A consciência estendida de Rupert Sheldrake – parte III

Essa é uma área de pesquisa muito produtiva e o que demons­tra é que cães ou gatos ou outros animais podem captar as intenções de seus donos. Eles captam essas intenções quando os donos estão em casa, mas nesse caso, é claro, é muito mais difícil eliminar os efeitos de sugestões sutis, linguagem corporal, efeito Clever Hans, e assim por diante. Quando eles estão a quilômetros de distância, como no caso desse experimento que acabamos de ver com o JT, que foi feito com distâncias maiores que 8 quilômetros, muitas com 15 ou 20 quilômetros, quando estão a uma longa distância, a idéia de sugestões sutis, efeitos Clever Hans e outras coisas mais, é eliminado. O que eles mostram é que as intenções humanas podem ter um efeito à distância, a intenção de ir para casa irá afetar o ca­chorro e, se o cachorro pode reagir a uma intenção humana a mui­tos quilômetros de distância, pode ser que um ser humano também possa responder a uma intenção humana a muitos quilômetros de distância. A interconexão de pessoas através da intenção a grandes distâncias é, é claro, algo que as culturas tradicionais pressupõem. Mas é uma daquelas áreas que sempre foi um tabu para o tipo de dogmatismo racionalista da ciência moderna. Acho que esse estu­do de intenção à distância abre uma enorme área de diálogo poten­cial com tradições espirituais. No decorrer dos últimos anos, venho mantendo uma série de diálogos com Mathew Fox, um padre e teó­logo norte-americano, uma pessoa com mente aberta e interessan­te, e exploramos como essas novas idéias oriundas desse tipo de pesquisa pode nos dar uma idéia mais ampla da noção de alma e da psique em geral. Também abre uma nova possibilidade de pensa­mento sobre o poder da oração, que tem muito que ver com inten­ção. As pessoas que rezam acreditam que suas intenções podem ter resultados à distância sem saber bem como isso funciona e, se cães podem reagir a intenções à distância, então há uma nova área de diálogo abrindo-se aqui, que é extremamente interessante. Discuti­mos isso em nosso livro Natural grace, que é uma série de diálogos sobre questões desse tipo.

O ponto de vista convencional, é que, se você rezar, tudo o que acontece é uma série de pequenas mudanças elétricas e químicas em sua cabeça e é praticamente impossível que isso tenha algum efeito à distância. Bem, a meu ver a mente e os efeitos da mente se estendem no espaço, através da percepção, através da intenção e através daquilo que queremos que aconteça no mundo. Eu dei al­guns exemplos de experimentos simples que podem ser examina­dos e outros que podem também mostrar que a mente pode estar relacionada ao corpo, através do fato de que ela se estende espaci­almente por toda a área onde a imagem de nosso corpo está. Acho que esses efeitos são mediados por campos mórficos que mantêm unidas partes de sistemas auto-organizadores, e quando você está lidando com animais domésticos e seus donos, por exemplo, a maneira como os campos mórficos se organizam depende do fato de que cada sistema, em todos os níveis de organização, tem um campo mórfico, e esses poderiam estar em átomos, em moléculas, em cristais, em órgãos, em organismos, em sociedades, e acho mesmo que cada sociedade tem um campo mórfico para todo o agrupamento social. Um cão e um ser humano, quando formam uma união entre eles, são parte de um grupo social. Os cães são animais intensamente sociais, eles descendem dos lobos que têm uma vida social intensa. Portanto, eu acho que o que ocorre quando uma pessoa sai de casa, é que ela ainda continua conectada pelo campo mórfico da família, do qual o cão é parte. O campo mórfico se estica, por assim dizer, mas eles ainda estão ligados por esse campo mórfico, e é devido a essa conexão contínua invisível que a informação pode viajar, as intenções da pessoa podem afetar o ca­chorro em casa.

