Variação de estrogênio controla humor

Mulheres têm o dobro de risco de desenvolver depressão em comparação aos homens. Níveis baixos ou desregulados de hormônios podem gerar depressão em ambos os sexos, e há muito tempo se suspeita dos efeitos de déficits de estrogênio em mulheres. Agora, uma revisão de estudos realizados nos últimos 30 anos sobre o tema indica que o problema talvez não esteja exatamente nos baixos níveis de estrogênio, mas nas bruscas oscilações do hormônio.
Mulheres têm o dobro de risco de desenvolver depressão em comparação aos homens. Níveis baixos ou desregulados de hormônios podem gerar depressão em ambos os sexos, e há muito tempo se suspeita dos efeitos de déficits de estrogênio em mulheres. Agora, uma revisão de estudos realizados nos últimos 30 anos sobre o tema indica que o problema talvez não esteja exatamente nos baixos níveis de estrogênio, mas nas bruscas oscilações do hormônio.
Os níveis de estrogênio geralmente mudam bastante durante a puberdade e a menopausa, assim como ao longo do ciclo reprodutivo mensal das mulheres. Em cada uma das circunstâncias, quando há alteração dos níveis de estrogênio, aumenta o risco de a mulher sofrer de depressão, segundo a pesquisadora canadense Stephanie L. Douma, de Ottawa, que realizou o estudo de forma independente.

Douma diz que os médicos que tratam mulheres com grande variação de humor podem não estar levando em conta as flutuações hormonais. O estudo também tem implicações para as terapias de reposição hormonal que muitas mulheres fazem durante ou depois da menopausa. Sugere-se que as mulheres tomem hormônios apenas a cada três dias, de modo a evitar o aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama. “No entanto, esse procedimento implica que os níveis hormonais nunca serão estabilizados”, lembra a pesquisadora.

Douma espera que essas descobertas levem a mais pesquisas sobre os melhores modos de regular os níveis de estrogênio e incentivem os médicos a monitorar os níveis de hormônio das pacientes. Essas medidas, segundo ela, ajudarão a manter sob controle a depressão associada ao estrogênio.

UOL
Adalberto Tripicchio PhD
adm./parecerista

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