As “expressões” “ajustadas” de comportamento no campo social-humano

-O comportamento ¨neurótico¨ e suas variações.

-Beneficios e adequações a organização e orientação individual.

-O comportamento ¨psicótico¨ e suas variações.

-Beneficios e adequações a organização e orientação individual.

*O comportamento ¨neurótico¨ e suas variações.

Como sabemos o ¨campo¨ e o ¨individuo¨ coexistem em uma relação direta de dependência continua, mas o ¨campo¨ sempre se sobrepõe, pela sua ¨força¨, quantitativamente superior o que resulta em uma qualidade própria que se expressa em sua estabilidade e desenvolvimento (só alterada se a ¨quantidade¨ de indivíduos em seu interior se mostram ¨unidos¨ e se identificam em suas necessidades, sendo esta discussão destinada a um ¨tópico¨ que desenvolveremos, brevemente…).

Assim sendo o individuo classificado como ¨neurótico¨, tem em sua ¨neurose¨, os ganhos ¨habituais¨ já descritos anteriormente, mas isto dependerá da ação que ele manterá, ¨ajustada¨ as necessidades do ¨campo total¨, que se expressa em um comportamento verificável por este, com algumas características de fácil observação, que são:

– alterações orgânicas, quando ¨ameaçado¨ que podem se expressar de varias formas, mas que não possuem uma origem física ¨especifica¨ (um vírus, bactéria, etc…).

– tais alterações possuem um objetivo determinado, que busca sempre a obtenção de suas necessidades de manutenção e desenvolvimento continuas de forma que este esteja ¨indefeso¨ as ¨forças¨ que se verificam a partir de sua ¨ação comportamental¨ individual, aceitas na identidade ¨ajustada¨ (como no caso do ¨histerismo¨…).

*Beneficios e adequações a orientação individual.

Assim as adequações se tornam fáceis de ocorrerem ao individuo, pois proporcionam ¨beneficios¨ diretos, a este do ¨campo total¨, de forma que não se apresente a ele a necessidade de uma ação contraria (ou predominante sobre o ¨campo¨, o que geraria a necessidade de utilização de forças ¨opostas¨ as da situação externa que se mostra…), por parte de seu comportamento expresso, pois para o individuo, qualquer expressão por parte de si, no campo, apresentaria a ameaça eminente de desintegração e perda de suas características unitárias, com a qual se identifica.

Poderíamos dizer que a neurose e suas variações se caracterizam da seguinte forma (em sua relação integrada que mantém a totalidade da adequação ajustada entre individuo e sociedade dominante…):

-Uma personalidade ¨doente¨, que se ¨idealiza¨ como ¨incapaz¨ de uma ação eficiente, na ¨conquista¨ de seus desejos e necessidades que se apresentam ¨conscientemente¨ durante o interagir com a sociedade com a qual está em ¨contato¨.

-O apoio externo de uma figura, com a qual tem relações continuas, e que possua características dominantes sobre a sociedade (o que para ela é inexistente…), conquistando e expressando sua independência, pela personalidade atuante, sobre seu campo total externo, o que inclui o individuo e outras relações que se mostram de sucesso, para o individuo dependente (esta figura pode ¨vir¨ na forma de outro individuo ou uma instituição…).

Este apoio viria na capacidade de proporcionar ao individuo as propriedades com o qual se identifica, para a manutenção de sua nova ¨identidade ajustada¨ pelo campo total, que essencialmente produziriam, um ¨equilíbrio¨ em seu funcionamento ¨total integrado¨, toda vez que este individuo tivesse uma ação dirigida, expressa por um comportamento ¨neurótico¨ (a figura dominante tranqüilizaria o individuo ameaçado por seu nervosismo, acalmando, ou proporcionando justificativas que lhe tirem a iniciativa de mudança por si, mostrando formas conscientes de que o que ele possui é uma doença, mesmo que sem uma origem física definida, pegamos como exemplo o histerismo…).

* O comportamento psicótico e suas variações.

