A importância do apoio psicológico na cirurgia bariátrica

A psicóloga Andrea Levy trabalha há três anos dando orientação psicológica a pacientes que estão para se submeter à cirurgia da obesidade. E Andrea trabalha não só com aconselhamento profissional de quem estudou o assunto, mas também de quem já passou pela situação. A psicóloga, de 1,75m, já foi obesa mórbida e chegou a pesar 140kg. Há dois anos ela passou pela cirurgia e hoje, com 60kg a menos, ela também usa da experiência pessoal para ajudar outras pessoas a enfrentar o problema.
A psicóloga Andrea Levy trabalha há três anos dando orientação psicológica a pacientes que estão para se submeter à cirurgia da obesidade. E Andrea trabalha não só com aconselhamento profissional de quem estudou o assunto, mas também de quem já passou pela situação. A psicóloga, de 1,75m, já foi obesa mórbida e chegou a pesar 140kg. Há dois anos ela passou pela cirurgia e hoje, com 60kg a menos, ela também usa da experiência pessoal para ajudar outras pessoas a enfrentar o problema.
Qual é a importância do exame psicológico antes da cirurgia?
Todo obeso que vai submeter-se a este tipo de cirurgia deve, antes, passar por uma avaliação psicológica que é composta de alguns testes e muita conversa. Essa avaliação não tem a intenção de proibir ninguém de ir pra cirurgia. Na verdade é mais um dos vários exames que o cirurgião pedirá ao paciente antes de operar. A cirurgia pode ser contra indicada pelo psicólogo quando for detectada alguma psicopatologia grave, como por exemplo um transtorno alimentar como a bulimia ou quando o paciente não tiver condições intelectuais de entender o processo pelo qual será submetido, já que o entendimento e colaboração do paciente serão fundamentais para se obter bons resultados no pós-cirúrgico.

E depois da operação, como a psicologia é aplicada?
Após a cirurgia, o psicólogo também exerce um papel fundamental no acompanhamento do paciente, já que este terá que adaptar-se a um novo estilo de vida que, em geral, é completamente diferente ao anterior. Além disso, o paciente terá que lidar com situações de privação de alimentos que antes eram ingeridos em grande quantidade. Muitos pacientes que antes eram compulsivos por comida, quando não conseguem lidar com esta privação, podem acabar transferindo esta compulsão para drogas, álcool, sexo e compras, por exemplo. E, para muitas pessoas, a obesidade funciona como um grande mecanismo de defesa e até como uma boa desculpa para não ter uma vida social e afetiva. “Estou gordo, não vou à festa”, “Não vou arrumar emprego porque estou gordo”.

O que muda na cabeça do ex-obeso?
Depois do inevitável emagrecimento que a cirurgia proporciona, essas desculpas já não podem mais existir e o ex-obeso tem que aprender a lidar com uma nova realidade e principalmente aceitar que agora ele é uma pessoa sem limitações físicas e, conseqüentemente, acaba sendo mais cobrado pela sociedade para que seja uma pessoa produtiva.As mudanças não são poucas na vida de quem deixa de ser obeso mórbido.
Quem opta pela cirurgia deve saber que está optando por enormes mudanças internas e externas, mas também está optando pela vida. A psicoterapia ajuda na reorganização desta nova vida, em um corpo inevitavelmente diferente.

Consultoria
Dra. Andrea Levy – Psicóloga – Tel: (11) 3758-8559 E-mail: alevy@globo.com

Entrevista concedida ao site Feminíssima ( http://www.feminissima.com.br ) em 09/04/2002

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