Portanto, eu interpreto tudo isso em termos de campos mórfi­cos. É claro, outras pessoas podem querer interpretá-lo em termos de outras coisas, e pode ser que isso esteja relacionado com a não-localidade quântica, ninguém sabe. Existem na física quânti­ca, fenômenos não-locais misteriosos, sistemas que foram conec­tados como parte do mesmo sistema, e quando são separados retêm essa conexão não-local e não separável à distância. Bem, uma pes­soa e um cachorro, que estiveram conectados por terem vivido jun­tos como companheiros, quando se separam podem ter uma cone­xão não-local semelhante. Mas ninguém sabe se essa não localida­de quântica se estende aos fenômenos macroscópicos ou não. Não há razão para que isso não aconteça, que eu saiba, mas, por enquan­to, eu falo sobre isso em termos de campos mórficos. Acho que es­ses campos têm uma espécie de memória, essa é minha idéia de res­sonância mórfica, o que significa que cada tipo de campo mórfico tem uma memória de sistemas passados semelhantes, por meio de um processo de ressonância através do espaço e do tempo. Os cam­pos são locais, estão dentro e ao redor do sistema que eles organi­zam, mas sistemas semelhantes têm uma influência não-local atra­vés do espaço e do tempo, oriunda da ressonância mórfica que dá uma memória coletiva para cada espécie. Não tenho tempo de ex­plicar os detalhes da teoria da ressonância mórfica, a não ser para dizer que cada espécie neste planeta teria uma memória coletiva. Todos os ratos extrairiam memórias da memória coletiva de ratos anteriores. Se ratos aprenderem um novo truque no laboratório, ou­tros ratos em outros locais deveriam ser capazes de aprender o mesmo truque mais rapidamente. Há já evidência, que eu discuti em meus livros, de que isso realmente ocorre. No reino humano, se as pessoas aprendem uma nova habilidade, como windsurf, ou an­dar de skate, ou programação de computador, o fato de que muitas pessoas já aprenderam a mesma coisa deveria fazer com que fosse mais fácil para os outros aprenderem. Bem, essa é uma teoria que, claramente, é muito polêmica, e eu a descrevi em detalhe em meus livros A new science of life e A presença do passado. A presença do passado foi traduzido em português e publicado pelo Instituto Piaget, portanto está disponível aqui.

Já houve um número considerável de testes experimentais e quando um número grande de pessoas está envolvido, eles dão re­sultados positivos; com uma amostra pequena (20, 30 pessoas) aprendendo algo novo, os resultados são às vezes positivos e às ve­zes não significativos. Esses efeitos são relativamente pequenos e difíceis de detectar no contexto de variações individuais. Mas há certos tipos de evidência que surgiram espontaneamente, que são relevantes aqui, e um deles está relacionado com testes de QI. Como vocês sabem, os testes padrão de QI vêm sendo ministrados por muitos anos para medir a inteligência e esses mesmos testes são aplicados ano após ano, todos os anos as médias expressas em porcentagens. Foram feitos estudos para examinar a contagem de testes de QI no decorrer do tempo; quando examinamos o desem­penho absoluto nesses testes – e aqui estamos falando de testes fei­tos por milhões de pessoas – os testes mostram um efeito muito in­teressante que foi descoberto pela primeira vez por James Flynn, e portanto é chamado de Efeito Flynn: há um aumento misterioso e inesperado nas porcentagens do QI com o correr do tempo. Aqui temos um gráfico mostrando resultados de testes de QI. Isso foi ti­rado de um número recente da revista Scientific American, de uma discussão do Efeito Flynn. As porcentagens aumentaram uns três por cento a cada década, não só nos Estados Unidos, mas também na Inglaterra, na Alemanha, na França, provavelmente em Portu­gal. O que quero dizer é que, onde quer que fosse que eles exami­nassem os dados, descobriram esse aumento. Por que o QI é uma questão polêmica na psicologia, tem havido muita discussão sobre a razão pela qual isso aconteceu: melhor nutrição, escolas melho­res, mais experiência com os testes, e assim por diante. Mas nenhu­ma dessas teorias foi capaz de explicar mais do que uma fração des­se efeito. O próprio Flynn, após 10 anos pensando sobre isso, e tes­tando todas essas explicações, chegou à conclusão que o efeito é desconcertante, não há explicação para ele na ciência convencio­nal. No entanto, é apenas o tipo de efeito que seria de se esperar com a ressonância mórfica. Não é porque as pessoas estão real­mente ficando mais inteligentes, não há nenhuma evidência inde­pendente para um aumento na inteligência. O que está acontecendo é que elas simplesmente estão mais eficientes quando fazem os tes­tes de QI, e eu acho que estão mais eficientes porque milhões de pessoas já fizeram os mesmos testes. Portanto, acredito que o que estamos vendo aqui é um efeito de ressonância mórfica, que pode­ria explicar esse fenômeno. A meu ver existem muitos fenômenos de memória coletiva que poderiam ser testados experimentalmente e, em meus livros, eu sugiro algumas maneiras de como isso pode­ria ser feito.

