Epilepsia é mais comum em países subdesenvolvidos

Não se sabe ao certo a incidência da epilepsia no Brasil. De acordo com estimativas internacionais, ela atinge cerca de 1% da população de países desenvolvidos e 2% das pessoas nos países subdesenvolvidos. A deficiência no atendimento de saúde e a maior ocorrência de doenças infecciosas nos países pobres ajudam a explicar essa diferença.
Não se sabe ao certo a incidência da epilepsia no Brasil. De acordo com estimativas internacionais, ela atinge cerca de 1% da população de países desenvolvidos e 2% das pessoas nos países subdesenvolvidos. A deficiência no atendimento de saúde e a maior ocorrência de doenças infecciosas nos países pobres ajudam a explicar essa diferença.
A epilepsia pode ser provocada por vários fatores. Além do componente genético, presente em alguns casos, traumatismos cranianos, doenças infecciosas, AVCs (acidente vascular cerebral) e má-formação cerebral são alguns causadores.

Ela pode surgir a qualquer momento, mas, em geral, aparece na infância, quando aumenta a vulnerabilidade a infecções do sistema nervoso central como a meningite, a acidentes e a doenças como sarampo e caxumba, cujas complicações podem causar crises epilépticas. “A maioria das epilepsias tende a surgir nos primeiros anos de vida. Na idade adulta, o índice diminui e, na terceira idade, volta a aumentar. Nessa fase, em geral ela é secundária a alguma doença do cérebro, como AVC ou tumor”, diz a neurologista Magda Lahorgue Nunes, presidente da Liga Brasileira de Epilepsia.

O diagnóstico é feito basicamente pela história clínica. Exames como eletroencefalograma e ressonância magnética podem complementar o parecer do médico.

Mas nem todo mundo que teve uma crise é considerado portador de epilepsia. “É preciso que a crise não tenha sido desencadeada por situações como febre, uso de drogas, intoxicações e alterações metabólicas como hipoglicemia. Além disso, tem que ter a característica da recorrência. Uma crise única não é epilepsia”, descreve o médico Li Li Min.

A freqüência das crises varia muito: podem ocorrer uma vez ao ano ou várias vezes ao dia. Apesar de elas geralmente ocorrerem aleatoriamente, em certas pessoas pode haver um padrão. Há quem as apresente apenas enquanto dorme ou enquanto está acordado, por exemplo. Isso é explicado pelas diferenças no funcionamento do cérebro durante o sono e na vigília.

fonte:[url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4092.shtml]www.folha.uol.com.br[/url]

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