PSYU Nº1 – Coluna FALO (Política) – Março/2000

Essa coluna inaugurou o PSYU no ano de 2000, escrita na época pela nossa polêmica editora Ana Teresa C. Bonilha.
Essa coluna inaugurou o PSYU no ano de 2000, escrita na época pela nossa polêmica editora Ana Teresa C. Bonilha.
Esse ano será agitado para nossa Universidade! Além das eleições em São Paulo que sempre provocam grandes movimentações na PUC, teremos eleições internas!

O voto para reitor é uma conquista pioneira da PUC-SP e um motivo de orgulho para esta Universidade. Sem dúvida, nesse ano, toda a comunidade puquiana deve novamente legitimar que já foi em outras PUCs (como a PUCCAMP) abolido pela intervenção de uma ala reacionária da Igreja Católica.

Cabe para nós, mais uma vez, discutirmos o significado do voto. A PUC estatutariamente é comunitária, isto quer dizer que nós alunos somos tão donos dela como o Reitor ou um professor. Diferentemente da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, que é da Igreja Católica.

Ora, todos sabemos que nossa Universidade está em crise e é certo que também queremos reduzir nossas mensalidades, mas não adianta dizermos essas duas coisas sem pensarmos que caminhos queremos para essa instituição.

Temos que definir o que queremos para a PUC e então propor formas de viabilizar isto.

Só que este projeto de Universidade é coletivo, se constrói com debates, com discussões, com informações, etc.. Porém, não criamos esses espaços e nem participamos quando eles acontecem.

Sem dúvida que assim é impossível pensarmos sobre essa Universidade e encontrarmos saídas para ela se manter aberta e com mensalidades reduzidas.

Nosso Centro Acadêmico, que com essa constituição completa 25 anos em 2000 (antes era CEPSI, Centro de Estudos Psicológicos), é uma entidade que objetiva entre outras coisas criar espaços para esses debates.

Mas, filhos da PUC, temos que PARTICIPAR!
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11 DE junho de 2000, vários jovens se preparam para uma longa prova de 4 horas de duração com 5 questões abertas (discursivas) e 40 testes (questões de múltipla escolha). Fileiras arrumadas, amigos separados pela inscrição, R.G. na mão, “desliguem aparelhos sonoros e boa prova!”. Apesar da semelhança, esta não é uma prova de vestibular.

Esse será o dia 11 de junho de todos os estudantes do último ano do curso de psicologia do Brasil. Esse é o Provão. Mas se isso te fez lembrar por qualquer instante daquele velho exame da FUVEST, não é mera coincidência, aliás até as instituições responsáveis por essa prova são as mesmas.

O Provão, faz parte de um conjunto de avaliações que todas as Instituições de Ensino Superior terão que se submeter para controle da qualidade de ensino. Em função dessas avaliações, o MEC pode alertar a Instituição para melhorar ou, depois de alguns avisos, fechá-la.

Esse é o primeiro ano em que o Provão será usado para avaliar o curso de graduação em Psicologia, portanto vale informá-los de algumas coisas:
1) O seu resultado na prova não influencia em nada a sua aprovação no curso.
2) Você pode requerer o seu resultado ao MEC, mas lembre-se que é ilegal que exijam essa nota em processos de seleção para emprego. Embora já existam notícias de que isso tem acontecido em outras áreas.
3) se você é quinto-anista, receberá em cas ou através da PUC, com antecedência, um manual do Provão com os conteúdos que serão exigidos.

O Provão foi pensado por uma comissão de profissionais indicados por diversas instituições e entidades “psis”, mas a equipe avaliadora da redação das questões será formada por outras pessoas. O nome delas não foi divulgado e nem acredito que seja, sabe-se porém que existe uma orientação para que existam profissionais de diferentes linhas teóricas e diferentes áreas de atuação.

No dia 27 de março, das 17:00 às 19:00 horas na sala 239, haverá um debate promovido pelo CONEP (Conselho Nacional de Entidades Estudantis em Psicologia), sobre avaliação do ensino superior com atenção especial ao Provão. Os debatedores serão Ana Bock – Diretora da Faculdade de Psicologia de Psicologia da PUC-SP e Presidente do Conselho Federal de Psicologia do Estado de São Paulo, Odette Pinheiro – professora da PUC-SP, parte do Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo e integrante da Comissão que pensou as diretrizes para o Provão, Maria Inês Assumpção Fernandes – professora de Psicologia da USP e representante da Associação Brasileira para o Ensino de Psicologia e um aluno representando o CONEP.
ANA TERESA C. BONILHA, EDITORA DO PSYU

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