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Como superar a barreira existente entre uma pessoa portadora de necessidades especiais e outra sem deficiência, sem parecer forçado? Como o amor pode ajudar nessa dificuldade?

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Algum erro no parto ou no pós-parto, mesmo que pequeno, pode alterar para sempre a vida de uma pessoa. Na verdade, muda a rotina de toda uma família. Nestes casos, a convivência torna-se uma barreira a ser quebrada. É justamente esta dificuldade que deve ser trabalhada em conversas e terapias, individuais e familiares. Além disso, tratar os portadores de necessidades especiais com carinho.

Dias na UTI neonatal, cuidados extras na alimentação do bebê, quantidade de remédios excessiva e idas constantes ao pediatra. Uma rotina cansativa de pais que procuram alternativas para a cura de seus filhos. Em muitos casos, os médicos chegam a dizer que a criança não poderá sequer se alfabetizar. Lesões que envolvem o cérebro e, muitas vezes, consideradas irreversíveis, são ainda mais complicadas. Um problema nos lobos occipitais, por exemplo, provoca ainda uma impossibilidade de reconhecer objetos, palavras e rostos de pessoas conhecidas. Isso para qualquer parente é muito doloroso. Por este motivo, muitos pais passam a vida tentando buscar uma melhora.
            
Além da mãe e do pai, algumas pessoas são essenciais na ajuda ao deficiente: os avós, os tios e, principalmente, os irmãos. Porém, a convivência pode ser complicada na maioria dos casos em que a lesão é mental. As constantes crises e as dificuldades e mudanças na rotina, podem incomodar uma pessoa sem deficiência. Devido aos problemas cerebrais e o uso de grande quantidade de remédios, muitos pacientes são proibidos de consumir alcool, dirigirem e sairem sozinhos. A vida se transforma em uma dependência daqueles que o rodeiam no dia a dia. O social do deficiente se perde no tempo, o que, na juventude e no início da idade adulta, é muito mais delicado.           

Por conta disso, a família acaba tendo que se adaptar ao estilo de vida levado por este jovem. Quando se trata de um irmão, a adaptação passa a ser um agravante. Não poder beber alcool na frente do portador de necessidades, para não provocar a vontade de experimentar, levá-lo a programas que sejam interessantes para ele e explicar todos os dias porque um pode dirigir e o outro não pode. Tudo isso torna-se desgastante para alguém que está no momento mais sociável da vida. As brigas e o mau humor passam a ser constantes, mesmo que sem querer.

Entretanto, o tempo prova que o amor pode ser uma forma de cura. Quando o afeto é retribuído, mesmo com a difícil convivência, pode mudar até perspectivas médicas. Afinal, tudo que os pacientes precisam é de carinho para superar suas barreiras. Eles querem provar que conseguem se alfabetizar, ingressar em uma universidade e trabalhar, como qualquer pessoa. Querem mostrar que podem diminuir a dose dos remédios e, se saírem sem acompanhante, vão chegar aonde desejam. Um portador de necessidades especiais é normal, basta olharmos desta maneira.

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