Capes vai abrir chamada em agosto e setembro para cursos de mestrado profissional em 25 áreas

Saúde terá seis cursos e engenharias quatro; ensino de ciências está contemplado.
A Capes vai abrir uma chamada para receber em agosto e setembro propostas de instituições de ensino para a abertura de cursos de mestrado profissional em 25 áreas concentradas basicamente em engenharia, saúde e ensino de ciência.

Fonte: [url=http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=30076]Jornal da Ciência[/url]
Saúde terá seis cursos e engenharias quatro; ensino de ciências está contemplado.
A Capes vai abrir uma chamada para receber em agosto e setembro propostas de instituições de ensino para a abertura de cursos de mestrado profissional em 25 áreas concentradas basicamente em engenharia, saúde e ensino de ciência.

Fonte: [url=http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=30076]Jornal da Ciência[/url]
O diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, justifica a medida ao informar que a maior parte dos mestrados existentes é de natureza acadêmica.

“Há maior necessidade de qualificação para o mercado de trabalho do que para a pesquisa”, disse o diretor. A Capes realizou seminário que indicou as áreas de maior interesse para as quais resolveu dar mais incentivo, informou. Para ele, os profissionais saídos dos mestrados profissionalizantes vão aprender a importância da pesquisa, a usar a pesquisa e encontrar, mas são a fazer pesquisa.

Seis cursos estão centrados na área de saúde coletiva, cujo perfil Renato Janine avalia como não sendo bom. O diretor disse esperar, com a formação de recursos humanos especializados, contribuir para deslanchar processo que tenha efeito sobre o setor social ou na administração pública.

“O ensino de ciências no Brasil é um problema sério. Se ensina muito mal”, assinala Renato Janine, que considera um ganho dos mestrados profissionais se puder formar melhor os recursos humanos no segmento.

Outro grupo de quatro cursos tem como objetivo atender a área das engenharias, visando alavancar o setor produtivo, disse Renato Janine. Para ele, os mestrados profissionais são uma das vias de expandir a pós-graduação no Brasil.

Renato Janine assinala que os padrões de avaliação da Capes válidos para os mestrados acadêmicos vigoram com relação aos mestrados profissionais. Ele enfatiza que os cursos que “não são aprovados, são considerados ruins”.

Qualquer modalidade de mestrado, acadêmico ou profissional, pode ser interinstitucional, explica o diretor da Capes, sobre as iniciativas que reúnem profissionais com titularidade de doutor de diversas instituições para preencher requisitos de instalação do curso.

“Este é um caminho para descentralizar e fazer avançar as fronteiras da pós-graduação. Fazer avançar, mas sem perda da qualidade”, sublinha Renato Janine. (Flamínio Araripe)

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