Fernando C. Capovilla: Alfabetização no Brasil – Uma metodologia ultrapassada

No último dia 1º a Unesco e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram na Inglaterra o resultado da pesquisa Litteracy Skills for the World Tomorrow (Alfabetização para o Mundo de Amanhã), que faz um estudo sobre alfabetização. No trabalho sobre níveis de compreensão de leitura, que englobou 41 países, o Brasil aparece no final da fila. Ele ocupa a 37ª posição, à frente apenas da Macedônia, da Albânia, da Indonésia e do Peru.
No último dia 1º a Unesco e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram na Inglaterra o resultado da pesquisa Litteracy Skills for the World Tomorrow (Alfabetização para o Mundo de Amanhã), que faz um estudo sobre alfabetização. No trabalho sobre níveis de compreensão de leitura, que englobou 41 países, o Brasil aparece no final da fila. Ele ocupa a 37ª posição, à frente apenas da Macedônia, da Albânia, da Indonésia e do Peru.
O resultado, certamente, não supreenderia o professor de Neuropsicologia da Universidade de São Paulo (USP), Fernando César Capovilla. Especialista em distúrbios da comunicação e da linguagem, Capovilla aponta o nosso sistema de alfabetização, baseado no método ideovisual, como o algoz do atual quadro educacional e o responsável pelo fracasso dos estudantes brasileiros no quesito leitura.

“Não é possível que o Brasil continue optando pelo atraso e pelo retardo e condenando suas crianças”, alerta. Capovilla imputa ao Ministério da Educação a culpa pela crise em nossa educação e denuncia o descaso do governo com a questão da inclusão de jovens portadores de necessidades especiais. “Estou fazendo pesquisas há 25 anos e tenho todos os instrumentos. Basta o governo querer usar”.

PhD em psicologia experimental pela Temple University Philadelphia, USA, Capovilla tem na sua luta pela educação de qualidade para todos a bandeira da justiça social. Da psicologia, sua área de formação, até a atuação na Educação, sua história revela o perfil idealista do professor. “Minha clínica de reabilitação estava cheia. Ao analisar as crianças descobri que muitas não tinham problemas de aprendizado. O problema estava no ensino. Por isso, resolvi atuar politicamente na educação”.

Em entrevista à Folha Dirigida, o professor, além de demonstrar as vantagens do método fônico para a alfabetização, fala da importância da pesquisa na formação do docente, da aprovação automática e explica o porquê de o Brasil usar um método ultrapassado, que o coloca no final da fila em alfabetização.

Para ler a entrevista clique AQUI

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