A idéia de memória coletiva não, é claro, unicamente associa­da com essa teoria. Com relação aos seres humanos, Jung, o psicó­logo, já tinha sugerido uma idéia semelhante com sua noção do in­consciente coletivo. Mas o que estou sugerindo é que algo como o inconsciente coletivo não é apenas um fenômeno humano, animais também o têm, todas as espécies o têm e, com efeito, acho que esse tipo de processo da memória opera em toda a natureza. Se você fi­zer um novo cristal que nunca existiu antes, não poderia existir um campo mórfico para esse cristal. Essa teoria se aplica também a cristais e a moléculas. Se você o cristalizar repetidamente o campo mórfico ficará mais forte, e ficaria mais fácil para a substância se cristalizar. Na verdade isso é um fato bem conhecido dos químicos, isso é que os novos compostos se cristalizam com mais facilidade com o passar do tempo nos vários laboratórios. A explicação des­ses químicos é que isso ocorre porque fragmentos dos cristais ante­riores são levados de um laboratório para o outro, nas barbas de químicos migrantes ou que foram transportados da atmosfera como partículas invisíveis de poeira. Mas eu estou sugerindo que isso poderia ser um efeito da ressonância mórfica e essa é uma das áreas em que ela pode ser testada. Na química existem também ou­tras áreas onde ela pode ser testada.

O quadro mais importante desse fenômeno de ressonância mórfica é que as chamadas leis da natureza podem não ser pré-fixa­das, pode ser que nem todas elas estivessem lá no momento do big bang, como uma espécie de código napoleônico cósmico. Ao con­trário, as leis da natureza podem ter evoluído com o passar do tem­po, talvez elas sejam mais como hábitos, dependendo da memória inerente na natureza. A ciência convencional é baseada na idéia de que as leis sempre foram fixas, e até a década de sessenta pensa­va-se que o cosmos era fixo e não evolucionário. Hoje temos uma cosmologia evolucionária, onde a antiga idéia de leis estabelecidas não faz realmente muito sentido. Pelo menos preci­samos considerar a idéia de que elas puderam evoluir e que isso, eu penso, é uma maneira de compreender a evolução das regularidades da natureza em termos de hábito. Mas de uma certa forma isso também tem conseqüências diretas e práticas para a compreensão do patrimônio biológico, da memória humana e de uma série bem ampla de fenômenos psicológicos. Portanto, acho que nossas men­tes se estendem não só no espaço, mas também no tempo. Que de­pendemos da memória coletiva daqueles que existiram antes de nós e, por sua vez, todos nós contribuímos para essa memória cole­tiva. Portanto, nossas mentes, em vez de serem coisas individuais isoladas na privacidade de nossos crânios, são extremamente mais interconectadas com as demais através do espaço e do tempo. São muito mais permeáveis às demais, e somos afetados pelos pensa­mentos de outras pessoas, bem como por suas ações. E por sua vez, podemos afetar outras pessoas, através de nossos pensamentos e atitudes. Isso é algo que a maioria das tradições religiosas nos ensi­naram através dos tempos, mas que é negada pela teoria da cons­ciência isolada, que se enquadrou tão bem com o atomismo social das teorias sociais do Ocidente moderno, particularmente na parte do mundo que fala inglês.

