Archive | Inquilinos do Além RSS feed for this section

A morte e o medo de ser esquecido

O que nos faz ter tanto apego à vida ou a ser lembrado? Mesmos os suicidas, de modo geral, não desejam ser esquecidos. E todos seremos esquecidos, mais dia menos dia. Daqui uns 100 anos a maioria das pessoas que hoje vive estará completamente esquecida. Não haverá mais qualquer rastro nosso por sobre a Terra. […]

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“A vida é curta”?

Nem curta, nem longa. Sem ensaio, replay, nem prorrogação, ela é o que é: uma só. Esse "uma só" é negado por muita gente. E aí pode ser que advenha o lugar comum de que ela é curta. Como não podemos ensaiar, nem fazer de novo (recomeçar do zero), parece que é curta. Como não […]

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Projeto de lei que proíbe a palmada. Parte 2: O que a Psicologia tem a dizer sobre isso?

 Há quatro anos escrevi um pequeno artigo sobre este projeto de lei: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=256 Tal texto era fruto de minha participação em um debate, na Tv Nacional, no Programa Diálogo Brasil. Àquela época levantei algumas questões, tanto de cunho ético quanto jurídico. Contudo, devo ressaltar, eu ainda tinha pouco conhecimento acerca das contribuições da Análise do […]

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O que não é a felicidade

Segundo Comte-Sponville, “a felicidade não é nem a saciedade (a satisfação de todas as nossas propensões), nem a bem-aventurança (uma alegria permanente), nem a beatitude (uma alegria eterna).” Comte-Sponville. Ou seja, neste sentido, todas estas três concepções acerca do que seja a felicidade são equivocadas.

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Felicidade: o papel da autoavaliação

A felicidade é um tema muito interessante e fecundo. Trata-se do bem supremo? Ou seja, possui mais valor e está acima de tudo o mais? Há algo mais importante do que ela? Segundo Pascal: “Todos os homens procuram ser felizes; isso não tem exceção… É esse o motivo de todas as ações de todos os homens, inclusive dos que vão se enforcar…” (citado por Comte-Sponville, 2001, p. 01). Ou seja, na concepção pascalina, para a realidade humana, é o motivo de tudo, só isso. Há, entretan…

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“Nada acontece por acaso”?

Eis mais uma expressão do jargão popular. É muito comum ouvir pessoas dizendo ou escrevendo isso. E o que estão querendo dizer? “Nada acontece por acaso, minha filha. Tudo tem a sua hora”. Como assim, “tudo tem a sua hora”? É isso, há um programa já predeterminado? Predeterminado por quem? Pois se “tudo tem a sua hora”, alguém marcou. E quem marcou a hora desse “Alguém”? De modo geral a expressão “nada acontece por acaso” reforça a crença em entidades …

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O consultório do Freud mal-assombrado

Esta história já tem alguns anos. Somente agora é que senti apropriado narrá-la aqui.

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“É psicológico”?

A causalidade e seus dilemas. A expressão “é psicológico”, “é emocional” ou “é psicossomático” está na boca do povo. Médicos costumam utilizá-la com frequência. É fato comum: você vai ao médico e ele pede uma série de exames. Não conseguindo encontrar evidências fisiológicas ou orgânicas relacionadas aos males que você apresenta, não hesita, solta logo seu veredicto sagrado: “seu problema é de origem psicol&oacut…

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O naturismo

Há alguns anos atrás tive algumas experiências com a prática do naturismo, as quais gostaria de relatar aqui, tecendo algumas reflexões a respeito. Em 2002 conheci a Praia do Pinho, em Camboriú, Santa Catarina. Antes disso, eu havia somente caminhado por alguns quilômetros, praia adentro, sem roupa alguma, em Trancoso, no sul da Bahia, um ano antes. Depois da experiência em Trancoso, decidi que no ano seguinte eu iria à mais tradicional e antiga praia de naturismo do Brasil: a Praia do Pinho. A preparação para este tipo …

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“Perdoa, mas não esquece”?

O senso comum muito se abastece da ideia de que o perdão é valioso e deve sempre ser concedido. Há talvez aí, em nossa cultura, uma influência muito grande dos ensinamentos cristãos. 

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