete Ribeiro 21 de janeiro de 2014 at 23:33 #

    Eu tenho provas concretas a cada evolução Psicoterapêutica que acompanho.

  61. Vanda Belotto Tomba 21 de janeiro de 2014 at 22:20 #

    concertesa,tomo antidepressivo fas muito tempo e não posso ficar sem o remédio

  62. Vanda Belotto Tomba 21 de janeiro de 2014 at 22:14 #

    concertesa,tomo antidepressivo fas muito tempo e não posso ficar sem o remédio.

  63. Karla Beatriz Graciola 21 de janeiro de 2014 at 17:30 #

    Adorei a informação….conhecimento nunca é demais…..

  64. Iolanda Nishimura Mori 21 de janeiro de 2014 at 17:12 #

    É bom ter esse conhecimento…

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