Desagravo a Jacques Benveniste

Como se dá a ação terapêutica dos compostos da Homeopatia produzidos pela sua técnica farmacêutica? Os experimentos duplo-cegos vêm mostrando que esta ação é em muito superior ao efeito placebo. A dúvida que fica é a de como o princípio ativo do fármaco, que já desaparece nas primeiras diluições – o que é calculado com facilidade aplicando-se o Número de Avogadro – poderia influir no produto final, que seria somente composto pelo veículo da substância terapêutica.

Ficou célebre o caso da Memória da Água, protagonizado pelo francês Jacques Benveniste. Em 1988, a revista científica britânica "Nature" trouxe um artigo de Benveniste em que ele reclamava ter encontrado a base farmacológica da HOMEOPATIA, que chamou de "Memória da Água". Segundo o pesquisador, a água era capaz de "se lembrar" do que fora dissolvido nela, apesar das intermináveis diluições. Só que a "Nature" tinha feito um acordo com Benveniste, pelo qual, após a publicação, uma equipe da revista examinaria seu laboratório.

Os investigadores apontados foram o físico John Maddox, editor-chefe da revista, Walter Stewart, químico orgânico especialista em fraudes científicas, e o mágico James Randi, líder de uma associação de céticos. Sob a vigilância do trio, os franceses foram desafiados a repetir a experiência e não conseguiram. Em seguida, a "Nature" publicou um artigo devastador ridicularizando Benveniste, que perdeu seu até então prestigiado laboratório e tornou-se um "outsider" da ciência.

Benveniste era um pesquisador sério e faleceu sem ter a oportunidade de esclarecer o que houve. Mas, este mundo dá voltas. O Dr. Masaru Emoto retirou água dos mais variados lugares.

Em seguida, colocou cada amostra em um recipiente, seja para ficar entre dois alto-falantes tocando diversos gêneros diferentes de música, seja para ouvir uma voz irada, falando impropérios, ou, pelo contrário, dizendo coisas lindas, ou fazendo orações e recitando mantras.

Em seguida, congelou cada amostra de água, e observou a morfologia dos cristais de gelo, expressão do arranjo molecular da água nas várias situações.

As mudanças nas imagens estão ligadas ao grau de coerência vibracional atingido pelas moléculas da água.

Creio que estes experimentos mostrados pelo Dr. Masaru hoje por fotos em revistas, jornais e seu livro, no mundo inteiro, não deixam dúvida sobre a descoberta do Dr. Jacques Benveniste, a Memória da Água, que, por sinal, não era homeopata, mas um biólogo imunologista em Paris.

Imaginemos as repercussões das situações experimentais do Dr. Masaru com a água em nós humanos que temos uma média de 70 a 75% dela em nossa composição. O percentual de água no organismo humano diminui com a idade: entre 0 e 2 anos de idade chega a 80 %; entre 2 e 5 anos cai para 75%; entre 5 e 10 anos, fica em torno de 70%; entre 10 e 15 anos, passa para 65% e entre 15 e 20 anos diminui para 60%. Entre 20 e 40 anos esse teor de água no corpo humano permanece nesta faixa. Entre 40 e 60 anos, essa percentagem cai para 50%. Acima de 60 anos, segue-se uma lenta e inexorável desidratação.

Eu não clinico como homeopata. Minha ligação com a Homeopatia se dá por meio do estudo dos fenômenos em Física Quântica que nela estão envolvidos.

Obs.: 1ª Não sei como colar as belíssimas imagens do Dr. Masaru neste pequeno texto.

2ª Número (ou Constante) de Avogadro = 6,02 x 1023 / mol

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley
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