O que se vê não é. O que se sente é o que se é

estante

Estante

A construção em argila de esculturas metafóricas pelo método “Argila: Espelho da Auto-Expressão”, é apenas uma das “mil” formas de entender as questões que fazem o sujeito sofrer. Ficam registradas concretamente para após serem “dissecadas” nas 999 (novecentas e noventa e nove) formas de ajudar o sujeito no seu autoconhecimento.

Porém, há uma forma que não fica registrada concretamente, apenas materializa-se na memória da relação terapêutica do paciente e seu terapeuta, que é a maneira como o sujeito aceita ao convite para algo realizar em argila até a finalização da escultura que irá para a estante da sala de atendimento, junto com as demais produzidas neste contexto e como bem dito pelos clientes: “ a estante é a representação do universo do mundo interior”.

Assim, aos olhos atentos do terapeuta neste contexto provido de liberdade para ser o que se é, a maneira como realizará a atividade com a argila, aceitando ou não ao convite, fazendo ou não questionamentos, verbalizando conteúdos de admiração, curiosidade ou desqualificação como, por exemplo: “não tenho jeito para fazer nada manual ou artístico”, “que sujeira…”, “é geladinha”, “não vem ideia nenhuma”, “se você quiser eu faço…” Como também cabe a observação da forma que manuseará a argila, como construirá sua escultura (se fará apenas uma peça ou várias, se trabalhará grande parte do tempo numa construção e após não satisfeito passa a construir outra ou a refazer o que desmanchou, deseja fazer algo mas por dar muito trabalho faz algo mais simples, não pede ajuda, elogia a peça do terapeuta ou comenta de alguém conhecido que trabalha muito bem com trabalhos manuais). Ao terminar a peça será depositada na estante para a secagem e novos comentários podem surgir: “ah! Se soubesse que ficaria exposto faria algo mais bonito”, “coloca a minha peça bem nos fundos da estante, atrás dos outros”, “como tem gente que trabalha bem!”…

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Manipulando Argila

Este conjunto de atitudes e verbalizações deste singelo ato de algo construir em argila, material este que se molda às vontades de seu autor, dirão com toda certeza:

“QUE AQUILO QUE SE VÊ” NESTE MOVIMENTO DE CRIAÇÃO “É O QUE O SUJEITO É E O QUE SENTE”

Portanto revela o conhecimento de seu padrão de funcionamento para a ação e relacional, é o registro metafórico de como realiza as ações no seu dia-a-dia e como se relaciona com as pessoas com quem está a sua volta. Auxiliando ao profissional envolvido a melhor e mais rapidamente perceber seu cliente, suas dificuldades e o que necessita ser trabalhado.

foto_autora

Maria da Glória Cracco Bozza

http://www.argila.psc.br – conheça os serviços oferecidos e curso sobre o método “Argila: Espelho da Auto-Expresão” – presencial e online

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One Response to O que se vê não é. O que se sente é o que se é

  1. Psi Silmara Mitsubashi 1 de março de 2015 at 21:08 #

    Adorei!



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