Exposição infantil à violência pode levar ao desenvolvimento de distúrbios do sono

Segundo estudo realizado por pesquisadores americanos, crianças que convivem com situações de violência podem desenvolver problemas relacionados ao sono, sendo que o impacto e a severidade dos sintomas violentos podem continuar ao longo do tempo e afetar o desenvolvimento da criança.

De acordo com o estudo, a severidade da violência vivenciada pela criança está diretamente relacionada ao impacto sofrido na quantidade e qualidade do sono infantil; Percebeu-se também que a experiência violenta afeta aspectos mais profundos do sono (além de pesadelos e insônia, características já associadas a violência), como o fato da criança que envolve-se diretamente no ato violento tende a sofrer mais impacto do que o infante que somente testemunhou a violência, ou ainda um aumento gradativo de um sono inconsistente por parte da criança que presencia um homicídio.

Segundo James Spilsbury, autor do estudo, a violência permeia a sociedade de tal maneira que o próprio estudo demonstra que apenas um ato violento sofrido pela criança – seja como vítima ou testemunha – pode influenciar o comportamento do sono de diferentes maneiras, sendo que posteriormente isso afetará o desenvolvimento e saúde do indivíduo.

Crianças que não dormem bem tendem a não se desenvolver corretamente e a ter problemas comportamentais, além de tal fato estar relacionado a diversos riscos à saúde, como hipertensão, problemas cardíacos, depressão, diabetes, obesidade, entre outros.

O estudo analisou o sono de 46 crianças com idades entre oito e dezesseis anos, em sua maioria residentes de áreas urbanas; os dados foram coletados por sete dias, medindo-se a atividade durante o dia e a noite. Ao analisar-se os resultados, os pesquisadores atentaram-se a fatores como idade, sexo, aspectos familiares e exposição à violência no último ano.

“Mesmo depois de controlar os possíveis efeitos da exposição à violência durante o ano que se passou, percebemos que a severidade de eventos mais recentes tiveram influência negativa na qualidade e quantidade do sono infantil”, aponta Spilsbury.

Fonte: American Academy of Sleep Medicine

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