O suporte psicológico e à criança hospitalizada: o impacto da hospitalização na criança e em seus familiares

INTRODUÇÃO

A psicologia hospitalar é o campo da ciência de compreensão que objetiva os aspectos psicológicos em torno do adoecimento. A experiência do adoecimento é vivida de forma subjetiva em cada sujeito. A intervenção hospitalar tenta minimizar o sofrimento e seqüelas emocionais que permeiam os aspectos saúde-doença do processo de hospitalização.

O hospital é uma instituição onde existem suas próprias regras e estrutura. Projetado e ou planejado para tratar a doença, o somático, nem sempre leva em conta as necessidades biopsicossociais do sujeito que ali se encontra. De acordo com essa estrutura, o bem estar psicológico do paciente não é o principal objetivo do atendimento e sim prestar socorro àquele que tem um sofrimento relacionado com o biológico e o orgânico.

Embora a palavra hospital venha da palavra hospitalidade, muitos pacientes não o consideram como local hospedeiro. O bem estar psicológico do paciente não é o principal objetivo do atendimento e sim prestar socorro aquele que tem um sofrimento relacionado com o biológico e o orgânico. Os pacientes são distribuídos por unidades de acordo com seu diagnóstico e, então, são submetidos a normas e rotinas rígidas e inflexíveis, favorecendo um ambiente de solidão e isolamento, independente da gravidade da doença, gerando sentimentos como ansiedade, insegurança, angústia e medo.

A doença tende a tirar a pessoa da sua rotina, de suas atividades de lazer, do convívio com a família e dos amigos. A experiência de estar doente é sentida de forma única. O hospital separa a criança do seu ambiente familiar e entes queridos, seus pais ou responsáveis autorizam essa separação confiando na necessidade de internamento, assim o hospital representa para a criança um ambiente desconhecido e impessoal, restrito de possibilidades de atividades como o brincar, sendo um lugar muitas vezes de solidão, tristeza, saudade de casa, da escola, amigos e familiares. Diante disso pergunta-se: Como a hospitalização pode afetar emocionalmente a criança e seus familiares?

É possível que, com estratégias de apoio emocional ao paciente, sua família, e uma interação mais adequada e interdisciplinar com a equipe assistencial, as crianças possam elaborar suas fantasias, retomando seu equilíbrio psíquico e lidando com seus temores ocultos.

Não somente a criança, mas também os familiares passam por momentos de angústia diante da internação, sendo muitas vezes despertados sentimentos de culpa e de perda. Estas experiências e sentimentos, a mudança brusca na rotina da criança e sua família precipitam uma série de conseqüências. Quando uma criança adoece toda a família adoece junto e o suporte psicológico oferecido para criança bem como a sua família, tentará minimizar alguns fatores estressantes.

           
A família representa um grupo organizado, uma estrutura. Quando surge uma doença, percebe-se a desestrutura do grupo familiar, estes estão diante de acontecimentos de perda de controle, incertezas e vulnerabilidade, tornando esse momento de hospitalização estressante e angustiante.

           
O psicólogo hospitalar analisará como o ambiente hospitalar pode afetar emocionalmente a criança hospitalizada, bem como seus familiares, objetivando identificar os fatores emocionais relevantes diante da hospitalização, verificando a importância do trabalho interdisciplinar da equipe assistencial, bem como as estratégias de enfrentamento durante a hospitalização como suporte emocional, deixando claro seu papel diante da hospitalização da criança e seus familiares.

           
Essa pesquisa tem cunho bibliográfico, exploratório e descritivo, dentro de uma abordagem qualitativa sobre hospitalização e crianças.

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