Paralisia cerebral e qualidade de vida

Crianças com paralisia cerebral têm qualidade de vida similar à das não portadoras dessa deficiência, segundo estudo publicado na The Lancet. Coordenada pelo neurologista Allan Colver, da Universidade de New Castle, Reino Unido, a pesquisa incluiu cerca de 500 crianças, de 8 a 12 anos, afetadas pelo distúrbio em sete países europeus. Os dados foram coletados por meio de um questionário com informações divididas em dez categorias.

Crianças com paralisia cerebral têm qualidade de vida similar à das não portadoras dessa deficiência, segundo estudo publicado na The Lancet. Coordenada pelo neurologista Allan Colver, da Universidade de New Castle, Reino Unido, a pesquisa incluiu cerca de 500 crianças, de 8 a 12 anos, afetadas pelo distúrbio em sete países europeus. Os dados foram coletados por meio de um questionário com informações divididas em dez categorias.

Os resultados mostraram que o tipo e a severidade das seqüelas relacionados à paralisia cerebral não afetaram seis categorias avaliadas: bem-estar psicológico, autopercepção, apoio social, ambiente escolar, percepção de recursos financeiros e aceitação social. No entanto, foi observada relação entre comprometimentos específicos e pior qualidade de vida em quatro categorias. Crianças com limitações locomotoras relataram mais mal-estar físico; as com prejuízos intelectuais tinham mais problemas emocionais e de humor; as que têm dificuldade na fala apresentaram mais problemas no relacionamento familiar. Por fim, as que sentem dor obtiveram baixas pontuações em todas as categorias do questionário.

“Embora domínios específicos da qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral estejam associados a limitações específicas, é importante dizer que a maioria delas vive tão bem quanto qualquer outra da mesma idade”, afirma Colver.

Fonte: Mente e Cérebro

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