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Ruim também para o cérebro

O estresse crônico pode levar a conseqüências danosas não apenas para a saúde de modo geral, mas também para o cérebro. A afirmação foi feita por cientistas da Universidade McGill, no Canadá, a partir de pesquisa que mostrou que o aumento no hormônio causador de estresse leva a problemas de memória em idosos e a dificuldades de aprendizado em crianças e adolescentes.

Fonte:[url=http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=3739]FAPESP[/url] O estresse crônico pode levar a conseqüências danosas não apenas para a saúde de modo geral, mas também para o cérebro. A afirmação foi feita por cientistas da Universidade McGill, no Canadá, a partir de pesquisa que mostrou que o aumento no hormônio causador de estresse leva a problemas de memória em idosos e a dificuldades de aprendizado em crianças e adolescentes.

Fonte:[url=http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=3739]FAPESP[/url]O estudo foi publicado pelo periódico Psychoneuroendocrinology. “O estresse tem se tornado cada vez mais comum e aceito em nossas vidas. Muitos estudos têm mostrado os impactos negativos desse problema na saúde física, como na pressão alta ou em problemas cardíacos, mas poucos têm se preocupado com os efeitos na saúde mental”, disse Sonia Lupien, líder do estudo e diretora do Laboratório de Pesquisa do Estresse do Centro de Pesquisa do Hospital Douglas, da universidade canadense.

Os pesquisadores mediram as taxas de cortisol – hormônio produzido pelas glândulas supra-renais e liberado em situações estressantes – em idosos, em períodos de três a seis anos. Os resultados encontrados mostram que os indivíduos com maiores níveis de cortisol tiveram pior aproveitamento em testes de memória. Além disso, tinham um hipocampo – parte do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória – notadamente menor.

“O estudo claramente indica os efeitos negativos do estresse a longo prazo. Isso ajuda a explicar por que alguns idosos apresentam precárias funções cerebrais e outros não. Talvez, com uma intervenção num estágio inicial, possa ser possível modificar os níveis de cortisol para estimular as funções cerebrais”, disse Sonia, em comunicado da Universidade McGill.

Os pesquisadores também investigaram os efeitos do problema em crianças e adolescentes de 6 a 14 anos. Os resultados indicaram que, entre adolescentes, mesmo um grande aumento nos níveis de cortisol leva a danos na memória que podem ser reversíveis. O estudo comparou também as taxas de cortisol em crianças de diferentes classes socioeconômicas e verificou que as de classes mais baixas apresentavam taxas maiores.

“O estresse é um importante modulador da função cerebral também em crianças e adolescentes. A conclusão é que pessoas de todas as idades estão expostas ao problema e, por conta disso, precisamos levar em conta a relevância desse fator na saúde mental”, disse Sonia.

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