Finalmente, eu queria dizer que quando pensamos sobre a consciência deveríamos ampliar nossos horizontes e abandonar a preocupação tão limitada com os sistemas nervosos e cerebrais, e seres humanos e cães e gatos e assim por diante. A maioria das pes­soas que pensam na consciência diz "bem, é claro que somos cons­cientes" e, além disso, existem muitos debates hoje em dia na litera­tura sobre psicologia animal sobre se os cães são ou não conscien­tes. É claro, por muitos anos achava-se que eles não o eram, que eram supostamente máquinas. Hoje é bastante respeitável na etolo­gia cognitiva se dizer que os animais pensam, mas isso é o ponto máximo a que o debate chegou. Eu penso que é possível que haja muitas, muitas formas de consciência no universo. Acho muito di­fícil acreditar que 15 bilhões de anos de evolução cósmica tiveram como resultado unicamente a evolução da consciência humana neste planeta, com uma possível versão reduzida dela nos cães e outros animais, e enquanto isso todo o resto do universo é total­mente inconsciente. Essa é a visão que a ciência nos dá e na astro­nomia ou na cosmologia não há qualquer discussão sobre cons­ciência. Mas penso que deveria haver. Gostaria de terminar com uma nota bastante provocativa que é uma consideração da cons­ciência do sol. Ora, a idéia de que corpos celestiais possam estar vi­vos é familiar à maioria das pessoas hoje em dia através da teoria de Gaya. Se a Terra Gaya é um organismo vivo, se a Terra está viva, então será que a Terra pensa? Será que ela poderia ser conscien­te? Essa é uma questão que raramente vemos ser discutida, mas eu acho que é um tema muito importante para discussão.