No caso do individuo ¨psicótico¨, temos uma classificação diferenciada pela relação que este estabelece com seu campo total (a sociedade…), podemos expressar tal relação da seguinte forma: -Num forte ¨senso de onipotência¨ pois sua ação dirigida, expressa em seu comportamento atuante, se mostra eficiente em conseguir suprir suas necessidades, de acordo com as abstrações simbólicas que ocorrem ao interagir conscientemente com seu ¨campo total¨ (pensamento racional em sua linguagem simbólica, mas desajustado em seu raciocínio sobre sua relação com a ¨sociedade em contato direto¨ com ele…).

-Com o acumulo de experiências de tal ordem, estas se tornam consistentes para se tornarem seu padrão internalizado de realidade ¨idealizada¨ (o que leva não só a um comportamento onipotente, que fortalece seu egocentrismo, tornando ele incapaz de estabelecer identificações das similaridades existentes entre o seu ¨eu¨ e os ¨outros¨, o que leva a um processo ¨peculiar¨ único de pensamento…). –

– Isto resulta na confirmação física, o que leva as alterações orgânicas, ou a assimilação de produtos do campo social-humano que reiterem suas idealizações internas e confirmem a realidade física delas ( seu ¨poder¨ único sobre o campo total…).

*Beneficios e adequações a orientação individual.

O ¨psicótico¨ se adaptado e ajustado ao campo social-humano, deverá possuir algumas características de ação dirigida, de seu comportamento em relação ao campo social-humano total, que são:

– uma ¨força¨ significativa que se mostre essencial à manutenção do campo social-humano, mas que se expresse por características, que são ¨classificadas¨, como qualidades pelo campo externo total, e que ¨conscientemente¨ aparentem ser da iniciativa individual do organismo humano ( vemos isso por exemplo na determinação ¨sanguinária¨ de alguns empresários capitalistas…).

– sua expressão ao campo total se mostra coerente e ajustada (boa dicção, conteúdo lingüístico acima da média…), sua ação dirigida pelo comportamento exposto, não é direta, sendo muitas vezes identificado como uma figura ¨benevolente e beneficiaria¨ aos indivíduos que são parte do campo social-humano total.

Mas quando se mostra ao campo total, ameaçador (sempre ocasionado por malefícios que se acumulam quantitativamente a sociedade e se demonstram perigos qualitativos com a continuidade de sua ¨ação¨…), possuirá características de ação, que são:

– uma força que abertamente se mostre contraria a continuidade do campo social-humano como o conhecendo, destruindo indivíduos ou instituições com valores essenciais a este campo total.

– sua expressão comportamental, se mostrará ¨justificada¨ a uma classificação ameaçadora (pelo próprio comportamento do individuo demonstrado, como de alguns assassinos ¨sem emoção¨ apresentada nos noticiários de TV…), sua ação dirigida pelo comportamento exposto se mostra de fácil identificação aos indivíduos que formam a totalidade do campo social-humano, como ¨ameaça¨ a tranqüilidade (ou expresso de forma dinâmica: ao equilíbrio do funcionamento integrado em sua totalidade…), sendo o ¨bandido¨ que deve ser destruído, aos indivíduos que formam o campo total, da sociedade conhecida ( se não ¨destruídos¨, ¨enjaulados¨…).

* Referências

-FRANK L. K: ¨TIMES PERSPECTIVES.¨, JOURNAL OF SOCIAL PHILOSOPHY, 1.939, 4, 293-312.

-LEWIN K: ¨A DYNAMIC THEORY OF PERSONALITY¨, NOVA YORK, MCGRAW-HILL, 1.935.

-LEWIN K. LIPPITT R. E WHITE R: ¨PATTERNS OF AGGRESSIVE BEHAVIOR IN EXPERIMENTALLY CREATED ¨SOCIAL CLIMATES¨, JOURNAL OF SOCIOLOGY, 1.940, XVI, Nº3, 45-198.

-ALLPORT G: ¨CATHARSIS AND THE REDUCTION OF PREJUDICE¨, JOURNAL OF SOCIAL ISSUES, 1.945, I, Nº3.

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