Relação entre o livro de Franz Kafka” A Metamorfose” com a Fenomenologia e o Existencialismo

O Existencialismo difundiu-se como o pensamento mais radical a respeito do homem na época contemporânea. Surgiu em meados do século XIX com o pensador dinamarquês Kierkegaard e alcançou seu apogeu após a Segunda Guerra, nos anos cinqüenta e sessenta, com Heidegger e Jean-Paul Sartre.

Psicoterapia Existencial é a investigação do indivíduo na busca de lhe fazer sobressair ou revelar livremente o que nele há de individual, particular, único e concreto. É a busca de sua auto-expressão mais autêntica e do compromisso sincero com as próprias escolhas existenciais.

Gregor Samsa não foi feliz em sua escolha existencial, preferiu ser “pisoteado” a mudar completamente seu estilo de vida mas, como mencionado a cima, cada um tem o livre arbítrio de escolher qual será o seu destino. Infelizmente, o de Gregor foi a morte.

A Fenomenologia (do grego phainesthai, aquilo que se apresenta ou que se mostra, e logos, explicação, estudo) afirma a importância dos fenômenos da consciência, os quais devem ser estudados em si mesmos. Tudo que podemos saber do mundo resume-se a esses fenômenos, a esses objetos ideais existentes na mente, cada um designado por uma palavra representando a sua essência, sua “significação”. Os objetos da Fenomenologia são dados absolutos apreendidos em intuição pura, com o propósito de descobrir estruturas essenciais dos atos (noesis) e as entidades objetivas que correspondem a elas (noema). A Fenomenologia representou uma reação à pretensão dos cientistas de eliminar a metafísica.

Tendo como base o parágrafo a cima descrito, pode-se dizer que se Gregor Samsa tivesse, naquele momento de angústia existencial, procurado um profissional em psicologia, um terapeuta existencial, teria facilmente encontrado uma “luz no fim do túnel”, quem sabe revendo seus pensamentos e ações ou percebendo se era realmente isso (morrer) que o faria feliz. Mas, se esse fosse realmente o seu desejo, a “morte”, para dar fim ao seu sofrimento, também encontraria apoio emocional necessário para por em prática este desejo; dentro da fenomenologia encontraria respostas para suas dúvidas. Passaria, então, realmente, a assumir os seus atos e a reconhecer que o único responsável pelos acontecimentos é ele mesmo, afinal Gregor era livre.

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