Mas ainda mais relevante é a questão do sol. Todas as religiões tradicionais tratam o sol como sendo consciente. É um deus, na re­ligião grega. Na Índia, Surya é um deus e os devotos saúdam o sol de manhã. Eu mesmo faço um exercício de ioga chamada Surya namascar que é uma saudação matinal ao sol. Portanto, essas são tradições que existem em todas as partes, mas, é claro, para nós, com uma estrutura científica, o sol é apenas uma grande explosão nuclear do tipo que ocorre o tempo todo emitindo radiação. No entanto, se você pensar no assunto, mesmo aceitando o ponto de vista materialista, que a interface entre a consciência e o cérebro tem algo que ver com os padrões elétricos de atividade no cérebro, e essa é uma visão bastante geral, que esses campos elétricos mutan­tes são de alguma forma uma interface entre a estrutura física do cérebro e a consciência. E muitas vezes nos dizem que o cérebro humano é a coisa mais complexa do universo, e que somos os mais conscientes. Na verdade, em termos de padrões elétricos, nosso cé­rebro é deploravelmente atrasado em relação ao sol. O sol, sabe­-se hoje em dia, tem uma série incrível de mutações de ressonân­cia elétrica e magnética ocorrendo em seu interior: ciclos de onze anos, explosões de manchas solares, dinâmica caótica, freqüências ressonantes. No momento existem dois programas principais inter­nacionais de observação solar, Soho e Gaun como são chamados. Um é um sistema de observatórios solares espalhados por todo o mundo, e o outro é um satélite que está observando o sol continua­mente. Atualmente esses sistemas estão monitorando, com um de­talhamento anteriormente considerado impossível, essas incríveis mudanças eletromagnéticas – minuciosas e complexas – que estão ocorrendo no sol. Bem, se padrões elétricos complexos são uma in­terface suficiente para a consciência e o cérebro humano, por que é que o sol não poderia tê-los também? Por que o sol não poderia pensar? E se ele está pensando, sobre o que estará pensando? Essas não são o tipo de questões para as quais esperamos ter uma resposta imediata, pois não são exatamente aquelas sobre as quais os manuais de astronomia irão nos ajudar, embora eu pense que os detalhes da eletrofisiologia do sol está sendo estudada de uma maneira mui­to sofisticada. Um grupo do qual fizemos parte reuniu-se na Ingla­terra no solstício de verão do ano passado, e realizamos uma confe­rência sobre a consciência do sol com alguns fisicos, cosmólogos, pessoas com tradições místicas, e discutimos esse assunto durante três ou quatro dias. Foi uma discussão fascinante já que ninguém sabe nada sobre isso. Ficamos livres de quaisquer limitações espe­cíficas, fomos forçados a lançar-nos em especulações totais e, é claro, se o sol é consciente, por que não as estrelas? E se as estrelas são conscientes, por que não as galáxias? Essas últimas teriam uma consciência de um tipo muito mais inclusivo do que a das estrelas que elas contêm. E se as galáxias, por que não os grupos de galá­xias? Então teríamos uma idéia de níveis hierárquicos de consciên­cia por todo o universo. É claro, na tradição ocidental, como em to­das as tradições, temos uma idéia exatamente desse tipo. A idéia das hierarquias dos anjos na Idade Média não era a de seres com asas, isso era apenas uma maneira bastante ingênua de represen­tá-los. Eles eram compreendidos tradicionalmente como níveis de consciência além do humano. Havia nove níveis dos quais três ou mais eram relacionados com as estrelas e com a organização de corpos celestiais. Eles eram as inteligências das estrelas e dos pla­netas, os três níveis intermediários dos anjos. Portanto, já existe a tradição no Ocidente sobre uma consciência super-humana. Mathew Fox, eu mesmo, e os principais textos ocidentais sobre anjos, e um livro nosso chamado A física dos anjos, publicado recentemente, retomam o texto principal de Santo Tomás de Aquino, Hildegard de Bingen e de Dionísio o Areopagita, as principais autoridades ocidentais em anjos, e examinam o que eles significavam, e que novo significado eles poderiam ter à luz da cosmologia moderna. Ora, como vocês podem imaginar, esse não é o tipo de livro que vai estar nas listas de leitura das universidades, e é obviamente especu­lativo, mas foi nossa tentativa de explorar essa questão, sobre a qual, a meu ver, os cosmólogos nos desapontaram bastante, de ex­plorar a questão de lidar com os níveis superiores de consciência que podem existir em todas as sociedades, que, tradicionalmente, acredita-se existirem por todo o universo. Podemos não saber mui­to sobre eles, mas, é claro, eu tampouco sei muito sobre sua cons­ciência. É um problema notoriamente difícil de se provar, até mes­mo que um outro ser humano está consciente. Portanto, se é difícil provar que o sol e a galáxia são conscientes, temos de lembrar que tampouco isso é uma coisa fácil de provar, mesmo com pessoas ou animais. Mas, penso realmente que precisamos ter uma perspecti­va ampla quando estivermos pensando sobre psicologia transpes­soal, sobre a consciência, sobre os novos paradigmas nas ciências, devemos tentar evitar o tipo de chauvinismo humano antropocên­trico, ou até mesmo o chauvinismo terrestre, e reconhecer que é possível que haja muitas formas de consciência no universo. Penso que estamos no limiar de um período inteiramente novo de desco­bertas e investigações científicas, e creio também que esta é uma época muito estimulante para estar vivo, e estou muito contente de que seja possível discutir essas idéias.

Observação: Vejo em Sheldrake um ser humano genial, e há anos!

Referências bibliográficas

SHELDRAKE, R. (1988). The presence of the past. Londres: Collins.

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About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley
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